Ótima Oportunidade

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Permanecendo Firme Por Cristo

Maxwell sentiu uma forte dor no joelho e caiu ao chão. Seus companheiros de futebol o ajudaram a sair do campo e o levaram à enfermeira do campus. Como a dor persistisse por mais alguns dias, a  enfermeira insistiu que Maxwell fosse ao médico. 

Diagnóstico Surpreendente
O médico franziu a testa e apontou para uma sombra na radiografia do joelho de Maxwell. “A dor não é de uma lesão”, ele disse. “Você tem um tumor e pode ser câncer. Precisamos remover o tumor o mais rapidamente possível.” 

Maxwell se sentou atordoado. “Eu tenho câncer?”, pensou. Ele precisava orar e decidir o que fazer. Precisava contar aos seus pais. 

“Alguém rogou uma praga em você”, o pai de Maxwell lhe disse ao telefone. “Venha para casa, onde podemos tratá-lo com remédios tradicionais.” Maxwell não acreditava em maldições nem em magia,  mas se despediu dos amigos em Fulton College, em Fiji e voou de volta para casa numa das ilhas do  Pacífico Sul. 

Enquanto viajava, ponderava se o pai estava certo. Seria possível que alguém o tivesse amaldiçoado? Certamente, algumas pessoas estavam com raiva dele.

Uma Nova Vida
Maxwell cresceu em uma pequena ilha de Vanuatu. Ali as pessoas adoravam pedras e árvores.  Tratavam lesões e doenças com as ervas das florestas que circundavam suas casas de palha.

Maxwell e seu irmão se mudaram para outra ilha para concluir o Ensino Médio. Lá, ele foi apresentado aos jovens adventistas que faziam os cultos no refeitório da escola aos sábados. Ele ficou impressionado  com a dedicação desses jovens a Deus e com o estudo cuidadoso da Bíblia. Faltava ao trabalho que lhe  era designado para participar dos cultos adventistas. Ele contou ao irmão sobre os adventistas e em  pouco tempo os rapazes decidiram fazer parte da Igreja Adventista. 

Maxwell concluiu o Ensino Médio e voltou para casa para lecionar em uma escola primária. Ele e seu  irmão eram os únicos adventistas do vilarejo. Certo dia, o pastor adventista pediu a Maxwell que  assumisse um projeto de Missão Global iniciado por outro pioneiro. Ele concordou e começou a estudar  com as pessoas e realizar reuniões nos lares. Seu irmão se uniu a ele e logo 12 pessoas foram batizadas. 

Confrontando
Maxwell e os novos membros arrecadaram materiais para construir uma igreja. Mas alguns moradores  não queriam que houvesse outra igreja na comunidade. E enquanto Maxwell estava ausente, eles  derrubaram a igreja. 

Os membros construíram a igreja novamente, mas os oponentes a derrubaram mais uma vez. Os encrenqueiros levaram Maxwell ao tribunal, acusando-o de construir a igreja em suas terras. Mas  Maxwell provou que a terra pertencia a ele. Assim, o juiz ordenou que os moradores não mais  pertubassem a construção da igreja. 

No sábado seguinte, durante o culto, os desordeiros destruíram os jardins daqueles adventistas. Alguns queriam briga, mas Maxwell, seu pai e o delegado tranquilizaram o povo. “Deus me chamou para  levantar uma igreja nesta vila”, disse Maxwell. “Não impeçam a atuação de Deus.” 

Um Sonho e Uma Perda
Maxwell continuou servindo a Deus em sua terra natal durante 18 meses. Então, recebeu uma bolsa  para estudar Teologia no Fulton College, Fiji. Sua família não queria que ele fosse, mas Maxwell estava determinado. Seu sonho era servir a Deus. Ele deixou os membros da igreja aos cuidados de seu irmão  e partiu para Fiji. 

Ele estava indo bem nos estudos e gostava de passar os momentos livres com os colegas da região do Pacífico. Foi nessa época que ele machucou o joelho jogando futebol. Seus pais estavam convencidos  de que os inimigos de Maxwell o tinham amaldiçoado. 

Ele chegou em casa mancando e com dor. Seus pais o levaram para um curandeiro tradicional, que o tratou com folhas medicinais. Mas a dor continuou piorando. Maxwell implorou aos pais permissão  para fazer uma cirurgia, mas eles recusaram. Depois de alguns meses, ele não mais conseguia andar. A  dor o impedia de comer e dormir. 

Finalmente, os pais permitiram que Maxwell e o irmão fossem à capital, onde os médicos o examinaram  e disseram que seu tumor havia se espalhado e sua perna deveria ser amputada. Ele concordou, pois  faria qualquer coisa para cessar a dor.

Decidindo Por Deus 
Maxwell ponderava se Deus tinha um lugar para um soldado de uma perna só. Mas ele havia aprendido que Deus pode fazer qualquer coisa. “Quero me tornar forte o suficiente para voltar à faculdade e  continuar me preparando para servir a Deus”, ele disse. “Confio no amor de Deus ao enfrentar  dificuldades em minha vida. Quero permanecer firme ao lado de Jesus, que morreu por mim.” 

Nossas ofertas missionárias ajudarão a formar novas congregações de irmãos em Vanuatu e em todo o mundo. Obrigado pelas doações para que outras pessoas possam ouvir a voz de Deus e decidam segui- Lo.

Resumo Missionário
• Vanuatu é uma cadeia de cerca de 80 pequenas ilhas vulcânicas situadas ao nordeste da Austrália.  Vários vulcões ativos pontilham as ilhas, incluindo o Monte Yasur na ilha de Tanna. 
• Vanuatu é uma cadeia de ilhas tropicais com clima úmido. Suas belas praias e montanhas vulcânicas  atraem turistas de todo o mundo. 
• As pessoas de Vanuatu, conhecidas como ni-Vanuatu, são de origem melanésia. Os idiomas oficiais  são inglês, francês e bislama, uma forma de inglês pidgin. 

FONTE: Lição da Escola Sabatina(1° Trimestre 2013)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Uma Necessidade Urgente


Kathleen e o esposo, Sasa, gostavam de viver na aldeia isolada, no centro-sul de PapuaNova Guiné, onde ela lecionava. Mas quando Sasa começou a sofrer de asma, o casal precisava caminhar em uma estrada lamacenta até a clínica pública mais próxima para conseguir um inalador que aliviasse as crises de Sasa.

A Caminhada Desesperada Por Ajuda

Certa noite, Sasa acordou com o peito chiando e com a respiração ofegante. O inalador estava vazio e Kathleen temeu que o esposo falecesse antes de receber o atendimento necessário. Ao amanhecer, o casal caminhou pela estrada acidentada em direção à clínica. Finalmente, lá chegaram. Mas, como já era noite, a clínica estava fechada. Os vizinhos disseram que o enfermeiro tinha ido à capital para receber o salário. 

Kathleen temeu que o enfermeiro talvez não retornasse nos dias seguintes. E mesmo que ele voltasse logo, se não tivesse um inalador, Sasa ainda poderia morrer. Sua única esperança era ir ao hospital na capital. 

Eles foram à única estrada da região, na esperança de encontrar um micro-ônibus público que os levasse ao hospital, mas era muito tarde. Não haveria nenhum transporte até o amanhecer. 
Cansados, eles chegaram a uma pequena aldeia. Não conheciam ninguém ali, mas perguntaram a uma mulher se havia algum adventista do sétimo dia na cidade. Ela os levou a uma casa onde um gentil casal os acolheu e lhes ofereceu um lugar para dormir. Rapidamente, Kathleen e Sasa caíram em sono profundo. 

Mais tarde, Kathleen acordou com uma voz. Era a dona da casa orando por eles. Kathleen louvou a Deus pelo carinho e adormeceu novamente. 

Pela manhã, o casal ofereceu uma refeição a Kathleen e Sasa, e o dono da casa os levou à parada do  micro-ônibus. Uma hora depois, um se aproximou e parou para o casal. Quando o motorista percebeu que Sasa estava doente, os levou direto para o hospital na capital. 

O diagnóstico indicou que Sasa estava com asma, pneumonia e malária. Quando Sasa recebeu alta, o casal voltou para a aldeia.

Atendimento Fundamental

A vida nas regiões distantes de Papua-Nova Guiné é incerta. Doenças que consideramos leves incômodos, sem a ajuda médica podem ser fatais. Muitas pessoas dessas aldeias isoladas nas montanhas precisam viajar  longas distâncias para conseguir tratamento médico. Algumas não conseguem.

Na fronteira oeste está localizada a aldeia de Tumolbil entre Irian Jaya e Papua-Nova Guiné. Jack cresceu nessa aldeia, mas quando ainda era jovem, se mudou dali para estudar. Enquanto estudava, tornou-se adventista. Ele retornou à aldeia para compartilhar sua fé. Era o único adventista do local. Algumas pessoas lhe davam atenção, mas como nunca antes tinham ouvido falar de adventistas, ficavam relutantes em se comprometer com uma igreja desconhecida.

Nessa época, os combates começaram ao longo da fronteira e os professores e enfermeiros públicos fugiram, deixando os moradores a se defender sozinhos. Doenças como malária, tuberculose e pneumonia se alastraram, matando muitos.

Jack fez um curso de formação médica de curta duração e dedicou-se o melhor que pôde para ajudar seu povo. Mas havia a necessidade de um enfermeiro treinado e uma clínica com melhores instalações. 

Recentemente, a clínica foi reconstruída como parte do esforço da Igreja Adventista de atualizar o atendimento médico nas regiões isoladas.

Hoje, uma enfermeira adventista atende os moradores da aldeia e da região. Jack voltou a compartilhar sua fé. As pessoas começaram a perceber que os adventistas são pessoas caridosas e, por isso, estão dispostas a ouvir a mensagem do amor de Deus. Mais de 200 moradores de Tumolbil e aldeias vizinhas aceitaram Jesus como Salvador e se uniram à Igreja Adventista.

“Venha e Nos Ajude”

Muitas regiões mais isoladas estão clamando: “Venha e nos ajude!” Os habitantes dessas regiões precisam caminhar durante horas e até dias nas estradas mais acidentadas do mundo levando seus doentes e feridos para receber assistência médica.

Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir pelo menos quatro postos médicos nas áreas mais isoladas de Papua-Nova Guiné. As clínicas serão supridas com o equipamento de que as enfermeiras treinadas precisam para atender às necessidades do povo. E enquanto as pessoas receberem os cuidados dos profissionais adventistas, ouvirão a mensagem do amor de Deus. O futuro dessas pessoas está,  literalmente, em nossas mãos. A exemplo de Jesus, façamos um sacrifício e sejamos generosos ao separar  nossa oferta, para que essas pessoas possam ter vida física, bem como espiritual.

Resumo Missionário

• Papua-Nova Guiné é uma ilha montanhosa que fica ao norte da Austrália. Cerca de 6,3 milhões de pessoas vivem nesse país.
• Enquanto o país tem várias cidades relativamente modernas, a maioria das pessoas ainda vive em pequenas aldeias isoladas nas montanhas, e distantes da assistência médica. Quando alguém fica doente ou ferido, precisa caminhar ou ser transportado durante horas e até dias até a clínica mais próxima. 
• Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir pelo menos quatro clínicas médicas nas regiões mais isoladas de Papua-Nova Guiné. 

FONTE: Lição da Escola Sabatina (1° Trimestre 2013)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Lágrimas de Binderya


– Abra! É a polícia!

A ordem repentina assustou Binderya, que correu para junto do pai.

– O que há de errado? – Ela perguntou.

O pai tocou carinhosamente em sua cabeça e sussurrou:

– Vá para sua mãe.

Em seguida, o pai se dirigiu rapidamente até a porta.

Binderya agarrava a saia da mãe, enquanto o pai abria a porta e conversava com os policiais. Um dos policiais pegou o pai pelo braço e insistiu que ele saisse. O pai olhou para a esposa e filha antes que o policial o apressasse a sair.

– A polícia acha que o papai roubou a vaca que ele trouxe para casa ontem. – A mãe sussurrou.
– Mas papai não roubou a vaca, disse Binderya chorando. – Ele nunca faria isso.

Chegou a hora de dormir e seu pai não tinha voltado para casa. Binderya olhou o livro de histórias bíblicas que sua amiga lhe dera. O pai e ela sempre liam juntos. Mas, naquela noite não teve história, pois o pai continuava preso.

Será que nunca mais verei meu pai? Binderya pensou ao deitar na cama dura. Virou para a parede e piscava enquanto as lágrimas caiam de seus olhos, até que adormeceu.

Deus responde a oração do pai

No dia seguinte, o pai voltou para casa.

– Eu não sabia quanto tempo iria ficar na cadeia. – Ele disse – Senti falta de ler a Bíblia com você e me lembrei de quando Jesus ensinou seus amigos a orar. Ajoelhei e orei para que a polícia descobrisse a verdade e eu pudesse voltar para casa. De manhã, a polícia me libertou, dizendo que as pessoas que tinham dado queixa do roubo da vaca, na verdade a tinham vendido no mercado. Sei que Deus ouviu minha oração.

Naquela noite, Binderya e o pai leram outra história bíblica. A família não sabia quase nada sobre Jesus nem sobre Deus até começarem a ler as histórias bíblicas. Agora o pai estava convencido de que são histórias verdadeiras. Afinal, Deus não respondeu sua oração na cadeia?

Dois convites

A família de Binderya se mudou para outra cidade na Mongólia e ela conheceu uma nova amiga chamada Anojin.

– Você gostaria de assistir um programa especial na minha igreja? – Anojin perguntou. – Haverá muito cântico e música.

A mãe de Binderya permitiu que ela fosse e Binderya gostou muito do programa. Ela também começou a frequentar a Escola Sabatina com Anojin. Lá, ela aprendeu novos cânticos e mais histórias bíblicas. Tentou ensinar os cânticos e as histórias para a mãe, mas ela nem sempre conseguia lembrar os detalhes. A mãe sabia que Binderya gostava muito de ir à Escola Sabatina com a amiga.

Quando o pai voltou de uma viagem de trabalho, Binderya contou sobre a Escola Sabatina.

– Você acha que posso ir com você? – ele perguntou com um largo sorriso.
– Oh, sim! – Binderya respondeu.

A partir daquela semana, o pai foi à igreja com Binderya. Mas a mãe não quis ir. Binderya sabia que sua mãe tinha problema na audição e por isso, ela tinha vergonha de estar com as pessoas. Binderya e o pai convidavam a mãe para participar do momento da história em casa, e ela participava.

Algumas pessoas da igreja visitaram a mãe e a convidaram para ir aos cultos com a família. Mas, ela não queria ir. Ela temia que as pessoas da igreja não a aceitassem.

A doença que salvou

De repente, o pai ficou muito doente. Os médicos não tinham certeza se ele iria sobreviver. Binderya orou para que o pai melhorasse. 

– Também preciso orar pelo meu esposo, – a mãe disse. – Posso ir à igreja para aprender a orar?

Binderya abraçou fortemente a mãe.

– Oh, sim! – ela disse.

No sábado Binderya e a mãe foram à igreja juntas. Os membros deram cordiais boas-vindas à mãe de Binderya e demonstraram muito amor. Oraram com ela e também oraram pelo pai durante o culto.

Com o tempo o pai se restabeleceu e se uniu à família para adorar a Deus na igreja. Poucos meses depois, Binderya assistiu o batismo dos pais.

Quando a primeira Escola Adventista da Mongólia começou a funcionar no prédio da igreja, a mãe se ofereceu para limpar a igreja em troca dos estudos da filha. Binderya ajuda a mãe a limpar a igreja depois das aulas. Enquanto limpa pensa como é agradecida porque Jesus é o Rei na vida de sua família.

– Sou grata por minha amiga ter me convidado para ir à igreja – ela diz – Agora papai e eu convidamos muitas pessoas para irem à igreja. Até agora nenhum amigo aceitou o convite, mas confio que um dia eles aceitarão.

Binderya, uma garota de dez anos de idade, está aprendendo a ser líder na escola. Um dia ela será líder na igreja. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará na construção de um centro de treinamento para jovens, assim, a juventude da Igreja na Mongólia poderá ser treinada para a liderança futura. Obrigada por ajudar, com suas ofertas missionárias, o crescimento da igreja na Mongólia.

Notícias missionárias

– A maioria das pessoas da Mongólia segue o budismo ou não tem religião. Os budistas não adoram os deuses, mas sempre se inclinam e oram diante da imagem de Buda no templo. Eles acreditam que precisam realizar boas obras para quando morrer, reencarnarem em situação melhor.
– A igreja precisa treinar os jovens para se tornar líderes. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará na construção de um centro de treinamento para jovens no terreno do acampamento da igreja no interior da Mongólia.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (Jan -2012-p 52,53)

sábado, 14 de janeiro de 2012

No Temo de Deus

Boldroo sentiu um aperto no peito ao olhar a data das provas: “As provas finais serão realizadas no sábado”, ela leu. Ela se esforçara muito para se graduar na universidade, trabalhando semestres inteiros para pagar as mensalidades e pedindo aos professores para fazer as provas em outros dias que não fosse o sábado.

Ao se aproximar o dia da formatura, seu coração se enchia de alegria pela realização pessoal. Logo estaria formada. Mas quando leu o cronograma dos exames finais, sentiu como se tivesse levado um soco no estômago. O exame final estava marcado para o sábado.

Pedido recusado
– O que devo fazer? – Boldroo perguntou a sua amiga Coral naquela noite. – Tenho ouvido histórias de como Deus abençoa estudantes que se recusam fazer provas aos sábados. Mas também conheço histórias de alunos que não se formam porque perdem parte do exame final.

– Vamos falar com o diretor – Coral sugeriu. –Talvez ele faça uma exceção.

No dia seguinte Boldroo e Coral se dirigiram à sala do diretor.

O coração de Boldroo acelerou quando viu que o diretor estava carrancudo.

– Porque você está pedindo para mudar o calendário de provas? – Ele perguntou. – É sua obrigação fazer a prova no mesmo dia que seus colegas. Agora, saia da minha sala!

– Deus tem um plano. – Coral sussurrou ao deixarem a sala do diretor.

Boldroo concordou, mas não conseguia imaginar que plano Deus tinha. Boldroo decidiu não fazer a prova no sábado, não importando qual fosse o resultado.

O dia mais comprido
No sábado, enquanto seus amigos foram à universidade para fazer o exame final, Boldroo foi à igreja. Ela se esforçou para se concentrar no culto, mas percebeu que seus pensamentos viajavam para a sala de aula onde seus colegas defendiam suas teses. Ela forçava sua mente de volta para Deus, repetindo a promessa: “Eu nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Hebreus 13:4,NVI).

Naquela tarde, ao voltar para casa, seu celular tocou.

– Seus documentos estão prontos para você fazer a prova – a secretária disse.

Boldroo agradeceu e desligou o celular. Várias vezes, naquela tarde, seus colegas e alguns professores ligaram incentivando-a a ir até o departamento para realizar a prova.

Boldroo lutou contra a tentação de ir à escola. Ela sabia que os exames, costumeiramente, terminavam às 20h, que no verão era antes do pôr do sol. Boldroo suplicou a Deus pedindo paz e força para resistir à tentação de ir à escola durante as horas sagradas.

Boldroo esperou o pôr do sol antes de sair de casa para ir à escola. Com uma oração em seus lábios, ela correu para a universidade.

Talvez não seja tarde, pensou esperançosa.

“Seu Deus é poderoso”
Já estava escuro quando Boldroo entrou na sala em que os exames eram realizados. Ficou surpresa ao encontrar alunos ainda esperando o momento de fazer a apresentação. Ela assinou o registro de presença, entregou sua tese para que o professor pudesse levar ao comitê e esperou.

Alguns alunos perguntaram a Boldroo por que ela esperou tanto para ir fazer o exame. Ela explicou sua fé em Deus e seu desejo de guardar o santo sábado. Os exames demoraram e Boldroo lutava contra o sono. Finalmente, depois da meia-noite, ela foi chamada para a sala de exames. Boldroo fez sua apresentação e se preparou para responder as perguntas dos professores. Mas em vez de perguntarem sobre o projeto, perguntaram sobre sua fé.

– Essa foi a primeira vez que não terminamos os exames às 20h, – um dos professores disse. – Seu Deus deve ser muito poderoso para possibilitar que você ainda realizasse a prova.

Boldroo concordou e compartilhou sua fé com os instrutores. Embora estivessem cansados, eles ouviram.

Quando o resultado do exame foi divulgado, Boldroo foi aprovada. Alguns colegas de classe pediram para ir à igreja com ela. Eles queriam aprender mais sobre sua fé.

Compartilhando sua história
Boldroo lembra as provações que enfrentou enquanto completava os estudos. Ela sorri ao lembrar as histórias daqueles que mantiveram a fé e honraram o sábado. Agora, ela tem sua própria história e conta sempre que surge uma oportunidade.

Boldroo é uma dos muitos jovens que encontraram Cristo na adolescência. Eles se preparam para serem líderes da Igreja Adventista na Mongólia, mas precisam de treinamento. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir um centro de treinamento na Mongólia para que esses jovens possam receber o treinamento necessário a fim de se tornar líderes, os quais a igreja necessitará no futuro. Obrigada por compartilhar a mesma visão de fortalecer a Igreja Adventista na Mongólia.

Notícias missionárias
– Os primeiros missionários adventistas na Mongólia eram russos que começaram a trabalhar ali em 1926. Mas o comunismo entrou na Mongólia poucos anos depois, obrigando-os a interromper a obra.

– Em 1991, missionários voltaram à Mongólia, e dois anos depois os primeiros adventistas foram batizados. Hoje, mais de 1.600 adventistas se reúnem em 10 igrejas e grupos na Mongólia. A maioria dos membros é jovem.

– Alguns anos atrás, a oferta do décimo terceiro sábado ajudou a construir igrejas ou reformar templos já existentes, aumentando assim o número de membros.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (Jan-Fev-Mar-2012) p. 39-40.
IMAGEM: roberto-servo.blogspot.com