Ótima Oportunidade

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Pelos Olhos da Fé

Rony desceu correndo a poeirenta ladeira em direção à igreja do campus da Universidade Adventista do Peru. Ele era o líder dos Desbravadores e, enquanto ia pensando no programa que iria dirigir, não viu a barra de ferro em que alguns alunos haviam pendurado os tênis.

De repente, uma dor aguda penetrou em seu olho e sua cabeça parecia estar queimando. Ele cambaleou e caiu. Um amigo correu para ajudar.

Médicos do hospital local o examinaram, e um deles disse: “Sinto muito; seu olho está tão machucado que não poderemos salvá-lo.” Rony se esforçou para entender as palavras do médico. “Perdi a visão? Como dizer isso aos meus pais? Eles pensarão que Deus me abandonou!”

O melhor oftalmologista do país confirmou que Rony perderia o olho. “Você precisa assinar os papéis para que possamos remover seu olho antes que infeccione”, o médico informou.

“Por favor, doutor”, Rony pediu, “sou cristão. Acredito que, se for da vontade de Deus, Ele salvará meu olho. Podemos esperar alguns dias?” Relutantemente, o doutor concordou e Rony ficou na cama do hospital orando e imaginando o que o futuro lhe traria.

Na Direção de Deus

Rony tinha 14 anos de idade e vivia sozinho depois do divórcio dos pais. Ele não era feliz e desejava uma vida melhor. Para ele, era mais fácil ficar com os amigos. Certo dia, Rony encontrou um livro empoeirado que falava sobre Deus e, enquanto o lia, sentiu desejo de conhecer mais sobre Ele.

Então, soube que estavam sendo realizadas reuniões evangelísticas na cidade e decidiu ir. Alguns amigos também foram, com o propósito de perturbar as reuniões. Mas Rony ouvia com atenção as mensagens do pregador.

Numa sexta-feira à noite, Rony havia planejado sair com os amigos, mas decidiu ir às reuniões. Ele mudou o trajeto e entrou no salão. Passou pelos amigos que estavam sentados no fundo e se sentou na frente.

Quando o pastor apelou para que os ouvintes entregassem o coração a Deus, Rony foi à frente e ouviu os amigos assobiando para ele. Mais tarde, os amigos ainda zombaram dele, mas, naquela noite, algo mudou em sua vida, algo precioso e duradouro.

Ele foi batizado e se tornou membro de uma pequena igreja adventista. Foi convidado para ser professor da Escola Sabatina dos jovens e ajudar no Clube dos Desbravadores.

O pastor viu nele capacidade para liderar e o desafiou a organizar um pequeno grupo na casa de um dos irmãos. Ele aceitou, convidou vizinhos e amigos da escola e, em pouco tempo, o grupo chegou a ter mais de 30 pessoas.

Enfrentando os Pais
Os pais de Rony souberam de sua decisão de se tornar cristão e não conseguiam entender o que havia acontecido com ele. Quando ele lhes disse que sentiu o chamado de Deus para se tornar um pastor, o pai ficou zangado.

- “Se você decidir ser pastor será por sua conta”, disse o pai.

O pastor o incentivou a terminar o Ensino Médio em uma instituição adventista. Rony trabalhou arduamente para ser bem-sucedido. Depois do Ensino Médio, ele se matriculou na Universidade Peruana União. A missão local o ajudou e ele colportava para pagar as mensalidades restantes. Sentiu-se abençoado e sabia que Deus o estava conduzindo.

Vendo a Mão de Deus

Então, aconteceu a tragédia. Enquanto Rony permanecia no hospital com muita dor e incerto quanto ao futuro, orava: “Senhor, que Tua vontade seja feita. Se o Senhor quiser que me torne pastor com apenas um olho, aceitarei isso. Mas se essa experiência trouxer honra para Ti, por favor, conserva meu olho!”

Ele se preocupava com a reação que a família teria quando soubesse da lesão. Porém, quando eles souberam do acidente, telefonaram e o encorajaram. Ele usou todas as oportunidades para dizer que seu futuro estava nas mãos de Deus. Um por um: as irmãs, a mãe e outros membros da família notaram a fé que transformou sua vida. Sua irmã começou a estudar a Bíblia e ainda trouxe um amigo para ouvir o testemunho de Rony.

Ele ainda não sabia se Deus lhe conservaria o olho. Antes de ser levado para a cirurgia, Rony orou mais uma vez, para que Deus fizesse Sua vontade.

Após a cirurgia, Rony acordou sentindo uma dor profunda e não conseguia enxergar. Então, o médico entrou e disse: “Filho, não removemos seu olho. Não posso explicar, mas você foi curado.” Rony podia explicar. Deus respondeu suas orações. Ele esqueceu a dor. Deus lhe havia devolvido a visão!

Rony ainda passa por algumas cirurgias, mas sabe que Deus salvou seu olho por uma razão. “Deus usou este acidente para que eu compartilhasse Seu amor com outras pessoas”, – diz ele. “E muitos estão se aproximando de Deus por meio de meu testemunho.”

Nossas ofertas missionárias ajudarão jovens como Rony a cumprir o plano de Deus para sua vida, planos de servir e honrar a Deus.

Resumo Missionário
• A visão de Rony continua melhorando. Ele pede oração para que o médico que testemunhou a cura de seu olho também se entregue a Cristo.
• Rony vive em uma região em que várias congregações não têm igreja para adorar. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir uma igreja em uma dessas regiões.
 
FONTE: Lição da Escola Sabatina (4° Trimestre 2012)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O Trabalho da IASD no Sul da África e Oceano Índico

As Ofertas do 13° Sábado irá ajudar a levar a mensagem do Evangelho para essa Região
Assista ao vídeo!!


terça-feira, 19 de junho de 2012

Um Presente de Amor

Mai vive em uma aldeia em um país no sudeste da Ásia. Não podemos dizer em que país ela vive, mas sabemos que a maioria das pessoas que vive ali não é cristã e muitas delas nunca ouviram falar de Jesus. Elas adoram ídolos nos templos, inclinam a cabeça até o chão quando se ajoelham para orar, oferecem flores, alimentos e incenso como dádivas a seus deuses.

Nesse país existem muitos cristãos e milhares de adventistas. Alguns adoram a Deus em igrejas como nós, e outros em pequenos grupos nos lares da zona rural. Os crentes são fiéis e tentam não perder nenhum culto. Estão famintos por conhecer mais sobre Deus.

Descoberta
Certo dia, Mai viu um grupo de pessoas sentadas à sombra de um prédio coberto de sapé. Elas estavam ouvindo um homem falando. Ele segurava um quadro grande, porém, Mai quase não podia vê-lo. Ela se dirigiu para frente da multidão e se sentou no chão quente. Dali, ela podia ouvir o homem e ver a figura.

Mai observou o quadro. Era um homem vestido com uma longa túnica e segurando um cordeiro. O homem parecia ser muito gentil! “Gostaria de saber quem é ele”, pensou consigo mesma. Ouvindo o pregador ela ficou sabendo que o homem da figura se chamava Jesus. Mai nunca ouvira falar de Jesus. O pregador disse que Jesus é o Filho do Deus vivo, que nos ama e quer que vivamos com Ele para sempre em um lugar chamado Céu.

O pregador contou histórias de como Jesus curava as pessoas apenas tocando ou falando com elas. Quanto mais Mai ouvia as histórias que o homem contava, mais desejava conhecer Jesus. Então, o homem disse algo que a deixou chocada.
– Jesus veio a este mundo para mostrar às pessoas como é Deus. Mas algumas pessoas não gostaram do que Ele dizia e O mataram.

“Então, nunca poderei encontrá-Lo!” De tanta tristeza, Mai sentiu um nó na garganta.

Esperança
– Mas Jesus é Deus – o pregador continuou – e Ele é imortal. Jesus ressuscitou e andou aqui na Terra durante muitos dias, aparecendo às pessoas que creram nEle e O seguiram. Em seguida, retornou ao Seu Pai no Céu. Ele ainda está lá, sentado em um trono ao lado do Pai, dizendo ao Pai o quanto nos ama: você, eu e todas as pessoas! Quando pedimos perdão pelos nossos erros, Jesus lembra ao Pai que Ele morreu por nós. Jesus deseja que vivamos eternamente com Ele no Céu. Mas, para isso, precisamos permitir que Ele nos torne uma nova pessoa, pura e limpa.

Uma chama de esperança brilhou no rosto de Mai. “Quero saber mais sobre Jesus! Desejo ser limpa e viver com Jesus para sempre”, ela pensou.

Um Presente de Amor
Quando a reunião terminou, Mai correu para casa para contar à mãe o que tinha ouvido.
– Quero saber mais sobre Jesus – disse ela com entusiasmo e com o coração radiante de alegria.
– Por favor, posso ir amanhã e ouvir mais sobre Jesus?

Durante alguns minutos, a mãe não disse nada enquanto triturava os grãos de trigo. Mai sabia que ela estava pensando, pois estava em silêncio. Então, a mãe disse gentilmente:
– Sim, você pode ir. Você tem idade suficiente para decidir por si mesma quem será o seu Deus.

Mai agradeceu e saiu calmamente. Ela sabia que a permissão de sua mãe não foi facilmente concedida.

No dia seguinte, Mai voltou ao local em que ouvira o homem falar. Havia outras pessoas reunidas, porém, menos do que no dia anterior. Mai ouviu atentamente enquanto o homem segurava um livro, a Bíblia, e falava mais sobre Jesus e a vida cristã. Ela voltou todos os dias durante aquela semana, aproveitando para aprender mais sobre o amor de Deus.

Mai desejava ler a Palavra de Deus por si mesma, mas não sabia onde conseguir uma Bíblia. Nesse país, não existem muitas pessoas que possuem Bíblias e, com certeza, poucas crianças. Assim, Mai aguarda uma oportunidade de ler a Palavra de Deus e tê-la sempre em mãos.

A oferta que as crianças darão no décimo terceiro sábado ajudará a comprar Bíblias para as crianças, como Mai, para que elas aprendam sobre Jesus e partilhem com seus pais e amigos. Vamos dar uma generosa oferta no décimo terceiro sábado para que Mai e muitas outras crianças naquele país aprendam que Jesus as ama.

Notícias Missionárias
– Em muitos países, as crianças não têm acesso à Bíblia e não podem ler a Palavra de Deus. Neste trimestre, em um país que não podemos citar, as crianças receberão uma Bíblia como parte de seus estudos. Elas aprenderão a encontrar os textos mais importantes e poderão levar a Bíblia para casa e estudá-la com seus pais. Enquanto os filhos partilham o que sabem sobre Deus, seus pais podem se interessar em conhecer mais sobre Ele.
– O objetivo da oferta especial do décimo terceiro sábado é comprar milhares de Bíblias para as crianças de um país no sudeste da Ásia.

Lição da Escola Sabatina (2° Trimestre de 2012)

terça-feira, 22 de maio de 2012

Uma Escola para Edel


Edel caminhava da escola para casa, cabisbaixo, como se tivesse perdido um amigo.
 
 – O que há de errado? – a mãe perguntou.
– A professora me deu uma nota baixa hoje – ele disse, com voz vacilante. – Ela viu que não me curvei diante do ídolo como as outras crianças e me disse que devo trazer à escola uma oferta para o ídolo.

Lágrimas nublaram os olhos do menino.
– Filho, já expliquei para você que damos as nossas ofertas para Jesus. O dinheiro que sua professora exige é para comprar flores para os ídolos e roupas para os meninos vestirem quando desejarem se tornar monges.

Edel entendeu. Mas ele não gostava quando sua professora o lembrava de que não trouxera sua oferta.

Orações da mãe
“Deus, o que posso fazer?”, a mãe orou. A família de Edel era cristã, e os cristãos são minoria no país de Myanmar (também chamado de Birmânia). Havia muito tempo que o governo tinha fechado todas as escolas cristãs. E as escolas públicas favoreciam a religião não cristã dominante.

A mãe conhecia algumas escolas particulares na cidade, mas não eram escolas religiosas. Ela queria que Edel, seu irmão e irmã tivessem uma educação cristã e aprendessem os valores ensinados na Bíblia. “Por favor, Deus, diga-me para qual escola devo enviar meus filhos.”

Os estudantes
Poucos dias depois, ao ir ao mercado, a mãe viu alguns alunos esperando o ônibus escolar. Eles não estavam usando o uniforme da escola pública. Ela parou para conversar com as crianças.

– Onde fica a escola em que vocês estudam? – a mãe perguntou.
– Nós vamos ao Seminário Adventista Yangon – uma das meninas maiores respondeu.

Ela nunca tinha ouvido falar do Seminário Adventista Yangon e perguntou que tipo de escola era.

– É uma escola cristã – a menina respondeu educadamente.
– Uma escola cristã na cidade? – a mãe perguntou com entusiasmo. – Posso dar uma olhada em seus livros?

A menina abriu a mochila e tirou dela livros para a mãe para ver. Um dos livros chamou sua atenção: era de estudo da Bíblia. Ela folheou as páginas e sorriu.

– Você tem o número do telefone da escola? – ela perguntou à menina.

A menina falou o número do telefone da escola e a mãe de Edel anotou. Agradeceu às crianças e apressou-se em direção ao mercado. “Uma escola cristã!”, pensou, sem conseguir esconder o entusiasmo.

Quando a mãe retornou do mercado, ligou para o número que a menina tinha dado e falou com o diretor, que lhe respondeu às perguntas sobre a escola. A mãe marcou uma visita ao campus naquela semana. Quando chegou à escola, percebeu que ficava longe de sua casa. Mas depois se lembrou de que as crianças que conheceu esperavam o ônibus escolar. “Talvez possamos enviar Edel no mesmo ônibus”, pensou.

A mãe conheceu o diretor e caminhou com ele por toda a escola. Era perquena, menor do que imaginava, e as salas de aula pareciam lotadas. Mas percebeu que os professores eram atenciosos e as crianças pareciam disciplinadas. “Esta é a escola para meus filhos!”, a mãe pensou. Então, ela se lembrou de como eram caras as escolas particulares da cidade. Perguntou sobre os custos de matrícula, mensalidades e ficou surpresa ao perceber que eram bem acessíveis.

De noite, ela contou ao marido sobre sua descoberta. Ele concordou que Edel deveria se matricular na escola adventista no ano letivo seguinte.

A nova escola de Edel
Quando o novo ano escolar começou, Edel e sua irmã mais nova, Blessing, estavam prontos. No primeiro dia, a mãe os acompanhou até o ônibus escolar para ter certeza de que saberiam o caminho. À tarde, a mãe esperou no ponto de ônibus a chegada de seus filhos. Quando o ônibus virou a esquina e parou, Edel pulou e correu em direção à mãe.

– Como foi na escola? – a mãe perguntou.
– Foi ótimo! – disse ele sorrindo. – Amo meu professor! Oramos a Jesus e não a um ídolo. Estudamos a Bíblia e aprendi novas músicas sobre Jesus!

Edel e sua irmã têm se desenvolvido no Seminário Adventista de Yangon. Lá aprendem habilidades de liderança e princípios cristãos que correspondem ao que seus pais ensinam em casa.

A mãe de Edel contou a muitos vizinhos sobre o Seminário Adventista e, atualmente, vários deles enviam os filhos para a escola. As matrículas chegaram a mais de 450. Apesar desse grande número, outras famílias querem que os filhos estudem ali, pois nessa escola Jesus é o centro de tudo.

Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a ampliar o Seminário Adventista de Yangon, para que mais crianças possam se preparar para um futuro brilhante com uma sólida educação cristã.

Notícias missionárias
– O Seminário Adventista Yangon é a única escola adventista que oferece desde o Jardim da Infância até o Ensino Médio em Myanmar. Foi construído para acomodar cerca de 100 alunos, mas hoje abriga 450. As salas de aulas estão lotadas, e os professores trabalham arduamente para manter o alto padrão de educação.
– Apesar dos desafios da escola, muitos pais esperam uma oportunidade de matricular nela seus filhos. Mesmo pais budistas querem que seus filhos estudem na escola adventista.
– Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a ampliar as instalações para, assim, acomodar o número crescente de matrículas.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (2° Trimestre 2012)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Antes de Conhecê-Lo

Bayanjargal Sandagdorj

Meu nome é Bayan e moro na Mongólia. Quando estava no Ensino Médio meu sonho era ser médica, mas não fui aceita no programa médico da universidade. Por isso, decidi estudar Nutrição. Esse campo de estudo era novo na Mongólia e não percebi como seria importante.

Morei com meu avô enquanto estava estudando, mas ele veio a falecer antes de eu terminar o curso. Havia dependido dele em todas as coisas, de repente, estava sozinha no mundo. Mudei para uma república de estudantes, e comecei a procurar um emprego a fim de me alimentar. Felizmente, tinha terminado meus trabalhos escolares e estava fazendo estágio, portanto, tinha tempo para trabalhar. Certo dia, um amigo informou-me sobre um emprego como segurança. As horas que eu devia trabalhar me deixariam tempo disponível para completar os estudos, então decidi aceitar o emprego. Embora, não fosse cristã nessa época, senti que alguém estava cuidando de mim, pois esse emprego parecia perfeito para mim.

Então, uma confusão no horário das provas me fez perder uma das avaliações, e não pude me formar quando planejara. Fiquei tão desapontada que quase desisti. Mas soube de uma vaga no centro de pesquisas da universidade. Candidatei-me à vaga, mesmo não sendo formada por ter perdido a avaliação. Para minha surpresa, consegui o emprego! Mais uma vez percebi que havia alguém cuidando de mim.

O emprego exigia conhecimento de inglês. Meu amigo Taivna me contou sobre aulas gratuitas de inglês que a Igreja Adventista oferecia na cidade. Matriculei-me na classe. Naquela época, a igreja para mim era simplesmente um lugar para aprender inglês, não a casa de Deus.

Depois Taivna me convidou para assistir um concerto na igreja e eu aceitei. Foi a primeira vez que realmente considerei a igreja como sendo a casa de Deus. Gostei do concerto e fiquei impressionada com as pessoas. Taivna me convidou para outros programas na igreja, e às vezes ele me convidava para o culto. Algumas garotas cantavam durante o culto e eu gostei muito daquelas vozes tão agradáveis e da expressão de alegria em seu rosto. Não me interessava a religião, mas as pessoas na igreja eram tão amáveis e pareciam sempre felizes. Fiquei impressionada.

Até que certo dia, Taivna me convidou para assistir um seminário na igreja. Eu não estava disposta a participar, mas como ele insistiu, aceitei. Fui a várias reuniões. Enquanto ouvia, pensava sobre as coisas que o dirigente dizia. Taivna também tentava me explicar as coisas e aos poucos elas começaram a fazer sentido. Percebi que talvez fosse Deus esse ser que cuidava de mim. Agora, percebo que o Espírito Santo estava me falando naquele dia.

Taivna deixou a Mongólia para estudar em outro país, mas continuei freqüentando a igreja. Então, alguns membros me convidaram para participar do acampamento de verão, e lá dediquei minha vida a Cristo. Depois, me batizei.

Antes de sair da Mongólia, Taivna sempre me disse que minha profissão, nutrição, era muito importante e necessária na Mongólia. Ele tinha me contado que a Igreja Adventista dava bastante importância a vida saudável e me incentivou a ajudar a igreja a desenvolver um programa nutricional.

Um dia, após meu batismo, o pastor da Missão me convidou para trabalhar no Departamento de Saúde. Não levei muito a sério o convite, pois pensava em trabalhar na universidade. Mas comecei a me perguntar se Deus estava me chamando para esse novo emprego. Decidi me candidatar ao trabalho na missão, somente para saber se essa era a vontade de Deus. Fui aceita no emprego, mas tinha um problema: ainda continuava trabalhando na universidade. Será que deveria pedir demissão da universidade para aceitar um emprego novo? Orei pedindo que Deus me ajudasse a decidir. Finalmente, aceitei o emprego na pequena sede da igreja.

Trabalho há pouco tempo na Missão, mas percebi que Deus tinha um plano para minha vida muito antes de eu conhecê-Lo. Hoje, posso compreender o plano de Deus e estou impressionada por Deus cuidar tanto de mim!

Sou grata por Deus ter dirigido minha vida. Aprendi muito enquanto trabalhava na universidade. Hoje sinto mais confiança para ensinar princípios de vida saudável às pessoas, e as convido para a igreja que agora amo, a igreja que meu amigo, e meu Deus, apresentaram para mim.

Notícias missionárias:
Na Mongólia, a igreja continua pequena, aproximadamente 1200 membros (dados de 2008), mas cresce rapidamente. A maioria de seus membros são jovens, com menos de 35 anos de idade. Muitos estão no Ensino Médio ou Faculdade, e muitos deles são os únicos adventistas na família.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (4° Trimestre de 2008) p. 40-41

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Motociclistas Para Cristo

Rob Turlington parece ser um motociclista violento, daqueles que ninguém quereria ultrapassar quando ele dirige sua motocicleta na cidade. E, durante algum tempo, ele realmente foi violento. Sua vida estava complicada, obscurecida pelas drogas e cheia de desespero.

– Somente pela graça de Deus estou vivo – Rob diz. 

Ele cresceu num lar adventista, mas, na idade jovem, decidiu conhecer a vida no mundo. Rob rompeu o relacionamento com Cristo ao permitir que as diversões e a bebida comandassem sua vida. Ele ingressou nas Forças Armadas, onde encontrou fácil acesso às drogas.


Quando foi dispensado do serviço militar, estava ansioso para progredir na vida. Casou-se, conseguiu um emprego e constituiu uma família. Mas, embora tivesse uma família para sustentar, Rob continuava usando drogas. 

– Não fui bom esposo nem bom pai – Rob diz com pesar. – Minha vida estava desmoronando e eu encontrava fuga nas drogas. 

Para Rob, a paz era ilusória. Quanto mais a buscava nas drogas, mais inseguro se sentia. 

– O Espírito Santo estava trabalhando em mim durante esse tempo, trazendo à minha mente coisas que meu pai tinha me ensinado – Rob conta. – Mas eu não estava pronto para voltar. 
Ainda não, Jesus!

Então, certa noite, Rob teve um sonho. Ouviu um estrondo muito forte de um trovão seguido de uma luz ofuscante. Rob estava certo de que Jesus estava voltando. Apavorado, sentou na cama e clamou: “Ainda não, Jesus! Não estou preparado!” 

Essa experiência poderia ter sido o momento da meia volta em sua vida, mas não foi o que aconteceu. Ele passou a usar mais drogas do que antes. Então, certa manhã, depois de uma noite particularmente difícil, ele se olhou no espelho. Não reconheceu a si mesmo. Enquanto se olhava no espelho, lembrou-se das palavras de seu pai, dizendo que era tempo de mudar de vida. 

De manhã, ele foi para o trabalho, como sempre, mas no fim do dia, em vez de comprar seu suprimento noturno de drogas ou parar em um bar, foi diretamente para casa. No dia seguinte e no próximo, ele voltou para casa sem estar alcoolizado nem drogado. Na terceira noite, sentou-se no sofá sentindo os efeitos da abstinência das drogas e do álcool. Sentiu-se impressionado a orar. Ajoelhou-se e implorou por perdão: 

– Meu Deus, preciso de paz em minha vida. Estou cansado das brigas de bar, das drogas e das bebidas alcoólicas. Por favor, Senhor, dá-me paz! 

Imediatamente, Rob sentiu uma onda de paz percorrer-lhe o corpo. Ele dormiu bem naquela noite. Sabia que sua família estava orando por ele havia muitos anos. Finalmente, aquelas orações foram respondidas. Ele sentiu o Espírito Santo em sua vida. 

Irmandade de Motociclistas
Rob era oficial de um clube de motociclistas composto de homens que serviram o exército. Ali ele se sentia entre irmãos, mas o Espírito Santo o ajudou a se lembrar das verdades aprendidas desde a infância, e ele percebeu que não poderia continuar como oficial do clube por causa de sua fé. Estava preocupado, especialmente com a questão do sábado. Escreveu uma carta explicando sua conversão e sua convicção de que não poderia participar dos eventos realizados aos sábados. Pediu demissão, mas seus amigos não aceitaram. Em vez disso, insistiram para que ele permanecesse no grupo. E Rob conta sorrindo: “Quando tínhamos encontros do clube, em diferentes estados do país [Estados Unidos], antes que eu chegasse ali, meus amigos já procuravam a igreja adventista local.” 

Rob começou a perguntar a Deus como ele poderia alcançar seus companheiros motociclistas com a mensagem do perdão de Cristo. Deus o impressionou a comprar 50 Bíblias e distribuir entre eles. Ele encontrou o site da Sociedade Bíblica Internacional e ficou maravilhado ao descobrir um exemplar do Novo Testamento com o desenho de uma motocicleta na capa e o título: “Esperança para a rodovia.” 

Rob comprou diversos exemplares desse Novo Testamento e os distribuiu entre os amigos motociclistas. Pouco tempo depois, precisou encomendar mais. Ele pediu aos membros da igreja local que o ajudassem a providenciar Bíblias e eles atenderam de muito boa vontade.
Desde então, ele já distribuiu mais de 1.100 Bíblias para motociclistas em todo o país. 

Rob continua testemunhando do amor de Deus aos membros de seu clube de motociclistas. Seu testemunho causou tanto impacto que, durante as últimas eleições, decidiram criar o cargo de capelão e nomearam Rob para essa função. Atualmente, como capelão nacional do clube de motociclistas, ele continua testemunhando aos colegas. 
Recentemente, Rob foi convidado para falar no funeral de um membro do clube. 

– Falar aos meus colegas motociclistas que podemos ter esperança a despeito da tragédia, significa muito para mim – diz. 

Rob e sua esposa, Sharon, encontraram seu ministério ao testemunhar aos motociclistas de todo o país. 

– Não sei para onde Deus está me conduzindo, mas estou pronto para ir aonde Ele me mandar – diz com largo sorriso. 

Notícias Missionárias
Nos Estados Unidos, existe um adventista para cada 321 habitantes. Mas algumas comunidades não têm nenhuma família adventista para lhes falar do amor de Deus. Nesses locais o rádio é uma vibrante testemunha para os que ainda não ouviram a mensagem sobre o amor de Deus por eles e que em breve Ele voltará para buscá-los. 

FONTE: Lição da Escola Sabatina (out-nov-dez-2011) p. 170
IMAGEM: Blog Cavalo Alado