Ótima Oportunidade

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Acusado e Liberto

Ranary não conhecia muito sobre os adventistas e, mesmo assim os achava um pouco estranhos. Apesar disso, quando soube que o campus da Universidade Adventista de Zurcher, localizada perto da cidade em que morava, estava contratando novos funcionários, candidatou-se a um emprego.

Foi contratado e começou a trabalhar na escola. Então, soube que os adventistas planejavam realizar uma série evangelística em seu vilarejo. Curioso para saber qual era a crença dessas pessoas, foi às reuniões.

Verdade ou Heresia?
Quando o pregador falou sobre o batismo, explicando que esse ato é a demonstração pública de que a pessoa aceitou Jesus, houve discussão entre os ouvintes. “Não é suficiente alguém ser batizado quando bebê?”, ele pensou. Mas, ao estudar os textos bíblicos mencionados e pesquisar no dicionário, Ranary percebeu que a Bíblia realmente ensina o batismo por imersão como sinal de que a pessoa é seguidora de Jesus.

Ele teve que concordar com a ideia do batismo, mas quando ouviu o pregador falar sobre o sábado, sabia que isso estava errado. “A semana começa na segunda-feira”, pensou. Portanto, o sétimo dia é o domingo. Novamente, ele pesquisou na Bíblia e no dicionário e percebeu que as palavras sábado e sabbath são quase a mesma em seu idioma.

Relutantemente, Ranary admitiu que os adventistas ensinavam as verdades bíblicas, ao contrário do que fazia a igreja que ele frequentava.

Quando ele contou à esposa que desejava se tornar adventista, a reação dela foi forte: “Você está louco?”, ela perguntou. “Pensei que você não gostasse dos adventistas! Qual é o problema da igreja que você frequenta todos esses anos?”

Seus irmãos e seus pais também não entenderam porque ele decidiu participar de uma igreja da qual inicialmente não gostava!

Escolhendo o Caminho Certo
Ranary começou a frequentar a pequena congregação adventista em um vilarejo perto de sua casa. A esposa ficava irritada quando ele se recusava a comer algum alimento preparado com carne suína. O pai não conseguia entender por que ele entregava 10% do salário para a igreja, mesmo ganhando pouco para sustentar a família. Foi difícil, mas Ranary permaneceu fiel à Bíblia e confiou na bênção de Deus.

Não foi fácil. Às vezes, Ranary se sentia totalmente sozinho, pois em sua cultura, a família é extremamente importante. Embora tivesse encontrado uma família amável na igreja, seus parentes ficaram contra ele. Mas, ele continuou estudando a Bíblia, mesmo com a esposa dizendo que isso o enlouqueceria. Foi difícil permanecer firme, especialmente quando ele terminou o trabalho na Universidade.

A Grande Surpresa
Entretanto, lentamente as coisas começaram a mudar. Ranary encontrou trabalho em outra cidade, o que o obrigou a ficar ausente durante seis meses. Quando voltou para casa, a esposa o recebeu com a notícia de que estava se preparando para o batismo. Durante a ausência do marido, ela havia recebido estudos bíblicos de alguém da Universidade e seria batizada no dia seguinte. Que surpresa maravilhosa!

A mãe dele começou a fazer perguntas sobre sua fé e ele começou a estudar a Bíblia com ela. E, quando seus irmãos o acusaram de ter abandonado a religião da família, seu pai lhes disse que o deixassem em paz e respeitassem sua fé.

Ranary ficou feliz quando foi contratado como segurança na universidade adventista, pois isso significava que teria trabalho estável perto de casa.

Acusado
Certa noite, Ranary estava no posto do dever, quando alguns assaltantes entraram no campus e apontaram para a cabeça dele com uma arma, enquanto forçavam o tesoureiro a entregar o dinheiro. Depois, os ladrões fugiram antes de a polícia chegar. Surpreendentemente, Ranary foi preso, acusado de ter ajudado os ladrões. Ele passou mais de um ano na prisão esperando ser julgado.

Nessa época, os irmãos de Ranary insistiam em dizer que ele tinha procurado problemas, ao se tornar adventista. A esposa e os filhos se mantiveram sem a ajuda dos irmãos, mas permaneceram firmes e as filhas dele foram batizadas.

Finalmente, os verdadeiros culpados foram presos, Ranary foi libertado e voltou a trabalhar na Universidade.

“Aceitar a fé adventista não tornou minha vida mais fácil”, ele diz. “Porém, seguir o que Deus orienta é mais importante e eu nunca lamentei minha decisão. Oro para que, assim como eu, meus familiares sintam o calor do amor de Deus.”

Uma Escola em Crescimento
A Universidade Adventista de Zurcher continua crescendo, enquanto treina jovens para o serviço. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará na construção de um prédio, que permitirá que a instituição receba autorização do governo. Agradecemos sua ajuda no crescimento da Universidade Adventista de Madagascar.

Resumo Missionário
– A Universidade Adventista Zurcher é um dos três projetos especiais que receberão nossa ajuda neste trimestre.
– Uma escola adventista de ensino médio no noroeste de Madagascar necessita de mais salas de aula para acomodar o crescente número de alunos. Muitos alunos não vêm de lares cristãos.
– Milhares de órfãos e crianças em desespero precisam viver na capital de Madagascar. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir um orfanato que atenderá a necessidade de um lar e de boa educação para essas crianças.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (3° Trimestre 2012)

sábado, 14 de janeiro de 2012

No Temo de Deus

Boldroo sentiu um aperto no peito ao olhar a data das provas: “As provas finais serão realizadas no sábado”, ela leu. Ela se esforçara muito para se graduar na universidade, trabalhando semestres inteiros para pagar as mensalidades e pedindo aos professores para fazer as provas em outros dias que não fosse o sábado.

Ao se aproximar o dia da formatura, seu coração se enchia de alegria pela realização pessoal. Logo estaria formada. Mas quando leu o cronograma dos exames finais, sentiu como se tivesse levado um soco no estômago. O exame final estava marcado para o sábado.

Pedido recusado
– O que devo fazer? – Boldroo perguntou a sua amiga Coral naquela noite. – Tenho ouvido histórias de como Deus abençoa estudantes que se recusam fazer provas aos sábados. Mas também conheço histórias de alunos que não se formam porque perdem parte do exame final.

– Vamos falar com o diretor – Coral sugeriu. –Talvez ele faça uma exceção.

No dia seguinte Boldroo e Coral se dirigiram à sala do diretor.

O coração de Boldroo acelerou quando viu que o diretor estava carrancudo.

– Porque você está pedindo para mudar o calendário de provas? – Ele perguntou. – É sua obrigação fazer a prova no mesmo dia que seus colegas. Agora, saia da minha sala!

– Deus tem um plano. – Coral sussurrou ao deixarem a sala do diretor.

Boldroo concordou, mas não conseguia imaginar que plano Deus tinha. Boldroo decidiu não fazer a prova no sábado, não importando qual fosse o resultado.

O dia mais comprido
No sábado, enquanto seus amigos foram à universidade para fazer o exame final, Boldroo foi à igreja. Ela se esforçou para se concentrar no culto, mas percebeu que seus pensamentos viajavam para a sala de aula onde seus colegas defendiam suas teses. Ela forçava sua mente de volta para Deus, repetindo a promessa: “Eu nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Hebreus 13:4,NVI).

Naquela tarde, ao voltar para casa, seu celular tocou.

– Seus documentos estão prontos para você fazer a prova – a secretária disse.

Boldroo agradeceu e desligou o celular. Várias vezes, naquela tarde, seus colegas e alguns professores ligaram incentivando-a a ir até o departamento para realizar a prova.

Boldroo lutou contra a tentação de ir à escola. Ela sabia que os exames, costumeiramente, terminavam às 20h, que no verão era antes do pôr do sol. Boldroo suplicou a Deus pedindo paz e força para resistir à tentação de ir à escola durante as horas sagradas.

Boldroo esperou o pôr do sol antes de sair de casa para ir à escola. Com uma oração em seus lábios, ela correu para a universidade.

Talvez não seja tarde, pensou esperançosa.

“Seu Deus é poderoso”
Já estava escuro quando Boldroo entrou na sala em que os exames eram realizados. Ficou surpresa ao encontrar alunos ainda esperando o momento de fazer a apresentação. Ela assinou o registro de presença, entregou sua tese para que o professor pudesse levar ao comitê e esperou.

Alguns alunos perguntaram a Boldroo por que ela esperou tanto para ir fazer o exame. Ela explicou sua fé em Deus e seu desejo de guardar o santo sábado. Os exames demoraram e Boldroo lutava contra o sono. Finalmente, depois da meia-noite, ela foi chamada para a sala de exames. Boldroo fez sua apresentação e se preparou para responder as perguntas dos professores. Mas em vez de perguntarem sobre o projeto, perguntaram sobre sua fé.

– Essa foi a primeira vez que não terminamos os exames às 20h, – um dos professores disse. – Seu Deus deve ser muito poderoso para possibilitar que você ainda realizasse a prova.

Boldroo concordou e compartilhou sua fé com os instrutores. Embora estivessem cansados, eles ouviram.

Quando o resultado do exame foi divulgado, Boldroo foi aprovada. Alguns colegas de classe pediram para ir à igreja com ela. Eles queriam aprender mais sobre sua fé.

Compartilhando sua história
Boldroo lembra as provações que enfrentou enquanto completava os estudos. Ela sorri ao lembrar as histórias daqueles que mantiveram a fé e honraram o sábado. Agora, ela tem sua própria história e conta sempre que surge uma oportunidade.

Boldroo é uma dos muitos jovens que encontraram Cristo na adolescência. Eles se preparam para serem líderes da Igreja Adventista na Mongólia, mas precisam de treinamento. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir um centro de treinamento na Mongólia para que esses jovens possam receber o treinamento necessário a fim de se tornar líderes, os quais a igreja necessitará no futuro. Obrigada por compartilhar a mesma visão de fortalecer a Igreja Adventista na Mongólia.

Notícias missionárias
– Os primeiros missionários adventistas na Mongólia eram russos que começaram a trabalhar ali em 1926. Mas o comunismo entrou na Mongólia poucos anos depois, obrigando-os a interromper a obra.

– Em 1991, missionários voltaram à Mongólia, e dois anos depois os primeiros adventistas foram batizados. Hoje, mais de 1.600 adventistas se reúnem em 10 igrejas e grupos na Mongólia. A maioria dos membros é jovem.

– Alguns anos atrás, a oferta do décimo terceiro sábado ajudou a construir igrejas ou reformar templos já existentes, aumentando assim o número de membros.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (Jan-Fev-Mar-2012) p. 39-40.
IMAGEM: roberto-servo.blogspot.com

domingo, 8 de janeiro de 2012

A Fuga


Jagana sentou no seu lugar costumeiro na Igreja Adventista. Antigamente, adorar a Deus lhe dava muita alegria. Mas, aos poucos, durante os anos de faculdade perdeu o contato com Deus. Ela continuava amando e acreditando nEle, mas sentia que sua vida não honrava a Cristo.

“A igreja seria melhor sem mim”, pensava. “Para o bem de todos que eu amo, devo me afastar.”

Jagana se esforçava muito para ir bem nos estudos; obtinha boas notas e a expectativa era se formar com honras. Estava tão ocupada com os estudos que não percebeu que estava perdendo o contato com Jesus.

Lembrou o momento do seu primeiro encontro com Jesus. Ela estudava inglês com alguns jovens adventistas. Se seus pais descobrissem que ela havia se tornado cristã, não concordariam. Jesus se tornou mais precioso do que qualquer coisa em sua vida.

Mas quando entrou na universidade, o brilho do sucesso desviou seus olhos do Salvador, e pouco a pouco se afastou de Deus. Ir à igreja tornou-se uma rotina. Enquanto estava sentada na igreja naquele sábado, pensou: “Esse é o último culto. É melhor abandonar do que viver uma mentira”.

Mas Deus tinha outros planos para Jagana.

Golden Angels (Anjos de ouro)

No fim daquela tarde, o telefone de Jagana tocou:
– Jagana, tenho boas notícias para você!

Era a voz familiar do pastor Josué do outro lado da linha.
– Você foi escolhida para fazer parte dos Golden Angels (Anjos de ouro)!

Jagana ficou atordoada. Desde a primeira vez que ouvira os Golden Angels cantando, quis fazer parte desse seleto grupo de jovens cantores adventistas. Eles viajavam pelo norte da Ásia servindo a Deus por um ano.

– N-não pastor. – Jagana gaguejou. – Não posso.

Ela relatou rapidamente seus motivos:
– Estou me formando; perderei a bolsa se trancar os estudos por um ano. Não sei cantar tão bem para participar dos Golden Angels. 
Agradeceu o convite de seu pastor favorito e se despediu, mas não disse que estava espiritualmente fraca.

Alguns dias depois, o pastor Josué telefonou para ela, convidando-a novamente para se unir aos Golden Angels. Novamente, Jagana recusou o convite. O pastor Josué telefonou pela terceira vez. Mas antes que ela respondesse, ele disse:
– Jagana, pare de dizer não. Darei a você 24 horas para orar sobre o assunto.

Jagana aceitou a sugestão, mas em sua mente ela pensava em todos os motivos que a impediam de participar dos Golden Angels.

O teste

Como havia prometido, Jagana orou:
– Deus, pensei que o Senhor era sábio e conhecia todas as coisas. Não entendo como poderia o Senhor me escolher para ser um Golden Angel? Mas... se realmente o Senhor deseja que eu faça parte disso, dê-me um sinal. Se meus pais e professores aprovarem, saberei que é Sua vontade.

Jagana sorriu. Ela tinha certeza que seus pais ficariam zangados e que seus professores nunca concordariam que ela deixasse a faculdade.
Cumprindo a sua parte, telefonou para seus pais para contar sobre o convite.

– Pergunte ao seu pai – a mãe disse, e passou o telefone para ele.
– Pergunte aos seus professores – o pai disse. – Se eles concordarem, tudo bem.

Chocada com a resposta do pai, Jagana desligou o telefone. Embora seu principal professor fosse cristão, ela sabia que ele não acreditava na religião dela e não concordaria que ela interrompesse os estudos por um ano simplesmente para cantar. Ele queria que ela ganhasse a medalha de melhor aluna tanto quanto ela. Mas quando ela contou sobre os Golden Angels, ele disse:
– Parabéns! Vá!

Naquela noite, enquanto esperava o telefonema do pastor Josué, ela pensava no que iria falar para ele. Então percebeu que Deus estava lhe chamando para servi-Lo. Deus continua me amando, percebeu. Ele quer que eu seja Sua testemunha.

Servindo ao Senhor com alegria

Jagana trancou a matrícula na faculdade e se uniu aos Golden Angels. Ela não era uma cantora experiente e precisava se esforçar nos ensaios. Sentia que Deus a ajudava a cantar além da sua habilidade.

Quando o grupo começou o ministério, Jagana viu como Deus usava os Golden Angels para restabelecer sua fé. Durante uma série evangelística realizada na Mongólia, sua mãe entregou a vida a Deus.

– Deus mostrou que me ama e nunca me abandonará, – ela diz. – Fico emocionada quando penso que Ele me procurou no momento em que eu planejava deixá-Lo.

Jagana terminou os estudos e está lecionando na primeira Escola Adventista de Ensino Fundamental da Mongólia. Ela descobriu que sua maior alegria é se aproximar de amigos, familiares e alunos e apresentar-lhes seu maravilhoso Salvador.

A igreja começou há pouco tempo na Mongólia. Os primeiros membros foram batizados há menos de 20 anos. Nossas ofertas missionárias ajudarão a expandir a mensagem do grande amor de Deus por toda a Mongólia. Obrigada pelas ofertas.

Notícias missionárias

– A Mongólia tem cerca de 2,8 milhões de habitantes. Um milhão vive na capital, Ulaanbaatar.
– Os primeiros conversos depois da queda do comunismo foram batizados em 1993. Atualmente, mais de 1.600 adventistas na Mongólia se reúnem em 10 igrejas e grupos. Sete dessas congregações estão localizadas na capital.
– A maioria dos adventistas mongois tem menos de 30 anos.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (Jan-Fev-Mar 2012) p. 27-28
IMAGEM: geradopeloespirito.tumblr.com