Ótima Oportunidade

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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Em Busca de Um Sonho

Com um machado, Félix golpeou o tronco da árvore que estava em sua frente. Ele tinha quinze anos e sabia que era ilegal cortar árvores para fazer carvão. Mas estava desesperado. Seus pais tinham doze filhos e, se ele quisesse estudar, precisava trabalhar para pagar os estudos. Assim, pegou o machado e golpeou a árvore novamente. Naquele momento ele ouviu algo. Endireitou-se e observou vários homens afastando o mato que estava em volta dele. Seus pés pareciam grudados no chão e o coração batia forte. “Fui apanhado!”, pensou. Notou que os estranhos não eram oficiais do governo, mas a presença deles ainda significava problemas. Seus ombros caíram.

- “Dê-nos metade de seu carvão e o deixaremos em paz,” um dos homens disse. 
-“Se eu fizer isso, não poderei pagar meus estudos”, o garoto respondeu, recuando li-
geiramente.

Os homens se aproximaram, Félix pegou seu machado e correu para casa, deixando para trás o carvão e, com ele, a esperança de voltar à escola. 
 
Outro Caminho
Um primo de Félix se ofereceu para levá-lo à Universidade Adventista que ficava a 30 quilômetros de distância. “É uma escola grande”, disse-lhe. “Tenho certeza de que lá encontraremos emprego.” Félix concordou. Ele nada sabia sobre os adventistas, mas se pudesse conseguir dinheiro para estudar, ficaria agradecido.

Félix e o primo chegaram à universidade. “Você ficará bem”, o primo disse enquanto  apertava a mão dele e lhe dava tapinhas nas costas. Em seguida, começou a voltar, deixando-o sozinho e inseguro. Félix logo foi atraído pelo som de uma música que envolvia o campus. Seguiu as vozes e encontrou um grupo reunido. Parou, ficou ouvindo e sentiu a paz inundar seu coração. Alguns alunos perceberam sua presença e o convidaram para participar da reunião. Ele seguiu os jovens, aquecido pelo ambiente amigável. Descobriu que aquela reunião era parte de um acampamento que continuaria durante toda a semana.

Ao terminar a reunião, os novos amigos quiseram saber mais sobre ele. Eles compartilharam a fé e perguntaram sobre suas crenças. Quando souberam que Félix gostava de cantar, convidaram-no para fazer parte do coral e frequentar o curso bíblico. Félix sentiu um lampejo de esperança. Estava havia pouco tempo no campus e já tinha feito amigos e encontrado algo pelo qual aguardar com interesse. Ele esperava encontrar emprego e, algum dia, frequentar a escola com os garotos. Então, decidiu tentar. 
 
Nova Vida, Nova Esperança
Félix encontrou um trabalho: limpar os jardins dos professores, lavar carros e fazer qualquer trabalho que encontrava para ganhar algum dinheiro. Alugou um quarto fora do campus. Era um dos muitos quartos de barro, um ao lado do outro, com teto baixo e não tinha eletricidade nem aquecimento. Ele descobriu que, quando chovia, o teto de zinco gotejava. Mas era barato e ele poderia economizar para pagar os estudos. 

Félix não conseguia economizar tanto quanto gostaria e isso, às vezes, o desanimava. Mas ele manteve o sonho e continuou participando do coral, da classe bíblica e dos desbravadores. Alguns meses depois foi batizado. 

Ansioso para começar a estudar, Félix comprava livros usados dos alunos do Ensino Médio para estudar sozinho. Estudou biologia, agricultura e economia, esperando aprender o suficiente para ser aprovado nos exames nacionais do Ensino Médio e entrar para a universidade. Ele passava noites debruçado sobre os livros, lendo à luz de vela e criando seus próprios testes. Também pedia a seus amigos que avaliassem os simulados.

Félix fez o exame nacional e passou. Emocionado, decidiu continuar os estudos na universidade, mas não tinha condições financeiras. Ingressou no programa de bolsas de estudos e trabalho da universidade, trabalhou durante um ano e ganhou o suficiente para estudar durante um semestre. Assim começou a longa jornada para alcançar seu sonho. Trabalhava um ano, estudava um semestre; trabalhava outro ano, estudava outro semestre.

Félix continua seus estudos e trabalha como vice-presidente do grupo estudantil. Também é diácono e líder dos desbravadores na igreja. “A Universidade da África Oriental, em Baraton me acolheu e me ajudou a realizar meu sonho. Enquanto isso, aprendo que Deus tem muito mais bênçãos reservadas para mim. Agora, tenho nova fé, novos amigos e nova esperança.”

Parte da oferta do décimo terceiro sábado deste trimestre ajudará a construir casas para os estudantes e para o corpo docente. Obrigado por sua ajuda em suprir as necessidades de jovens como Félix, no leste africano.

Resumo Missionário
• Mais de 700 mil adventistas vivem no Quênia. Isso representa um adventista para cada 61 habitantes. porém, milhões ainda não sabem que Jesus em breve virá. 
• Os pioneiros da Missão Global começaram novas congregações em regiões com pouca presença adventista. escolas e hospitais servem outras regiões e compartilham o evangelho com os pacientes e alunos.
• Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a expandir a Universidade da África oriental, construindo casas para alunos casados e professores e um prédio com salas de aula para o ensino fundamental.
 
Fonte: Lição da Escola Sabatina (2° Trimestre - Abr l Mai l Jun 2013)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Oração de Mãe


Enock entrou sorrateiramente pela porta de casa e viu a mãe ajoelhada. “Ela está orando por mim novamente”, pensou. “Ela continua orando para que eu me torne pastor. Que tipo de pastor eu seria?”, pensou. Ele quis bater a porta, mas em vez disso, foi calmamente para seu quarto.

Desde que os amigos o introduziram no consumo de bebidas alcoólicas e drogas, sua vida foi definhando. Ele parou de frequentar a igreja com a mãe e se juntou aos amigos quando saíam para roubar. Eles até oravam ao diabo para ter sucesso em seus roubos! Enock tentou esquecer as orações de sua mãe, mas suas palavras e orações não saíam da mente dele. 

Uma Nova Esperança
Enock havia sido expulso de três escolas devido ao seu mau comportamento, mas a mãe se recusou a desistir dele. Encontrou uma escola adventista que o aceitou e ela fez um esforço para enviá-lo para lá. O capelão demonstrou especial interesse por Enock e começou a orar por ele. A princípio, Enock se ressentia com as orações do capelão, mas com o passar do tempo, seu coração começou a ser tocado. Ele percebeu que a vida que levava não era o caminho para a felicidade.

Alguns alunos o convidaram para participar de um conjunto vocal. A princípio, ele aceitou para simplesmente sair com eles e vê-los ensaiar. Mas com o tempo, começou a cantar sobre o amor de Deus e o sacrifício de Cristo, cânticos que jamais imaginara cantar um dia. Pouco tempo depois, ele concordou em cantar com o grupo.

As paredes que Enock havia construído em torno de sua vida começaram a desmoronar. Longe dos amigos que o levaram às drogas e ao roubo, percebeu que, em vez de roubar as pessoas, agora ele fazia parte de um grupo que angariava recursos para os necessitados! Certo dia, enquanto conversava com o capelão, Enock pediu oração. Naquele dia, confessou seus pecados da vida anterior e convidou Jesus para fazer parte de sua vida.

Uma Nova Vida
Constantemente, Enock se lembrava das palavras da mãe sobre ter sido dedicado a Deus e ao ministério. Mas quando pensava sobre as coisas terríveis que havia feito, as dúvidas enchiam seu coração. “Será que Deus realmente me perdoou?”, ele perguntou ao capelão.

“Deus já perdoou você”, disse o capelão. “Ele perdoou no momento em que você pediu.”

Um sorriso se abriu no rosto de Enock. “Quero ser pastor”, disse.
Os dois ficaram em silêncio durante vários minutos. Em seguida, o capelão sorriu e disse: “Se Deus quer que você se torne pastor, Ele abrirá o caminho.” Pegou um papel e o entregou a Enock.

Enock olhou o papel. Era um formulário de admissão para a Faculdade Adventista. Com espanto, ele olhou para o capelão com olhar indagador. O capelão assentiu com a cabeça.

Enock começou a preencher o formulário. Na pergunta sobre os três cursos pelos quais ele se interessava, hesitou. Escreveu “Teologia” nos três espaços em branco. Então parou. A universidade adventista ficava perto dali e ele não queria ficar perto de seus amigos.

“Há uma escola adventista nas ilhas Novas Britânicas, longe da capital, a Sonoma Adventist College”, o capelão disse como se tivesse lido os pensamentos do rapaz. Enock terminou de preencher o formulário e o capelão o enviou pelo correio.

Um Novo Começo
Depois de terminar o Ensino Médio, Enock visitou sua família. “Orei por você todos esses anos”, sua mãe disse. Em vez de ficar aborrecido como antes, ele sorriu e agradeceu. O pai e o irmão observaram as mudanças nele e começaram a frequentar a igreja. Quando Enock se encontrou com alguns de seus antigos amigos, estes ficaram tão inspirados pela sua fé que lhe ofereceram dinheiro para ajudar a pagar as mensalidades escolares.

Agora, quando Enock volta para casa durante as férias escolares, alguns de seus velhos amigos lhe pedem conselhos. Enock ora com eles e diz que as drogas e o álcool não são respostas para os problemas – somente Jesus pode ajudá-los.

Enock encontrou seu ministério ajudando as pessoas que lutam contra o álcool, drogas e escuridão espiritual, assim como ele havia lutado no passado. Ele quer que outros saibam que Jesus pode perdoá-los e dar-lhes um novo começo, assim como fez com ele. Sua oração pelos outros é semelhante às orações de sua mãe por ele, para que possam ter uma nova vida e nova esperança por meio de Cristo.

Enock agradece a Deus porque sua mãe nunca desistiu de orar por ele. Também é grato a Deus pelos professores e amigos adventistas que o conduziram a Cristo. Nossas ofertas missionárias apoiarão as escolas adventistas ao redor do mundo. Elas são uma das maneiras mais eficazes de alcançar pessoas. Obrigado pelas ofertas que ajudarão outros a ter a chance de escolher Jesus.

Resumo Missionário
• Papua-Nova Guiné é composta da metade oriental da ilha de Nova Guiné (a metade ocidental faz parte da Indonésia) e dezenas de ilhas menores ao redor da Nova Guiné.
• Desde que os primeiros adventistas começaram a trabalhar em Papua-Nova Guiné, a educação tem sido o foco do evangelismo. Inúmeras instituições de Ensino Fundamental, Ensino Médio e Universitário pontilham as ilhas. O Sonoma Adventist College, localizado nas Ilhas Novas Britânicas, e a Pacific Adventist University perto de Port Moresby, a capital do país, serão os destinatários da oferta do décimo terceiro sábado que ajudarão a educar os jovens adventistas para servir a Deus e ao país.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (1° Trimestre 2013)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Alegria na Manhã


Wama e Siong se esbarravam um no outro enquanto o ônibus fazia a viagem pela estrada sinuosa rumo à sua aldeia natal. O veículo atravessava rios rasos espirrando água para todos os lados, sacolejava nas estradas pedregosas e derrapava em bancos de areia lamacentos em direção à aldeia no fim da estrada.


Wama e Siong tinham deixado a aldeia cheios de esperança quanto ao futuro. Siong tinha encontrado trabalho em uma empresa de mineração e a família desfrutava de uma nova vida. Enquanto vivia nos planaltos de Papua-Nova Guiné, o casal aceitou Jesus e encontrou a maior alegria de sua vida. Mas retornavam com o coração pesado, pois o veículo que os transportava também levava o caixão com sua filha morta.

Da Morte Para Uma Nova Vida
Os moradores haviam recebido a notícia da morte da garota e sabiam que o casal traria o corpo da filha para ser sepultado. As pessoas se aglomeraram ao redor do veículo quando ele entrou na aldeia. Wama percebeu que o lugar não havia mudado muito.

Depois do funeral, a família visitou parentes e amigos. Partilharam histórias de seu lar nas montanhas. Certa noite, enquanto Wama e Siong estavam deitados na esteira, ouvindo os grilos cantando, ela falou baixinho ao marido: “Quero ficar aqui e contar às pessoas o que aprendemos sobre Deus. Quero que nosso sofrimento se transforme em alegria.”

Siong tinha pensado a mesma coisa. “Isso é bom. Voltarei o mais breve possível. No momento certo pedirei demissão da empresa e me juntarei a você. Podemos evangelizar toda a aldeia juntos.” Então, Wama e o filho de 12 anos de idade, Gary, permaneceram na aldeia, enquanto Siong voltou ao trabalho. Ele visitava a família sempre que podia.

Compartilhando as Boas-Novas


Alguns anos antes, Wama e Siong haviam deixado sua aldeia natal para viver nas montanhas de Papua-Nova Guiné. Eles não conheciam a igreja adventista até que alguns amigos convidaram o casal para assistir as reuniões evangelísticas. Ali, eles aprenderam o que significa ser um verdadeiro seguidor de Cristo e se uniram à Igreja Adventista. Onde quer que fossem encontravam alguns adventistas. Mas em sua aldeia natal não havia nenhum irmão adventista. Eles prometeram a Deus que dariam testemunho de sua fé na aldeia e ajudariam as pessoas a compreender mais profundamente sobre o amor de Deus através de Cristo.

A maioria dos moradores se diz cristã, mas poucos têm um relacionamento pessoal com Cristo. As pessoas perceberam a devoção do casal a Deus. Ouviram a família cantando hinos em sua casa de madeira e palha. 
Alguns começaram a fazer perguntas e Wama os convidou para se juntar a ela e ao filho aos sábados durante os cultos. E várias pessoas aceitaram o convite.

Gary começou dirigindo as crianças, contando-lhes histórias da Bíblia e ensinando a elas cânticos sobre Jesus. Ele formou um coral de crianças que atraiu o interesse de muitas pessoas e convidou seus colegas de classe para frequentar os cultos.

A Ajuda Está Chegando!


O casal conheceu Gebob, um professor da cidade vizinha, que havia nascido na aldeia. Depois de se tornar adventista, ele voltou muitas vezes à aldeia para compartilhar o amor de Deus. Depois que a ASA (Assistência Social Adventista), instalou um sistema de abastecimento de água na aldeia, as pessoas perceberam que os adventistas realmente se preocupavam com elas. Por isso, estão dispostos a ouvir o que esses irmãos têm a dizer.

Darren lidera o programa de jovens em uma das grandes igrejas da cidade. Ele pediu permissão aos líderes da aldeia para trazer uma equipe de adolescentes para realizar seminários com temas sobre saúde e família. No dia em que os jovens iriam chegar, fortes chuvas inundaram o leito do rio. Os veículos não conseguiam atravessá-lo. Os adolescentes, determinados a alcançar a vila, abriram caminho através do rio e foram a pé até a aldeia. Chegaram exaustos, mas encontraram os moradores desejosos de ouvi-los.

Naquele fim de semana, os adolescentes realizaram vários seminários sobre saúde e questões sociais. Incluíram muitas promessas de Deus em suas apresentações. Ninguém conseguia se lembrar de alguma reunião tão bem frequentada ou recebida com tanta gratidão. Durante a despedida deles, alguns moradores choraram, pois era a primeira vez que pessoas de fora haviam demonstrado tanto cuidado por eles.

Uma Clínica no Vilarejo

Os moradores pediram uma clínica médica para sua aldeia. Explicaram que precisavam caminhar horas para chegar à clínica médica mais próxima. Sem uma clínica, a vila não recebia medicamentos do governo para tratar suas enfermidades e lesões mais urgentes. 

A igreja está planejando construir nessa aldeia uma clínica que servirá milhares de pessoas das aldeias vizinhas. Ela terá enfermeiros adventistas que ajudarão a divulgar a mensagem divina de amor e cura a milhares de pessoas que ainda não a conhecem.

Parte da oferta do décimo terceiro sábado levará cuidados médicos a pessoas que vivem nas ilhas do Pacífico Sul. Muito obrigado por sua ajuda!

Notícias Missionárias
• Cerca de 6,3 milhões de pessoas vivem em Papua-Nova Guiné. Elas falam mais de 800 línguas e dialetos diferentes. 
• A maioria das pessoas que vivem fora das grandes cidades, está em aldeias tradicionais com casas feitas de madeira, bambu e sapé. Elas caçam, pescam e cultivam verduras em hortas de pequeno porte. Uma grande fonte de alimento é o sagu, um amido sem sabor feito a partir do tronco da palmeira.
• A ajuda médica é uma das necessidades mais urgentes das pessoas que vivem longe dos centros urbanos.

Fonte: Lição da Escola Sabatina (1° Trimestre 2013)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Esperança Reencontrada

Ofegante, quase sem ar, Iani, uma garota com 15 anos, corria velozmente para casa, em busca da mãe e de segurança. Sua mãe, seu irmão e irmã mais novos estavam doentes. A mãe não podia trabalhar; por isso, Iani conseguiu um emprego em uma fábrica, ganhando menos que o salário mínimo. Inicialmente, o gerente parecia amigável. Mas, certo dia tentou molestá-la. Felizmente, ela conseguiu se desvencilhar dele e fugiu.

De repente, ela viu o carro do chefe vindo em sua direção. Parou apavorada, e pegou várias pedras para jogar nele, se ele tentasse se aproximar. Para sua surpresa, viu a mãe sair do carro do gerente e correr em sua direção, antes que ela pudesse dizer qualquer coisa. “Seu chefe foi lá em casa e disse que você fugiu. O que aconteceu?”, a mãe perguntou.

Iani lhe explicou que o gerente havia tentado molestá-la, mas ela conseguira fugir. A mãe registrou uma ocorrência policial, mas a polícia nada fez e a família de Iani se mudou para escapar do homem e das lembranças que a assustavam.


Saindo do Desespero

Iani se afundou no desespero e sentia muita raiva. Ela já havia frequentado a igreja, porém, não mais sabia como clamar a Deus. Os terapeutas a ajudaram a lidar com os traumas e com as pessoas que haviam lhe decepcionado: o pai ausente, o padrasto abusivo, uma professora invejosa e o chefe que tentou molestá-la. Pouco a pouco ela conseguiu lidar com a amargura que enchia seu coração.

Então, numa tarde de sábado, alguns membros da igreja adventista local visitaram a família de Iani. Eles cantaram, leram a Bíblia e conversaram. A mãe de Iani era ex-adventista e costumava levar os filhos à igreja quando Iani era mais nova. Mas, as mudanças frequentes e a falta de dinheiro para comprar roupas e passagem de ônibus dificultaram a frequência à igreja. Eventualmente, a mãe se afastou e a fé caiu no esquecimento.

Agora, ouvindo aqueles adolescentes cantando e compartilhando a Palavra de Deus, a mãe sentiu o desejo de voltar. Iani não tinha nada para vestir, a não ser o jeans desgastado que estava usando. Mas a mãe insistiu em que iriam à igreja, então Iani tomou emprestado um vestido e ajudou a arrumar os irmãozinhos.

Missão Calebe
Alguns membros da igreja convidaram Iani para participar de um projeto missionário chamada Missão Calebe. Ela nunca tinha ouvido falar disso, então algumas meninas explicaram que era um projeto missionário de curto prazo. Vários grupos de todo o Brasil passavam três semanas em uma cidade. Lá, trabalhavam na comunidade e ajudavam os membros da igreja local, coordenando reuniões evangelísticas e visitando antigos membros.

Alguém se ofereceu para pagar as despesas de Iani e ela aceitou o convite, pois seria a oportunidade de conhecer pessoas novas e um lugar diferente.

Os participantes do projeto viajaram para uma cidade distante no norte do Brasil, receberam treinamento e Iani foi designada para dar estudos bíblicos. Ela não sabia muito sobre a Bíblia, por isso, precisou estudar a lição todos os dias antes de apresentar o tema para as pessoas a quem ela visitava. Era um trabalho intenso, mas ela se sentia realizada.

Durante o dia, os jovens estudavam a Bíblia com os interessados; à noite, participavam da uma programação na qual o evangelista apresentava a Palavra de Deus. Iani sentia que o medo e a raiva se desfaziam em seu coração, sendo substituídos pela esperança no futuro e pelo amor a Deus. Aprendeu a perdoar as pessoas que a machucaram. No fim da viagem missionária, Iani estava transformada e decidiu ser batizada.


Nova Vida, Nova Esperança

Iani voltou para casa com uma nova visão de futuro. Ela queria estudar no IABC (Instituto Adventista Brasil Central) – internato adventista que ficava a uma hora de sua casa. Como sua família não tinha dinheiro, a moça decidiu colportar para adquirir recursos a fim de estudar. Irmãos da igreja ajudaram a pagar parte das mensalidades e outros doaram o material escolar.

No IABC, Iani redescobriu a alegria que sentia ao estudar. Professores e amigos a ensinaram a confiar inteiramente em Jesus.
“O tempo que passei no IABC foi o melhor da minha vida”, diz ela. “Deus me transformou. Ele deu esperança à minha família e a mim. Sinto Sua presença todos os dias e quero servi-Lo durante toda a minha vida. Agradeço a essa escola por fazer diferença em minha vida.”

O Instituto Adventista Brasil Central tem sido a mão de Deus para transformar a vida de muitos alunos. Parte da oferta do décimo terceiro sábado será usada na construção de uma igreja para o colégio. Sua oferta muito ajudará nesse projeto.


Resumo Missionário

• A União Centro-Oeste Brasileira está situada no coração do Brasil. Brasília, a capital do país, fica nessa região. Mas a maior parte do estado é rural, com poucas oportunidades econômicas.
• Mais de 104.000 adventistas vivem na União Centro-Oeste Brasileira. Isso equivale a um adventista para cada 133 pessoas.

FONTE: Lição da Escola Sabatina(4° Trimestre 2012)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Um Presente de Amor

Mai vive em uma aldeia em um país no sudeste da Ásia. Não podemos dizer em que país ela vive, mas sabemos que a maioria das pessoas que vive ali não é cristã e muitas delas nunca ouviram falar de Jesus. Elas adoram ídolos nos templos, inclinam a cabeça até o chão quando se ajoelham para orar, oferecem flores, alimentos e incenso como dádivas a seus deuses.

Nesse país existem muitos cristãos e milhares de adventistas. Alguns adoram a Deus em igrejas como nós, e outros em pequenos grupos nos lares da zona rural. Os crentes são fiéis e tentam não perder nenhum culto. Estão famintos por conhecer mais sobre Deus.

Descoberta
Certo dia, Mai viu um grupo de pessoas sentadas à sombra de um prédio coberto de sapé. Elas estavam ouvindo um homem falando. Ele segurava um quadro grande, porém, Mai quase não podia vê-lo. Ela se dirigiu para frente da multidão e se sentou no chão quente. Dali, ela podia ouvir o homem e ver a figura.

Mai observou o quadro. Era um homem vestido com uma longa túnica e segurando um cordeiro. O homem parecia ser muito gentil! “Gostaria de saber quem é ele”, pensou consigo mesma. Ouvindo o pregador ela ficou sabendo que o homem da figura se chamava Jesus. Mai nunca ouvira falar de Jesus. O pregador disse que Jesus é o Filho do Deus vivo, que nos ama e quer que vivamos com Ele para sempre em um lugar chamado Céu.

O pregador contou histórias de como Jesus curava as pessoas apenas tocando ou falando com elas. Quanto mais Mai ouvia as histórias que o homem contava, mais desejava conhecer Jesus. Então, o homem disse algo que a deixou chocada.
– Jesus veio a este mundo para mostrar às pessoas como é Deus. Mas algumas pessoas não gostaram do que Ele dizia e O mataram.

“Então, nunca poderei encontrá-Lo!” De tanta tristeza, Mai sentiu um nó na garganta.

Esperança
– Mas Jesus é Deus – o pregador continuou – e Ele é imortal. Jesus ressuscitou e andou aqui na Terra durante muitos dias, aparecendo às pessoas que creram nEle e O seguiram. Em seguida, retornou ao Seu Pai no Céu. Ele ainda está lá, sentado em um trono ao lado do Pai, dizendo ao Pai o quanto nos ama: você, eu e todas as pessoas! Quando pedimos perdão pelos nossos erros, Jesus lembra ao Pai que Ele morreu por nós. Jesus deseja que vivamos eternamente com Ele no Céu. Mas, para isso, precisamos permitir que Ele nos torne uma nova pessoa, pura e limpa.

Uma chama de esperança brilhou no rosto de Mai. “Quero saber mais sobre Jesus! Desejo ser limpa e viver com Jesus para sempre”, ela pensou.

Um Presente de Amor
Quando a reunião terminou, Mai correu para casa para contar à mãe o que tinha ouvido.
– Quero saber mais sobre Jesus – disse ela com entusiasmo e com o coração radiante de alegria.
– Por favor, posso ir amanhã e ouvir mais sobre Jesus?

Durante alguns minutos, a mãe não disse nada enquanto triturava os grãos de trigo. Mai sabia que ela estava pensando, pois estava em silêncio. Então, a mãe disse gentilmente:
– Sim, você pode ir. Você tem idade suficiente para decidir por si mesma quem será o seu Deus.

Mai agradeceu e saiu calmamente. Ela sabia que a permissão de sua mãe não foi facilmente concedida.

No dia seguinte, Mai voltou ao local em que ouvira o homem falar. Havia outras pessoas reunidas, porém, menos do que no dia anterior. Mai ouviu atentamente enquanto o homem segurava um livro, a Bíblia, e falava mais sobre Jesus e a vida cristã. Ela voltou todos os dias durante aquela semana, aproveitando para aprender mais sobre o amor de Deus.

Mai desejava ler a Palavra de Deus por si mesma, mas não sabia onde conseguir uma Bíblia. Nesse país, não existem muitas pessoas que possuem Bíblias e, com certeza, poucas crianças. Assim, Mai aguarda uma oportunidade de ler a Palavra de Deus e tê-la sempre em mãos.

A oferta que as crianças darão no décimo terceiro sábado ajudará a comprar Bíblias para as crianças, como Mai, para que elas aprendam sobre Jesus e partilhem com seus pais e amigos. Vamos dar uma generosa oferta no décimo terceiro sábado para que Mai e muitas outras crianças naquele país aprendam que Jesus as ama.

Notícias Missionárias
– Em muitos países, as crianças não têm acesso à Bíblia e não podem ler a Palavra de Deus. Neste trimestre, em um país que não podemos citar, as crianças receberão uma Bíblia como parte de seus estudos. Elas aprenderão a encontrar os textos mais importantes e poderão levar a Bíblia para casa e estudá-la com seus pais. Enquanto os filhos partilham o que sabem sobre Deus, seus pais podem se interessar em conhecer mais sobre Ele.
– O objetivo da oferta especial do décimo terceiro sábado é comprar milhares de Bíblias para as crianças de um país no sudeste da Ásia.

Lição da Escola Sabatina (2° Trimestre de 2012)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Alguém que me Ama

Myanmar
Naw Zar Mon bateu na porta da pequena casa e esperou que o idoso morador a abrisse. Com um gesto, ele a convidou para entrar e ela se sentou à mesa, esperando que ele predissesse seu futuro e garantisse que a solidão que a acompanhava logo tivesse fim.

O homem apertou os olhos e disse:
– Alguém se importa com você.
– Quem? – Naw Zar Mon perguntou ansiosamente, inclinando-se em direção ao homem.
– Não conheço a pessoa – ele respondeu, pensativo – mas vejo o amor.

Enquanto voltava para casa, o medo e a solidão de Naw Zar Mon pareciam ter diminuído.
– Seja você quem for – sussurrou para o desconhecido que a amava – por favor, cuide de mim.

O Retrato na Parede
O marido de Naw Zar Mon servia as Forças Armadas. Por isso, eles se mudavam com frequência. Ela não gostava dessas mudanças nem de despedidas e ter que fazer novos amigos em um lugar novo.

Ela fez uma pausa para se alongar, enquanto esvaziava as caixas em sua nova casa. Viu na parede um quadro que os inquilinos anteriores tinham deixado. Alguém lhe falara que aquele retrato era de Jesus, o Deus dos cristãos. Embora Naw Zar Mon não fosse cristã, sentiu-se atraída pela figura. Aproximou-se e analisou o rosto do homem. “Que amor vejo em Seus olhos!”, pensou. Todos os dias ela olhava para o quadro. “Certamente, o Deus dos cristãos é amoroso”, pensava.

Quando ela descobriu que seu vizinho, U Chin, era cristão, perguntou:
– O Deus dos cristãos é amável?
– Oh, sim! – U Chin disse. – Ele é um Deus de amor!


U Chin abriu a Bíblia no Salmo 23.
– Leia isto – ele disse. – Deus é assim.

Os olhos de Naw Zar Mon acompanharam as palavras confortadoras. “O Senhor é meu pastor: nada me faltará. Ele me faz repousar em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas,... Certamente Sua bondade e misericórdia me seguirão” (NVI).

– Por favor, fique com a Bíblia e leia – U Chin disse.

Quanto mais Naw Zar Mon lia o Salmo 23, mais se sentia atraída por Jesus, o amável Pastor. “Jesus é aquele que me ama”, pensou. Ela parou de se curvar diante dos ídolos em sua casa. Quando o marido dela entendeu seu desejo de adorar só Jesus, ele retirou as imagens de sua casa.


Oposição e Boas-Vindas

Mas nem todos foram simpáticos ao desejo de Naw Zar Mon de seguir Jesus. Quando seu marido foi designado para uma função perigosa, ele pediu que ela fosse, com seus filhos, morar com os pais dela na capital. Eles a acolheram bem até saber que ela estava adorando a Deus em vez de seus deuses. Então, a expulsaram de casa.

Ela foi morar com os pais do marido, mas seu sogro não permitia que a Bíblia fosse lida em sua casa.

Naw Zar Mon encontrou uma casa vazia e pediu informação sobre os proprietários.
– Eles estão adorando naquela igreja – um vizinho disse, apontando para um prédio próximo. Naw Zar Mon ficou perplexa, pois era sábado. “Os cristãos não adoram a Deus no domingo?”, ela se perguntou. Voltou mais tarde e alugou a casa.

Ela começou a frequentar a igreja perto de sua nova casa. Lá, Jesus Se tornou muito especial para Naw Zar Mon. Quanto mais ela estudava a Bíblia, mais doce o amor de Deus se tornava para ela.

Quando o marido de Naw Zar Mon foi transferido para uma nova base, ela e seus filhos se juntaram a ele. O marido recebeu a família e apoiou a fé de Naw Zar Mon. Mas a vida na base militar era difícil. Quando falaram para Naw Zar Mon trabalhar no sábado, ela se recusou e não desistiu de sua fé.

– Precisamos nos separar novamente – Naw Zar Mon falou ao seu marido, com os olhos marejados.

O marido de Naw Zar Mon levou a família para a casa dos pais da esposa, mas quando souberam que ela ainda seguia a Cristo, expulsaram-na de casa. Eles aceitaram cuidar dos dois filhos, mas não ficaram com ela nem com sua filha.


Sem-teto, Mas com Esperança

Durante meses, Naw Zar Mon viveu como uma sem-teto na cidade. Quando o marido estava presente, ela podia dormir na casa de seus sogros. Mas sua fé continuou crescendo.

Hoje, Naw Zar Mon e seus filhos vivem em um único aposento na escola adventista. Ela espera concluir o Ensino Médio e também oferecer uma educação cristã para seus filhos.

– Descobri Aquele que me ama e não estou disposta a abandoná-Lo. – Naw Zar Mon diz. – Agora está difícil, mas quero que meus filhos saibam que podem confiar no amor de Deus para sustê-los, assim como sustém a mim.

Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a ampliar o Seminário Adventista de Yangon, a instituição de ensino fundamental e médio, em Myanmar. Então, mais alunos poderão conhecer o maravilhoso amor de Deus.


Resumo Missionário

– Myanmar é um país localizado no sudeste da Ásia. Faz limite com a Índia, Bangladesh, China, Laos, Tailândia, Mar de Andamão e Baía de Bengala. A maior cidade é Yangon, que fica na região sul do país.
– Myanmar é rico em vida selvagem. Animais, como tigre, leopardo, elefante, búfalo, rinoceronte, macaco e várias espécies de cervos e antílopes ainda perambulam pelas montanhas. Os elefantes são domesticados e usados para o trabalho pesado.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (2° Trimestre 2012)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O Encontro com um Deus Amoroso

Myanmar
Kay Kay Zin sentou-se na cama de pernas cruzadas. O medo provocava dor no seu estômago. Como seu pai pôde abandonar a mãe, a irmãzinha e ela? Como conseguiriam sobreviver? O rosto preocupado da mãe demonstrava que ela não sabia as respostas para suas perguntas.

– Kay Kay, preciso falar com você – a mãe disse.

Obedientemente, ela se aproximou da mãe.
– Kay Kay, já que seu pai nos abandonou, preciso ganhar dinheiro para sustentar você e sua irmã. Mas não há empregos aqui. Preciso viajar para encontrar trabalho.

Os olhos da mãe se encheram de lágrimas, mas seu rosto permaneceu inalterado.
– Não, mamãe! – Kay Kay implorou. – Por favor, não vá!

Os soluços ameaçavam dominá-la completamente.
A mãe continuou falando como se Kay Kay não tivesse dito nada.

– A pequena Ee vai morar com sua tia e você pode ficar com o pastor adventista e sua família. Eles lhe darão um lar e irão ajudá-la a frequentar a escola adventista.

Kay Kay tentou falar, mas as palavras não saíram.

– Você vai gostar de morar com o pastor e sua família – a mãe continuou.

Ela conheceu o pastor e gostou da família. Mas não podia suportar a ideia de ficar longe da mãe e da irmãzinha, Ee. Lágrimas deslizaram pelo seu rosto.


Tempos felizes

Kay Kay sentou-se na cama pensando em tempos mais felizes. A lembrança de vozes infantis cantando doces canções sobre Jesus veio à sua mente. Alguns meses antes, ela ouvira vozes cantando vindo de uma igreja próxima e a música a fez entrar. Quando alguns amigos a convidaram para assistir ao culto na pequena igreja, ela aceitou.

Ela gostou de aprender as músicas e de ouvir as histórias bíblicas pela primeira vez. Kay Kay aprendeu que Jesus é um Deus vivo e amoroso e o convidou para entrar em sua vida. Então, ela desejou que o amor de Deus acompanhasse sua família enquanto estivessem separados.


Novo lar, novo futuro

Kay Kay chegou ao novo lar e se matriculou no Seminário Adventista de Yangon, uma instituição educacional de Ensino Médio da igreja. Ela gostou da escola e do ambiente caloroso. Os professores eram muito gentis. Ela sentia saudade da mãe e da irmã mais nova, mas gostava de viver com a família grande e barulhenta do pastor.

Quando sua irmã alcançou a idade escolar, o pastor pediu permissão à tia para que Ee morasse com ele e frequentasse a escola adventista. A tia concordou e Kay Kay ficou muito feliz! Finalmente, as irmãs estavam juntas novamente!

Quanto mais Kay Kay aprendia sobre Deus, mais tinha certeza que queria seguir a Jesus por toda sua vida. Um dia, ela pediu ao pastor que a batizasse. O rosto dele brilhou de alegria! Kay Kay se sentiu muito amada. Quando ela contou à mãe sobre sua decisão, ela respondeu que estava feliz, embora não pudesse ir a Myanmar para assistir ao batismo.

Kay Kay gosta muito de cantar e adorar a Deus na escola e na igreja.
– Sinto-me em casa com o povo de Deus. Seu amor aquece meu coração. – ela diz.


Esperança em meio à incerteza

No ano passado, a tia foi visitar o pastor com quem Ee e Kay Kay moravam. Ela pediu que as meninas voltassem a viver com ela. Relutantemente, elas concordaram. Ela não é adventista e não gosta quando Kay Kay vai à igreja. Às vezes, ela permite que a sobrinha vá à Escola Sabatina, mas precisa voltar logo para casa. Kay Kay está feliz porque pode ficar com sua irmãzinha e ensiná-la sobre Deus.

Seus tios não têm muito dinheiro e é difícil sustentá-las. A mãe envia dinheiro quando pode, mas não está bem e talvez não consiga trabalhar no exterior por mais tempo.

– A tragédia que destruiu minha família, quando eu tinha 10 anos resultou em muitas bênçãos para mim. Como o pastor adventista e sua família me receberam, obtive uma educação cristã. E agora a minha irmã mais nova está aprendendo sobre Deus enquanto estuda na escola Adventista. – Kay Kay diz.


O Sonho de Kay Kay

– Meu sonho é tornar-me professora como os professores maravilhosos que tive no Seminário Adventista de Yangon. Gosto muito de trabalhar com crianças e quero fazer diferença na vida delas e ajudá-las a aprender sobre Jesus como eu aprendi.
– Nossa escola está lotada, e centenas de crianças querem estudar nela. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a expandir o Seminário Adventista de Yangon, de modo que mais crianças possam aprender a amar e servir a Deus e tornar-se bons cidadãos de nosso país. Obrigada por ajudar nossa escola a crescer e servir aos outros.


Resumo missionário

– Yangon é a maior cidade de Myanmar, com mais de 4 milhões de habitantes.
– A língua oficial é o birmanês, mas grande parte da população fala outras línguas, principalmente o povo Karen, que fala o idioma Karen.
– A maioria das pessoas que vive em Myanmar (mais de 80 por cento) segue o budismo, cerca de 12 por cento seguem crenças tradicionais, como a adoração dos ancestrais ou adoração de ídolos, e cerca de 6 por cento são cristãos, em sua maioria protestantes. Menos de 30 mil adventistas vivem em Myanmar, na proporção de um adventista para cada 1.800 habitantes.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (2° Trimestre 2012)

sexta-feira, 2 de março de 2012

O Poder do Perdão

Lin* cruzou os braços e olhou para o marido. A raiva ardia em seu coração, induzindo-a a querer brigar. Como advogada na China, Lin estava acostumada a lutar por aquilo que achava que era certo, mesmo na família. A vida tem que ver com poder, força e justiça.
Mas ela se sentia impotente para fazer o marido amá-la do jeito que desejava. Para que ter sucesso, poder, dinheiro e força, se não existe amor? Ela se perguntava.


Fracasso

Seu casamento terminou em divórcio, mas a raiva contra seu marido só ficou mais forte. Nosso casamento fracassou por causa dele, pensou. Ele arruinou a minha vida, eu o odeio!

Mas no fundo do coração ela sabia que sua própria ira e exigências tinham tornado seu casamento infeliz.

Lin voltou para casa, para seu apartamento solitário. Seu marido tinha ido embora, e seu filho estava na escola. Ela estava sozinha. A raiva ameaçou dominá-la novamente. Ela caiu exausta em uma cadeira.


Novo começo

Certo dia, um amigo convidou Lin para sair. Normalmente ela não aceitava esses convites, mas precisava sair do escritório para relaxar um pouco. Então foi. O clima no ambiente era pacífico e acolhedor, tão diferente da atmosfera de sua casa e do escritório. Os jovens a cumprimentaram calorosamente e pareciam genuinamente interessados nela. Alguma coisa é diferente nesses jovens, ela pensou. São apenas educados? Eles parecem que se importam e amam uns aos outros. O que os tornam tão diferentes? Lin começou a conversar e gostou muito. Quando um dos jovens a convidou para participar de uma reunião na sexta-feira seguinte, à noite, em uma pequena Igreja Adventista, ela aceitou.

Ela encontrou a pequena igreja, longe de uma rua movimentada na cidade grande e se juntou aos jovens em um pequeno auditório no segundo andar. As saudações amigáveis daqueles em torno dela aqueceu seu coração. Quando a reunião começou, os jovens cantaram com entusiasmo. Lin não conhecia os cânticos, mas as mensagens alimentavam sua mente. Então o jovem pastor falou fervorosamente do amor de Deus.

Lin nunca tinha ouvido palavras como aquelas. Ela sentiu o frio e a dureza serem drenados de seu corpo e o calor e a tranquilidade inundar seu coração. Pensou na forma como tratava as pessoas, como pensava que sabia muito e realizara tanto na vida. De repente, percebeu que existia um mundo inteiro de informações que não conhecia. Tinha tanta coisa para aprender. E o melhor de tudo, estava disposta a ser ensinada.


Encontrando o poder de Deus

Lin voltou à reunião na sexta-feira seguinte e também começou a frequentar a igreja no sábado. Ela sentiu um poder na igreja que não tinha encontrado em nenhum tribunal. Não era o poder de estar certa ou discutindo um caso, era o poder do amor e do perdão. Ela percebeu que precisava perdoar os outros, e o mais importante, precisava do perdão de Deus em sua própria vida.

O ódio pesou na sua vida por tanto tempo. Mas enquanto dava seus primeiros passos em direção a Deus, sentiu paz, leveza e alegria. Ela pediu perdão a Jesus e Ele livremente a perdoou. Percebeu que devia perdoar-se e ao seu marido pela raiva e ódio que haviam destruído seu casamento. Enquanto orava, seus batimentos cardíacos se acalmaram e a respiração ficou mais tranquila.

Lin ficou surpresa com as mudanças em sua vida, e outras pessoas também notaram. No lugar da impaciência, Deus lhe deu a paz; no lugar da raiva, Ele deu alegria. E quando alguém perguntava o que tinha acontecido, ela dizia: “Conheci Jesus. Venha comigo à igreja e veja por si mesmo!”


Partilhando o perdão de Deus

Lin convidou seus amigos, seu filho e um sobrinho para assistir ao culto sexta-feira à noite com ela. Quando está em casa, seu filho vai à igreja com ela.

Lin começou a se preparar para o batismo. Ela derrama muitas lágrimas ao compreender o poder do amor e do perdão de Deus para com ela. Suas descobertas trouxeram alegria e cura.

Lin deseja ajudar os outros a descobrir que felicidade não é ter poder, dinheiro ou razão; felicidade é um dom de Deus. Ela quer partilhar o amor e o perdão de Deus com seu ex-marido e seus colegas advogados, para que possam conhecer a paz que ela encontrou.

– Minha oração é que eu possa refletir a imagem de Deus em minha vida e mudar meu coração à semelhança do coração de Jesus, – ela diz.

Nossas ofertas missionárias ajudarão a construir uma igreja na China. Obrigado pelas ofertas que ajudaram outras pessoas a experimentar o poder do perdão e da esperança em Jesus.


*Nome fictício, mas a história é real.


Notícias missionárias
– Mais de um bilhão de pessoas falam chinês (mandarim). Embora a maioria delas viva na China e Taiwan, milhões de pessoas vivem em outros países ao redor do mundo, especialmente na Indonésia, Malásia e Estados Unidos.
– Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a tornar possível a produção de programas em língua chinesa para a televisão e internet. Desta forma, milhões de pessoas poderão conhecer em seus lares a mensagem de salvação em Cristo.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (1° Trimestre 2012) p. 131-132

Encontrando o Deus da Esperança

A mãe de Feifei estava sentada com a cabeça entre as mãos, chorando. O círculo escuro ao redor dos olhos denunciava as noites sem dormir. Sua pequena empresa no norte da China tinha ido à falência, e ela não conseguia pagar as dívidas. Feifei sabia que estavam em dificuldades.

A vizinha percebeu a tristeza da mãe e lhe falou palavras de conforto e esperança. Em seguida, convidou-a para visitar sua igreja.

Quando a mãe contou que ia a uma igreja cristã, Feifei não sabia o que pensar. Ela não sabia nada sobre igreja, Deus ou fé. Mas o brilho de esperança nos olhos da mãe mostrou que isso era importante para ela. Então Feifei foi à igreja com ela.

Logo os ombros da mãe, que estavam curvados em desespero, ficaram eretos na esperança e fé em Deus. Dois anos depois, Feifei decidiu seguir o Deus da esperança, justamente como fez sua mãe.

Desafios escolares
Na China, programas especiais e aulas preparatórias para as provas são muitas vezes realizados aos sábados. Deus começou a convencer Feifei a honrar Seus mandamentos. Não foi uma decisão fácil, pois os colegas e os professores não entendiam por que ela não estava na escola no sábado.

Com muita oração, Feifei explicou ao professor sobre sua fé e pediu permissão para faltar às aulas aos sábados. O professor pensou muito e então permitiu que ela faltasse às aulas contanto que mantivesse as notas altas.

– Fiquei emocionada! Eu sabia que Deus estava trabalhando em meu favor. – conta.

Entretanto, alguns professores tentaram pressioná-la a participar das aulas extras. Eles avisaram que, se ela não fosse bem nos exames do governo, a escola e os professores seriam prejudicados. Mas Deus abençoou e suas notas realmente melhoraram depois que começou a guardar o sábado.

– Houve momentos em que me senti pressionada a assistir às aulas no sábado, – relata. Mas, minha mãe me incentivou a ser fiel a Deus e pediu aos membros da igreja para orar para que eu fosse fiel ao meu compromisso com Deus e assim Ele me abençoaria. O pastor da igreja e muitos membros ficaram do meu lado, incentivando-me e fortalecendo minha fé.

Vitória em Jesus
Antes de cada exame, Feifei orou para que Deus a ajudasse a honrá-Lo com um bom resultado. Ela nunca participou dos simulados realizados no sábado. Suas notas continuaram altas e o professor deu permissão para ela continuar ausente nas aulas aos sábado.

Ao se aproximar o dia dos exames do governo, Feifei estudou muito e orou pelas bênçãos de Deus. No dia do exame, entrou na sala em que seria realizada a prova e mais uma vez orou para que Deus abençoasse seus esforços. O exame não foi fácil, mas ela sentiu a presença de Deus. Então, ficou aguardando o resultado do exame.

Quando as notas foram divulgadas, ela viu que tinha ido bem, ficando entre os 10 primeiros dos 800 alunos da classe. O professor que tinha lhe dado permissão para faltar às aulas especiais no sábado estava satisfeito. Deus tinha, certamente, provado Seu poder!
Perto da formatura do Ensino Médio, ela ainda estava indecisa quanto ao curso que deveria fazer na universidade. Feifei pediu orientação ao seu pastor:

– A igreja precisa de médicos dedicados. – Ele disse.

E quanto ao futuro?
Feifei ficou pensando na resposta do pastor, pois nunca tinha pensando em se tornar médica.

– Eu sou um pouco tímida e às vezes temo desafios. – Confessa. – Sei que sou boa em matemática e ciências, matérias importantes no curso de medicina, mas não tenho certeza se isso significa ser uma boa médica. Então orei: “Deus, estou me colocando em Suas mãos”.

Deus lhe deu paz e a segurança de que Ele queria que ela se tornasse médica. Fefei se matriculou no curso de Medicina e logo percebeu que tinha encontrado sua vocação.

– Quando comecei o último ano de estudos, a universidade me convidou para fazer o estágio no hospital da universidade, uma honra oferecida a apenas alguns alunos da minha turma. Ainda assim, lutei para descobrir se essa era a vontade de Deus, porque essa função não me deixava tempo para trabalhar com os Desbravadores da Igreja, que tanto amo. Mas Deus me deu paz. Sei que Ele está conduzindo minha vida. Tenho visto que Deus é um Deus de esperança e anseia abençoar o povo que O honra. Quero que outros saibam que Jesus os ama. Sou grata porque parte da oferta do décimo terceiro sábado deste trimestre, ajudará pessoas de fala chinesa em todo o mundo a ouvir o evangelho que trouxe esperança para a minha vida. Obrigada pela sua dádiva de amor a Jesus através das ofertas missionárias. – Feifei diz.

Notícias missionárias
– Além dos milhares de pessoas que vivem na China, milhões de pessoas de língua chinesa vivem ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, o chinês é a quarta língua mais falada.
– Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a produzir programas de vídeo que serão colocados no ar através da televisão e da internet. E assim, muitos adultos e crianças de língua chinesa saibam que Jesus os ama e quer ser seu amigo para sempre.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (1° Trimestre 2012) p. 118-119.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

As Mãos de Deus

Yan Jin entrou na igreja e curvou a cabeça para orar antes do início do culto. A vida era boa para ela. Yan morava no norte da China com os pais coreano-chineses, que a incentivavam a amar e honrar a Deus. Ela estudava Estética e logo teria o emprego que tanto desejava.
O que mais queria da vida?

O sermão que transformou sua vida
Naquele dia, o Sr. Kim, coreano, um pregador convidado falou com entusiasmo no culto, sobre as pessoas na China que sofriam de lepra
Yan Jin escutava, fascinada, enquanto o Sr. Kim descrevia as pessoas, que tinham sido abandonadas pelas famílias por medo de contrair a doença. Essas pessoas viviam em casas abandonadas oferecidas pelo governo. Algumas casas não tinham eletricidade nem água encanada.

Yan Jin se sentiu tocada enquanto Sr. Kim falava com empatia sobre aqueles esquecidos da sociedade, abandonados e destinados a viver em desespero e necessidade.

“O Sr. Kim não fala chinês”, Yan pensou. “Mesmo assim ele ama os leprosos chineses e vive entre eles para evangelizá-los. Deus faz tanto por mim; devo fazer algo por esses Seus filhos!”

Depois do culto, Yan Jin conversou com o Sr. Kim sobre as necessidades das vítimas de lepra com as quais ele trabalhava. Uma convicção cresceu em seu coração mostrando que Deus desejava que ela ajudasse Sr. Kim em seu ministério. Ele precisa de um tradutor, pensou.Pelo menos posso traduzir para ele!

Yan Jin contou a seus pais sobre seu plano de trabalhar com os leprosos.
– Sinto que Deus está me chamando para passar algum tempo traduzindo o Sr. Kim em uma vila de leprosos vizinha. – Ela disse.

Seus pais concordaram. Algumas semanas servindo àqueles em necessidade trasmitiriam uma boa lição e grande satisfação em servir às pessoas. Mas, quando as pessoas souberam dos planos de Yan, ficaram preocupadas com a possibilidade dela se contaminar com a lepra.
– Não vá. – Alguns pediam. – Você tem um futuro promissor.

Esperança em um mundo desesperado
Mas Yan Jin foi. Quando ela chegou na aldeia dos leprosos, ficou horrorizada com as condições que encontrou. Até aquele momento a lepra era apenas um nome.

Ela seguiu o Sr. Kim de sala em sala no prédio em ruínas que abrigava as pessoas: pessoas cujos corpos estavam desfigurados pela doença e Yan Jin lutava contra as náuseas. A lepra tinha corroído os dedos das mãos, dos pés e até mesmo partes do rosto daquelas pessoas. Yan Jin queria ir embora. Mas como o Sr. Kim se movimentava facilmente entre as pessoas apertando as mãos, tocando os ombros, examinando as feridas nos pés, pernas ou rosto, ela sabia que não poderia ir embora.

Uma mulher estendeu a mão para Yan Jin. “Essas pessoas não têm dedos nem pés, mas tem sentimentos, assim como eu”, disse para si mesma. “Se vou ajudá-los, devo tratá-los como filhos de Deus”. Timidamente, ela estendeu a mão para cumprimentar a mulher desfigurada.

Ela traduzia para o Sr. Kim, enquanto ele falava aos amigos palavras de amor. Uma grande paz envolveu Yan Jin.

Servindo com amor
Sr. Kim ensinou Yan Jin a tratar as feridas que devastavam os corpos dos leprosos. Juntos, eles recrutaram mais voluntários para limpar, pintar e consertar os quartos em que as pessoas viviam. Yan Jin e o Sr. Kim ensinaram os voluntários a cuidar dos doentes. Alguns não tinham tomado banho há anos. Os voluntários aprenderam a dar banho, cuidar das feridas e amá-los.

Eles também partilharam sua fé com os pacientes. Liam a Bíblia, cantavam e lhes apresentavam Jesus, seu Salvador e irmão.
– Eles estavam famintos por conhecer a Deus, –Yan Jin diz.

Várias pessoas nas colônias de leprosos entregaram o coração a Deus e foram recebidas na família adventista.

Hoje, quatro anos depois que Yan Jin se uniu ao Sr. Kim em seu trabalho, cerca de cinquenta e cinco pessoas trabalham em várias colônias de leprosos em todo leste da China.

Cuidando dos leprosos
Yan Jin não foi infectada com hanseníase como muitos temiam; em vez disso ela foi infectada com o amor de Deus por essas pessoas esquecidas da China.

– Esse é um ministério que quero realizar pelo resto da minha vida, – ela diz. – Desisti de meus planos como esteticista e optei por uma carreira muito mais significativa, ajudando as pessoas cujos corações são lindos, mesmo que seus corpos não sejam.
– Essa é obra de Deus, e me sinto honrada por ter recebido Seu chamado. Eu amo ser Suas mãos para atender às necessidades dessas pessoas queridas.

Nossas ofertas missionárias ajudarão a ministrar a todas as classes de pessoas na China e em todo o Pacífico Norte-Asiático. Um bilhão de pessoas precisam da mensagem de esperança. Não vamos deixar de doar até que cada uma tenha a chance de receber Jesus como seu Salvador.

Notícias missionárias
– Os cristãos na China são liderados por leigos. Muitas igrejas grandes têm um pastor. Frequentemente, são mulheres, que pastoreiam centenas ou mesmo milhares de crentes. Das grandes igrejas, homens e mulheres leigos estabelecem congregações menores. Às vezes, cerca de 200 congregações satélites estão sob a liderança de um pastor ordenado. Essas congregações são geralmente lideradas pelos obreiros leigos ou pioneiros da Missão Global.
– Ore para que o povo da China responda quando aprenderem sobre o sacrifício que Deus fez por ele. Ore para que os líderes leigos das igrejas neste vasto país tenham força e sabedoria.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (1° Trimestre 2012) p 104-105

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Motociclistas Para Cristo

Rob Turlington parece ser um motociclista violento, daqueles que ninguém quereria ultrapassar quando ele dirige sua motocicleta na cidade. E, durante algum tempo, ele realmente foi violento. Sua vida estava complicada, obscurecida pelas drogas e cheia de desespero.

– Somente pela graça de Deus estou vivo – Rob diz. 

Ele cresceu num lar adventista, mas, na idade jovem, decidiu conhecer a vida no mundo. Rob rompeu o relacionamento com Cristo ao permitir que as diversões e a bebida comandassem sua vida. Ele ingressou nas Forças Armadas, onde encontrou fácil acesso às drogas.


Quando foi dispensado do serviço militar, estava ansioso para progredir na vida. Casou-se, conseguiu um emprego e constituiu uma família. Mas, embora tivesse uma família para sustentar, Rob continuava usando drogas. 

– Não fui bom esposo nem bom pai – Rob diz com pesar. – Minha vida estava desmoronando e eu encontrava fuga nas drogas. 

Para Rob, a paz era ilusória. Quanto mais a buscava nas drogas, mais inseguro se sentia. 

– O Espírito Santo estava trabalhando em mim durante esse tempo, trazendo à minha mente coisas que meu pai tinha me ensinado – Rob conta. – Mas eu não estava pronto para voltar. 
Ainda não, Jesus!

Então, certa noite, Rob teve um sonho. Ouviu um estrondo muito forte de um trovão seguido de uma luz ofuscante. Rob estava certo de que Jesus estava voltando. Apavorado, sentou na cama e clamou: “Ainda não, Jesus! Não estou preparado!” 

Essa experiência poderia ter sido o momento da meia volta em sua vida, mas não foi o que aconteceu. Ele passou a usar mais drogas do que antes. Então, certa manhã, depois de uma noite particularmente difícil, ele se olhou no espelho. Não reconheceu a si mesmo. Enquanto se olhava no espelho, lembrou-se das palavras de seu pai, dizendo que era tempo de mudar de vida. 

De manhã, ele foi para o trabalho, como sempre, mas no fim do dia, em vez de comprar seu suprimento noturno de drogas ou parar em um bar, foi diretamente para casa. No dia seguinte e no próximo, ele voltou para casa sem estar alcoolizado nem drogado. Na terceira noite, sentou-se no sofá sentindo os efeitos da abstinência das drogas e do álcool. Sentiu-se impressionado a orar. Ajoelhou-se e implorou por perdão: 

– Meu Deus, preciso de paz em minha vida. Estou cansado das brigas de bar, das drogas e das bebidas alcoólicas. Por favor, Senhor, dá-me paz! 

Imediatamente, Rob sentiu uma onda de paz percorrer-lhe o corpo. Ele dormiu bem naquela noite. Sabia que sua família estava orando por ele havia muitos anos. Finalmente, aquelas orações foram respondidas. Ele sentiu o Espírito Santo em sua vida. 

Irmandade de Motociclistas
Rob era oficial de um clube de motociclistas composto de homens que serviram o exército. Ali ele se sentia entre irmãos, mas o Espírito Santo o ajudou a se lembrar das verdades aprendidas desde a infância, e ele percebeu que não poderia continuar como oficial do clube por causa de sua fé. Estava preocupado, especialmente com a questão do sábado. Escreveu uma carta explicando sua conversão e sua convicção de que não poderia participar dos eventos realizados aos sábados. Pediu demissão, mas seus amigos não aceitaram. Em vez disso, insistiram para que ele permanecesse no grupo. E Rob conta sorrindo: “Quando tínhamos encontros do clube, em diferentes estados do país [Estados Unidos], antes que eu chegasse ali, meus amigos já procuravam a igreja adventista local.” 

Rob começou a perguntar a Deus como ele poderia alcançar seus companheiros motociclistas com a mensagem do perdão de Cristo. Deus o impressionou a comprar 50 Bíblias e distribuir entre eles. Ele encontrou o site da Sociedade Bíblica Internacional e ficou maravilhado ao descobrir um exemplar do Novo Testamento com o desenho de uma motocicleta na capa e o título: “Esperança para a rodovia.” 

Rob comprou diversos exemplares desse Novo Testamento e os distribuiu entre os amigos motociclistas. Pouco tempo depois, precisou encomendar mais. Ele pediu aos membros da igreja local que o ajudassem a providenciar Bíblias e eles atenderam de muito boa vontade.
Desde então, ele já distribuiu mais de 1.100 Bíblias para motociclistas em todo o país. 

Rob continua testemunhando do amor de Deus aos membros de seu clube de motociclistas. Seu testemunho causou tanto impacto que, durante as últimas eleições, decidiram criar o cargo de capelão e nomearam Rob para essa função. Atualmente, como capelão nacional do clube de motociclistas, ele continua testemunhando aos colegas. 
Recentemente, Rob foi convidado para falar no funeral de um membro do clube. 

– Falar aos meus colegas motociclistas que podemos ter esperança a despeito da tragédia, significa muito para mim – diz. 

Rob e sua esposa, Sharon, encontraram seu ministério ao testemunhar aos motociclistas de todo o país. 

– Não sei para onde Deus está me conduzindo, mas estou pronto para ir aonde Ele me mandar – diz com largo sorriso. 

Notícias Missionárias
Nos Estados Unidos, existe um adventista para cada 321 habitantes. Mas algumas comunidades não têm nenhuma família adventista para lhes falar do amor de Deus. Nesses locais o rádio é uma vibrante testemunha para os que ainda não ouviram a mensagem sobre o amor de Deus por eles e que em breve Ele voltará para buscá-los. 

FONTE: Lição da Escola Sabatina (out-nov-dez-2011) p. 170
IMAGEM: Blog Cavalo Alado