Ótima Oportunidade

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Antes de Conhecê-Lo

Bayanjargal Sandagdorj

Meu nome é Bayan e moro na Mongólia. Quando estava no Ensino Médio meu sonho era ser médica, mas não fui aceita no programa médico da universidade. Por isso, decidi estudar Nutrição. Esse campo de estudo era novo na Mongólia e não percebi como seria importante.

Morei com meu avô enquanto estava estudando, mas ele veio a falecer antes de eu terminar o curso. Havia dependido dele em todas as coisas, de repente, estava sozinha no mundo. Mudei para uma república de estudantes, e comecei a procurar um emprego a fim de me alimentar. Felizmente, tinha terminado meus trabalhos escolares e estava fazendo estágio, portanto, tinha tempo para trabalhar. Certo dia, um amigo informou-me sobre um emprego como segurança. As horas que eu devia trabalhar me deixariam tempo disponível para completar os estudos, então decidi aceitar o emprego. Embora, não fosse cristã nessa época, senti que alguém estava cuidando de mim, pois esse emprego parecia perfeito para mim.

Então, uma confusão no horário das provas me fez perder uma das avaliações, e não pude me formar quando planejara. Fiquei tão desapontada que quase desisti. Mas soube de uma vaga no centro de pesquisas da universidade. Candidatei-me à vaga, mesmo não sendo formada por ter perdido a avaliação. Para minha surpresa, consegui o emprego! Mais uma vez percebi que havia alguém cuidando de mim.

O emprego exigia conhecimento de inglês. Meu amigo Taivna me contou sobre aulas gratuitas de inglês que a Igreja Adventista oferecia na cidade. Matriculei-me na classe. Naquela época, a igreja para mim era simplesmente um lugar para aprender inglês, não a casa de Deus.

Depois Taivna me convidou para assistir um concerto na igreja e eu aceitei. Foi a primeira vez que realmente considerei a igreja como sendo a casa de Deus. Gostei do concerto e fiquei impressionada com as pessoas. Taivna me convidou para outros programas na igreja, e às vezes ele me convidava para o culto. Algumas garotas cantavam durante o culto e eu gostei muito daquelas vozes tão agradáveis e da expressão de alegria em seu rosto. Não me interessava a religião, mas as pessoas na igreja eram tão amáveis e pareciam sempre felizes. Fiquei impressionada.

Até que certo dia, Taivna me convidou para assistir um seminário na igreja. Eu não estava disposta a participar, mas como ele insistiu, aceitei. Fui a várias reuniões. Enquanto ouvia, pensava sobre as coisas que o dirigente dizia. Taivna também tentava me explicar as coisas e aos poucos elas começaram a fazer sentido. Percebi que talvez fosse Deus esse ser que cuidava de mim. Agora, percebo que o Espírito Santo estava me falando naquele dia.

Taivna deixou a Mongólia para estudar em outro país, mas continuei freqüentando a igreja. Então, alguns membros me convidaram para participar do acampamento de verão, e lá dediquei minha vida a Cristo. Depois, me batizei.

Antes de sair da Mongólia, Taivna sempre me disse que minha profissão, nutrição, era muito importante e necessária na Mongólia. Ele tinha me contado que a Igreja Adventista dava bastante importância a vida saudável e me incentivou a ajudar a igreja a desenvolver um programa nutricional.

Um dia, após meu batismo, o pastor da Missão me convidou para trabalhar no Departamento de Saúde. Não levei muito a sério o convite, pois pensava em trabalhar na universidade. Mas comecei a me perguntar se Deus estava me chamando para esse novo emprego. Decidi me candidatar ao trabalho na missão, somente para saber se essa era a vontade de Deus. Fui aceita no emprego, mas tinha um problema: ainda continuava trabalhando na universidade. Será que deveria pedir demissão da universidade para aceitar um emprego novo? Orei pedindo que Deus me ajudasse a decidir. Finalmente, aceitei o emprego na pequena sede da igreja.

Trabalho há pouco tempo na Missão, mas percebi que Deus tinha um plano para minha vida muito antes de eu conhecê-Lo. Hoje, posso compreender o plano de Deus e estou impressionada por Deus cuidar tanto de mim!

Sou grata por Deus ter dirigido minha vida. Aprendi muito enquanto trabalhava na universidade. Hoje sinto mais confiança para ensinar princípios de vida saudável às pessoas, e as convido para a igreja que agora amo, a igreja que meu amigo, e meu Deus, apresentaram para mim.

Notícias missionárias:
Na Mongólia, a igreja continua pequena, aproximadamente 1200 membros (dados de 2008), mas cresce rapidamente. A maioria de seus membros são jovens, com menos de 35 anos de idade. Muitos estão no Ensino Médio ou Faculdade, e muitos deles são os únicos adventistas na família.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (4° Trimestre de 2008) p. 40-41

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Lágrimas de Binderya


– Abra! É a polícia!

A ordem repentina assustou Binderya, que correu para junto do pai.

– O que há de errado? – Ela perguntou.

O pai tocou carinhosamente em sua cabeça e sussurrou:

– Vá para sua mãe.

Em seguida, o pai se dirigiu rapidamente até a porta.

Binderya agarrava a saia da mãe, enquanto o pai abria a porta e conversava com os policiais. Um dos policiais pegou o pai pelo braço e insistiu que ele saisse. O pai olhou para a esposa e filha antes que o policial o apressasse a sair.

– A polícia acha que o papai roubou a vaca que ele trouxe para casa ontem. – A mãe sussurrou.
– Mas papai não roubou a vaca, disse Binderya chorando. – Ele nunca faria isso.

Chegou a hora de dormir e seu pai não tinha voltado para casa. Binderya olhou o livro de histórias bíblicas que sua amiga lhe dera. O pai e ela sempre liam juntos. Mas, naquela noite não teve história, pois o pai continuava preso.

Será que nunca mais verei meu pai? Binderya pensou ao deitar na cama dura. Virou para a parede e piscava enquanto as lágrimas caiam de seus olhos, até que adormeceu.

Deus responde a oração do pai

No dia seguinte, o pai voltou para casa.

– Eu não sabia quanto tempo iria ficar na cadeia. – Ele disse – Senti falta de ler a Bíblia com você e me lembrei de quando Jesus ensinou seus amigos a orar. Ajoelhei e orei para que a polícia descobrisse a verdade e eu pudesse voltar para casa. De manhã, a polícia me libertou, dizendo que as pessoas que tinham dado queixa do roubo da vaca, na verdade a tinham vendido no mercado. Sei que Deus ouviu minha oração.

Naquela noite, Binderya e o pai leram outra história bíblica. A família não sabia quase nada sobre Jesus nem sobre Deus até começarem a ler as histórias bíblicas. Agora o pai estava convencido de que são histórias verdadeiras. Afinal, Deus não respondeu sua oração na cadeia?

Dois convites

A família de Binderya se mudou para outra cidade na Mongólia e ela conheceu uma nova amiga chamada Anojin.

– Você gostaria de assistir um programa especial na minha igreja? – Anojin perguntou. – Haverá muito cântico e música.

A mãe de Binderya permitiu que ela fosse e Binderya gostou muito do programa. Ela também começou a frequentar a Escola Sabatina com Anojin. Lá, ela aprendeu novos cânticos e mais histórias bíblicas. Tentou ensinar os cânticos e as histórias para a mãe, mas ela nem sempre conseguia lembrar os detalhes. A mãe sabia que Binderya gostava muito de ir à Escola Sabatina com a amiga.

Quando o pai voltou de uma viagem de trabalho, Binderya contou sobre a Escola Sabatina.

– Você acha que posso ir com você? – ele perguntou com um largo sorriso.
– Oh, sim! – Binderya respondeu.

A partir daquela semana, o pai foi à igreja com Binderya. Mas a mãe não quis ir. Binderya sabia que sua mãe tinha problema na audição e por isso, ela tinha vergonha de estar com as pessoas. Binderya e o pai convidavam a mãe para participar do momento da história em casa, e ela participava.

Algumas pessoas da igreja visitaram a mãe e a convidaram para ir aos cultos com a família. Mas, ela não queria ir. Ela temia que as pessoas da igreja não a aceitassem.

A doença que salvou

De repente, o pai ficou muito doente. Os médicos não tinham certeza se ele iria sobreviver. Binderya orou para que o pai melhorasse. 

– Também preciso orar pelo meu esposo, – a mãe disse. – Posso ir à igreja para aprender a orar?

Binderya abraçou fortemente a mãe.

– Oh, sim! – ela disse.

No sábado Binderya e a mãe foram à igreja juntas. Os membros deram cordiais boas-vindas à mãe de Binderya e demonstraram muito amor. Oraram com ela e também oraram pelo pai durante o culto.

Com o tempo o pai se restabeleceu e se uniu à família para adorar a Deus na igreja. Poucos meses depois, Binderya assistiu o batismo dos pais.

Quando a primeira Escola Adventista da Mongólia começou a funcionar no prédio da igreja, a mãe se ofereceu para limpar a igreja em troca dos estudos da filha. Binderya ajuda a mãe a limpar a igreja depois das aulas. Enquanto limpa pensa como é agradecida porque Jesus é o Rei na vida de sua família.

– Sou grata por minha amiga ter me convidado para ir à igreja – ela diz – Agora papai e eu convidamos muitas pessoas para irem à igreja. Até agora nenhum amigo aceitou o convite, mas confio que um dia eles aceitarão.

Binderya, uma garota de dez anos de idade, está aprendendo a ser líder na escola. Um dia ela será líder na igreja. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará na construção de um centro de treinamento para jovens, assim, a juventude da Igreja na Mongólia poderá ser treinada para a liderança futura. Obrigada por ajudar, com suas ofertas missionárias, o crescimento da igreja na Mongólia.

Notícias missionárias

– A maioria das pessoas da Mongólia segue o budismo ou não tem religião. Os budistas não adoram os deuses, mas sempre se inclinam e oram diante da imagem de Buda no templo. Eles acreditam que precisam realizar boas obras para quando morrer, reencarnarem em situação melhor.
– A igreja precisa treinar os jovens para se tornar líderes. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará na construção de um centro de treinamento para jovens no terreno do acampamento da igreja no interior da Mongólia.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (Jan -2012-p 52,53)

domingo, 8 de janeiro de 2012

A Fuga


Jagana sentou no seu lugar costumeiro na Igreja Adventista. Antigamente, adorar a Deus lhe dava muita alegria. Mas, aos poucos, durante os anos de faculdade perdeu o contato com Deus. Ela continuava amando e acreditando nEle, mas sentia que sua vida não honrava a Cristo.

“A igreja seria melhor sem mim”, pensava. “Para o bem de todos que eu amo, devo me afastar.”

Jagana se esforçava muito para ir bem nos estudos; obtinha boas notas e a expectativa era se formar com honras. Estava tão ocupada com os estudos que não percebeu que estava perdendo o contato com Jesus.

Lembrou o momento do seu primeiro encontro com Jesus. Ela estudava inglês com alguns jovens adventistas. Se seus pais descobrissem que ela havia se tornado cristã, não concordariam. Jesus se tornou mais precioso do que qualquer coisa em sua vida.

Mas quando entrou na universidade, o brilho do sucesso desviou seus olhos do Salvador, e pouco a pouco se afastou de Deus. Ir à igreja tornou-se uma rotina. Enquanto estava sentada na igreja naquele sábado, pensou: “Esse é o último culto. É melhor abandonar do que viver uma mentira”.

Mas Deus tinha outros planos para Jagana.

Golden Angels (Anjos de ouro)

No fim daquela tarde, o telefone de Jagana tocou:
– Jagana, tenho boas notícias para você!

Era a voz familiar do pastor Josué do outro lado da linha.
– Você foi escolhida para fazer parte dos Golden Angels (Anjos de ouro)!

Jagana ficou atordoada. Desde a primeira vez que ouvira os Golden Angels cantando, quis fazer parte desse seleto grupo de jovens cantores adventistas. Eles viajavam pelo norte da Ásia servindo a Deus por um ano.

– N-não pastor. – Jagana gaguejou. – Não posso.

Ela relatou rapidamente seus motivos:
– Estou me formando; perderei a bolsa se trancar os estudos por um ano. Não sei cantar tão bem para participar dos Golden Angels. 
Agradeceu o convite de seu pastor favorito e se despediu, mas não disse que estava espiritualmente fraca.

Alguns dias depois, o pastor Josué telefonou para ela, convidando-a novamente para se unir aos Golden Angels. Novamente, Jagana recusou o convite. O pastor Josué telefonou pela terceira vez. Mas antes que ela respondesse, ele disse:
– Jagana, pare de dizer não. Darei a você 24 horas para orar sobre o assunto.

Jagana aceitou a sugestão, mas em sua mente ela pensava em todos os motivos que a impediam de participar dos Golden Angels.

O teste

Como havia prometido, Jagana orou:
– Deus, pensei que o Senhor era sábio e conhecia todas as coisas. Não entendo como poderia o Senhor me escolher para ser um Golden Angel? Mas... se realmente o Senhor deseja que eu faça parte disso, dê-me um sinal. Se meus pais e professores aprovarem, saberei que é Sua vontade.

Jagana sorriu. Ela tinha certeza que seus pais ficariam zangados e que seus professores nunca concordariam que ela deixasse a faculdade.
Cumprindo a sua parte, telefonou para seus pais para contar sobre o convite.

– Pergunte ao seu pai – a mãe disse, e passou o telefone para ele.
– Pergunte aos seus professores – o pai disse. – Se eles concordarem, tudo bem.

Chocada com a resposta do pai, Jagana desligou o telefone. Embora seu principal professor fosse cristão, ela sabia que ele não acreditava na religião dela e não concordaria que ela interrompesse os estudos por um ano simplesmente para cantar. Ele queria que ela ganhasse a medalha de melhor aluna tanto quanto ela. Mas quando ela contou sobre os Golden Angels, ele disse:
– Parabéns! Vá!

Naquela noite, enquanto esperava o telefonema do pastor Josué, ela pensava no que iria falar para ele. Então percebeu que Deus estava lhe chamando para servi-Lo. Deus continua me amando, percebeu. Ele quer que eu seja Sua testemunha.

Servindo ao Senhor com alegria

Jagana trancou a matrícula na faculdade e se uniu aos Golden Angels. Ela não era uma cantora experiente e precisava se esforçar nos ensaios. Sentia que Deus a ajudava a cantar além da sua habilidade.

Quando o grupo começou o ministério, Jagana viu como Deus usava os Golden Angels para restabelecer sua fé. Durante uma série evangelística realizada na Mongólia, sua mãe entregou a vida a Deus.

– Deus mostrou que me ama e nunca me abandonará, – ela diz. – Fico emocionada quando penso que Ele me procurou no momento em que eu planejava deixá-Lo.

Jagana terminou os estudos e está lecionando na primeira Escola Adventista de Ensino Fundamental da Mongólia. Ela descobriu que sua maior alegria é se aproximar de amigos, familiares e alunos e apresentar-lhes seu maravilhoso Salvador.

A igreja começou há pouco tempo na Mongólia. Os primeiros membros foram batizados há menos de 20 anos. Nossas ofertas missionárias ajudarão a expandir a mensagem do grande amor de Deus por toda a Mongólia. Obrigada pelas ofertas.

Notícias missionárias

– A Mongólia tem cerca de 2,8 milhões de habitantes. Um milhão vive na capital, Ulaanbaatar.
– Os primeiros conversos depois da queda do comunismo foram batizados em 1993. Atualmente, mais de 1.600 adventistas na Mongólia se reúnem em 10 igrejas e grupos. Sete dessas congregações estão localizadas na capital.
– A maioria dos adventistas mongois tem menos de 30 anos.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (Jan-Fev-Mar 2012) p. 27-28
IMAGEM: geradopeloespirito.tumblr.com