Ótima Oportunidade

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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Alcançando o Povo Himba

Em 1995, um jovem casal adventista, Gideon e Pam Petersen, chegou ao norte de Namíbia para trabalhar entre o povo himba. Na pequena cidade de Opuwo, e também ao redor, eles encontraram alguns adventistas, um dos quais pertencia a esse povo.

Primeiras Dificuldades
Os Petersen convidaram Kapitango, um rapaz que falava o idioma himba, para ser o tradutor deles. Assim, enquanto trabalhava com Kapitango, Gideon aprendeu a falar himba e, juntos, começaram a ensinar a esses nativos os princípios básicos a respeito de Deus. Mas eles pareciam não entender o que Petersen ensinava. Mesmo assim, eles continuaram tentando e, como resultado, Kapitango e outros dois rapazes aceitaram a verdade divina e foram batizados.

Os Petersen tentaram de todas as formas ajudar o povo a entender as histórias bíblicas, mas as ilustrações em papel e em feltro não funcionavam, porque o povo não entendia o que via. Eles tentaram dar aulas de alfabetização, mas perceberam que isso também não contribuía para atrair aquelas pessoas para Cristo.

A equipe orou pedindo sabedoria para alcançar os amigos himbas e resolveram passar mais tempo com eles, trabalhando ao seu lado, ouvindo-os conversar, descobrindo o que era importante para eles e no que acreditavam. Mesmo assim não conseguiam alcançá-los.

Comunicação Facilitada
Os Petersen continuaram observando, ouvindo e procurando respostas que lhes dessem acesso à mente dos himbas. Enquanto Gideon Petersen observava a realização de um festival que envolvia dança, histórias, cânticos e poesia, percebeu que aquelas pessoas possuíam estilos diferentes de comunicação. Então, começou a compreender como os himbas relacionavam seu mundo através desses meios.
Enquanto estudavam música entre culturas não alfabetizadas, os Petersen perceberam que as pessoas tinham uma cultura oral; elas transmitiam oralmente suas crenças, sua história e valores para as gerações futuras. Mas essa cultura oral era singular entre eles. Então, eles precisavam ouvir a mensagem do evangelho usando suas próprias tradições culturais: poesia, técnicas de contar histórias e cânticos.

Os Petersen gravaram as histórias contadas no idioma himba com o objetivo de estudar o que era mais atrativo e memorável para aquele povo. Então, começaram a traduzir as histórias bíblicas para o himba de acordo com isso. Eles descobriram que precisavam explicar a maioria dos personagens e eventos bíblicos. Os himbas nada conheciam sobre anjos. Por isso, os Petersen explicaram que os anjos eram mensageiros de Deus. A cultura himba não entendia o significado de pecado. Por isso, eles tinham que explicar de uma forma que pudessem entender.

Eles gravaram uma fita cassete com a primeira história para um dos líderes do vilarejo. O líder gostou tanto e ouviu tantas vezes que as pilhas acabaram. Uma mulher que tinha ouvido as histórias gravadas pediu para acompanhar os Petersen somente para ouvi-las. Os Petersen perceberam que tinham encontrado a maneira de comunicar a história de Deus aos himbas!

Eles pediram a um pastor protestante que gravasse as histórias para o projeto. O pastor inseriu também cânticos com o objetivo de tocar o coração dos himbas.

A equipe descobriu o MP3 player movido a energia solar, que eles apelidaram de “God-Pod” (Deus-Pod), tornando-se um meio confiável para levar a mensagem durante anos. Sendo movido a energia solar, não precisa de pilhas. O MP3 foi feito de maneira simples e resistente para ser usado em lugares remotos como os desertos da Namíbia.

Novos Líderes
Enquanto a equipe preparava histórias e lições para tocar no MP3 player, os Petersen treinavam líderes locais para assumir o trabalho. Por isso, pediram que os líderes da igreja da Namíbia autorizassem Kapitango a estudar Teologia. Ele já está concluindo o curso. Enquanto estuda, escreve histórias para o projeto MP3. Eles estão buscando outras pessoas que possam assumir o trabalho de produzir as histórias e evangelizar o povo himba.

O projeto MP3 foi lançado oficialmente em maio de 2011. Dezenas de MP3 players já foram distribuídas aos líderes dos assentamentos himba. Todos podem ouvir as histórias durante a hora da sesta, no período mais quente do dia, ou ao redor da fogueira nas noites frias. Mas existem centenas de pessoas nos assentamentos e vilarejos que precisam receber um MP3 player a fim de que possam ouvir o evangelho. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a continuar o projeto que os Petersen iniciaram entre o povo himba. Nossas ofertas financiarão a tradução de histórias, as gravações e a compra de MP3 players para milhares de himbas que ainda não ouviram o que Deus tem a lhes dizer no próprio idioma deles.

Resumo Missionário
– A Namíbia está localizada na costa sudoeste da África. O nome do país é inspirado no deserto Namibe, que abrange a costa namibenha. É considerado o deserto mais antigo do mundo e contém as maiores dunas de areia da Terra.
– Cerca de 2,1 milhões de pessoas vivem na Namíbia. É o segundo país menos populoso no mundo. A maioria das pessoas que vive ali é descendente dos africanos. Tradicionalmente, essas pessoas são nômades, seguindo as chuvas que provêm pastagens para o gado. Elas aprendem a viver em climas e circunstâncias muito difíceis.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (3° Trimestre 2012)

domingo, 22 de julho de 2012

O ex-descrente

O pai de Antoine é um homem profundamente religioso. Ele ensinou os filhos a acreditar que os cristãos são infiéis e que, por isso, deviam ser evitados. Também os proibiu de ler ou tocar o livro sagrado dos cristãos, a Bíblia.

Quando Antoine terminou o Ensino Fundamental, o pai não encontrou uma escola de Ensino Médio que ensinasse as matérias que o garoto desejava. A única escola disponível era o internato adventista localizado em outra cidade. Como a escola tinha muito prestígio, relutantemente, o pai permitiu que Antoine se matriculasse. Mas advertiu:

“Se eles falarem sobre o Deus deles, não preste atenção.”

Antoine concordou e prometeu ignorar todas as pessoas que tentassem lhe falar sobre Deus ou sobre a Bíblia.

Da curiosidade à fé
Antoine se esforçou para agradar a família obtendo boas notas. Mas logo percebeu que a Bíblia era fundamental para a escola, e ele não podia deixar de ouvir sobre a Bíblia e Deus. Diariamente, as aulas começavam com o culto e a leitura de um texto bíblico. A aula de religião era obrigatória. Com relutância, ele adquiriu o livro proibido.

Os professores eram diferentes dos professores de outras escolas. Eram bondosos e se importavam com o desenvolvimento integral do aluno. Os alunos também eram diferentes. “Como essas pessoas de fé tão profunda podem ser infiéis?”, ele pensava. “Como a Bíblia pode ser um livro ruim se essas pessoas vivem de acordo com seus princípios?”

Antoine começou a prestar atenção nas aulas e no culto matutino. Ouvia o professor de religião e os colegas de classe. Ficava surpreso ao descobrir que o que eles diziam fazia sentido. Certo dia, ele pegou uma Bíblia e começou a ler sozinho. Quanto mais lia, mais tinha sede de aprender. Fazia perguntas e pediu um curso bíblico.

Teste de fé
Antoine sabia que seu pai ficaria muito aborrecido, se soubesse de seu crescente interesse por Jesus; por isso, nada disse à família. Mas, quando decidiu ser batizado, sabia que não podia esconder isso dos pais. Ele temia contar ao pai, então contou à mãe, pois estava certo de que ela entenderia.

Ao voltar para casa, durante o recesso escolar, os pais nada comentaram sobre sua nova fé. Ele sabia que o pai esperava que ele trabalhasse no campo enquanto estivesse em casa. Todos os dias, ele trabalhou arduamente, mas na sexta-feira trabalhou em dobro para não ter que transgredir o sábado. Então, no sábado de manhã, foi à igreja adventista da cidade.

Seu pai não sabia que ele não trabalhava aos sábados. Mas quando alguém lhe contou que Antoine foi à igreja, ele dobrou o trabalho da sexta-feira seguinte esperando que trabalhasse no sábado. Era impossível terminar o trabalho de sexta e sábado antes do pôr do sol.

No sábado de manhã, o pai o chamou para trabalhar no campo. Com humildade, Antoine explicou que trabalharia em dobro no domingo, mas queria adorar a Deus no sábado. Da maneira mais respeitável possível, o moço falou sobre o mandamento de Deus a respeito da guarda do sábado.

Mas o pai não queria uma discussão teológica, queria obediência. “Se você me desobedecer e for à igreja, esses adventistas serão seus pais. Que eles comprem seu alimento e pague seus estudos!”, disse.

Antoine sabia quão difícil foi para o seu pai tomar essa decisão, pois ele era seu filho preferido.

Escolhendo obedecer
“Sempre obedeci ao senhor”, Antoine respondeu. “Mas estou buscando a sabedoria, e Deus é a sabedoria. Preciso obedecer a Deus neste sentido. Deixe-me adorar a Deus como Ele pede, e continuarei trabalhando para o senhor como seu filho.” Mas o pai não aceitou.
Depois do culto, Antoine voltou para casa e juntou seus pertences. Viajou para a escola e contou ao diretor o que aconteceu. A escola o ajudou com alimentação e moradia para que ele pudesse continuar os estudos.

Hoje, ele testemunha: “Continuo amando minha família, mas Deus é meu pai, e minha família são os membros da igreja, que cuidam de mim. Não me arrependo. Agradeço a Deus pela Escola Adventista, onde aprendi a amar e seguir a Deus. A escola está lotada e precisa se expandir para acomodar os alunos. Obrigado por suas ofertas a cada semana e no décimo terceiro sábado”.

Resumo missionário
– A Escola Adventista de Mahajanga está localizada no noroeste de Madagascar.
– A cada ano, em média, oitenta alunos são batizados. Cerca de um terço deles não tiveram contato anterior com o cristianismo.
– A escola cresce em número de alunos, enquanto sua excelente reputação se espalha por toda a região. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir um novo prédio de salas de aula para que mais alunos possam estudar e aprender a seguir a Deus.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (3° Trimestre 2012)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Acusado e Liberto

Ranary não conhecia muito sobre os adventistas e, mesmo assim os achava um pouco estranhos. Apesar disso, quando soube que o campus da Universidade Adventista de Zurcher, localizada perto da cidade em que morava, estava contratando novos funcionários, candidatou-se a um emprego.

Foi contratado e começou a trabalhar na escola. Então, soube que os adventistas planejavam realizar uma série evangelística em seu vilarejo. Curioso para saber qual era a crença dessas pessoas, foi às reuniões.

Verdade ou Heresia?
Quando o pregador falou sobre o batismo, explicando que esse ato é a demonstração pública de que a pessoa aceitou Jesus, houve discussão entre os ouvintes. “Não é suficiente alguém ser batizado quando bebê?”, ele pensou. Mas, ao estudar os textos bíblicos mencionados e pesquisar no dicionário, Ranary percebeu que a Bíblia realmente ensina o batismo por imersão como sinal de que a pessoa é seguidora de Jesus.

Ele teve que concordar com a ideia do batismo, mas quando ouviu o pregador falar sobre o sábado, sabia que isso estava errado. “A semana começa na segunda-feira”, pensou. Portanto, o sétimo dia é o domingo. Novamente, ele pesquisou na Bíblia e no dicionário e percebeu que as palavras sábado e sabbath são quase a mesma em seu idioma.

Relutantemente, Ranary admitiu que os adventistas ensinavam as verdades bíblicas, ao contrário do que fazia a igreja que ele frequentava.

Quando ele contou à esposa que desejava se tornar adventista, a reação dela foi forte: “Você está louco?”, ela perguntou. “Pensei que você não gostasse dos adventistas! Qual é o problema da igreja que você frequenta todos esses anos?”

Seus irmãos e seus pais também não entenderam porque ele decidiu participar de uma igreja da qual inicialmente não gostava!

Escolhendo o Caminho Certo
Ranary começou a frequentar a pequena congregação adventista em um vilarejo perto de sua casa. A esposa ficava irritada quando ele se recusava a comer algum alimento preparado com carne suína. O pai não conseguia entender por que ele entregava 10% do salário para a igreja, mesmo ganhando pouco para sustentar a família. Foi difícil, mas Ranary permaneceu fiel à Bíblia e confiou na bênção de Deus.

Não foi fácil. Às vezes, Ranary se sentia totalmente sozinho, pois em sua cultura, a família é extremamente importante. Embora tivesse encontrado uma família amável na igreja, seus parentes ficaram contra ele. Mas, ele continuou estudando a Bíblia, mesmo com a esposa dizendo que isso o enlouqueceria. Foi difícil permanecer firme, especialmente quando ele terminou o trabalho na Universidade.

A Grande Surpresa
Entretanto, lentamente as coisas começaram a mudar. Ranary encontrou trabalho em outra cidade, o que o obrigou a ficar ausente durante seis meses. Quando voltou para casa, a esposa o recebeu com a notícia de que estava se preparando para o batismo. Durante a ausência do marido, ela havia recebido estudos bíblicos de alguém da Universidade e seria batizada no dia seguinte. Que surpresa maravilhosa!

A mãe dele começou a fazer perguntas sobre sua fé e ele começou a estudar a Bíblia com ela. E, quando seus irmãos o acusaram de ter abandonado a religião da família, seu pai lhes disse que o deixassem em paz e respeitassem sua fé.

Ranary ficou feliz quando foi contratado como segurança na universidade adventista, pois isso significava que teria trabalho estável perto de casa.

Acusado
Certa noite, Ranary estava no posto do dever, quando alguns assaltantes entraram no campus e apontaram para a cabeça dele com uma arma, enquanto forçavam o tesoureiro a entregar o dinheiro. Depois, os ladrões fugiram antes de a polícia chegar. Surpreendentemente, Ranary foi preso, acusado de ter ajudado os ladrões. Ele passou mais de um ano na prisão esperando ser julgado.

Nessa época, os irmãos de Ranary insistiam em dizer que ele tinha procurado problemas, ao se tornar adventista. A esposa e os filhos se mantiveram sem a ajuda dos irmãos, mas permaneceram firmes e as filhas dele foram batizadas.

Finalmente, os verdadeiros culpados foram presos, Ranary foi libertado e voltou a trabalhar na Universidade.

“Aceitar a fé adventista não tornou minha vida mais fácil”, ele diz. “Porém, seguir o que Deus orienta é mais importante e eu nunca lamentei minha decisão. Oro para que, assim como eu, meus familiares sintam o calor do amor de Deus.”

Uma Escola em Crescimento
A Universidade Adventista de Zurcher continua crescendo, enquanto treina jovens para o serviço. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará na construção de um prédio, que permitirá que a instituição receba autorização do governo. Agradecemos sua ajuda no crescimento da Universidade Adventista de Madagascar.

Resumo Missionário
– A Universidade Adventista Zurcher é um dos três projetos especiais que receberão nossa ajuda neste trimestre.
– Uma escola adventista de ensino médio no noroeste de Madagascar necessita de mais salas de aula para acomodar o crescente número de alunos. Muitos alunos não vêm de lares cristãos.
– Milhares de órfãos e crianças em desespero precisam viver na capital de Madagascar. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir um orfanato que atenderá a necessidade de um lar e de boa educação para essas crianças.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (3° Trimestre 2012)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Ex-Canibal

Indonésia

(Esta história foi publicada originalmente em 2002).


O canibalismo não está morto. A prática de matar e devorar inimigos, às vezes apresenta sua face horrenda, ainda hoje, mesmo entre os que parecem ser pessoas pacíficas.

Daniel é um Dayak, o principal grupo tribal na ilha de Bornéu, na Indonésia. Ele foi batizado quando criança, mas o cristianismo não o transformou. Muitas vezes, ele gastava seu salário com bebida alcoólica. Certo dia, depois de ter bebido muito, Daniel começou a discutir com a esposa. Ele pegou a Bíblia e desafiou Deus e ela, dizendo:
– Se a Bíblia é realmente a Palavra de Deus, então que Ele me mostre o caminho certo, e eu vou segui-Lo.


Um velho amigo

Vários dias depois, Daniel encontrou Jaki, um velho amigo. Os dois homens haviam sido membros de uma gangue, mas Jaki estava mudado. Quando Daniel lhe ofereceu um pouco de vinho, Jaki pediu água.

– O que aconteceu com você? – Daniel perguntou.

Jaki explicou que tinha aceitado Jesus como seu Salvador pessoal e desafiou Daniel:

– Se você realmente quer seguir a Deus, então venha comigo à igreja adventista. Daniel ficou surpreso, porque as palavras de Jaki eram as mesmas que ele tinha usado para desafiar a Deus havia apenas alguns dias.

Daniel começou a frequentar a igreja com Jaki. Ele convidou a esposa para ir com ele, mas ela recusou.

– Quero permanecer na minha igreja – ela disse.

Entretanto, depois de um tempo, a esposa de Daniel concordou em ir à igreja com ele.


Guerra

Poucos meses depois, a guerra irrompeu entre os Dayaks e os Madureses, outra tribo que vive na área. Ao longo dos anos as tribos tinham experimentado combates esporádicos e feito vários acordos. Mas a guerra começou novamente.

No início, Daniel protegeu alguns Madureses em sua casa para que não fossem mortos. Mas, quando seu tio foi morto, ele ficou irado! Expulsou as pessoas que estava protegendo em sua casa e se juntou aos homens Dayak que estavam se preparando para lutar contra os Madureses.

Mas antes que os guerreiros Dayak fossem à luta, eles visitavam a casa dos espíritos dos ancestrais para pedir conselhos. Eles deveriam ir para a guerra? A resposta dos espíritos foi: “Lutem!” Seguros, Daniel e os outros guerreiros pegaram suas facas primitivas e escudos de madeira e se prepararam para lutar contra seus inimigos.

Durante três semanas os guerreiros Dayaks lutaram sob a influência dos espíritos. Eles não comeram nada, a não ser a carne de seus inimigos.


Um homem diferente

Quando a guerra terminou, Daniel voltou para casa. Ele não era mais o homem amável que sua família conheceu. Estava sempre inquieto, e muitas vezes seus olhos estavam vidrados. A esposa de Daniel percebeu que ele estava possuído por um demônio, e temia que os espíritos o tivessem possuído para matar estranhos e se voltasse contra ela e os filhos. Ela orou para que Deus livrasse seu marido dos espíritos demoníacos e trouxesse paz à sua casa.

Daniel sabia que algo estava errado. O peso de seus atos o colocava para baixo. Ele sentiu que tinha sido amaldiçoado por Deus. Sua esposa pediu que ele fosse à igreja, e ele tentou. Mas não sentia paz no coração. Dia e noite, ele lutava com a culpa. Daniel se perguntava se Deus algum dia o perdoaria pelo que tinha feito.

– O Céu não é mais para mim – ele lamentou.

O pastor o visitou e ouviu a confissão de Daniel.

– Você deve confessar para a igreja e para Deus – ele disse.
– Pastor, peço a Deus muitas vezes que me perdoe. Mas o peso em meu coração aumenta. Quero me sentir perdoado – Daniel disse.

Daniel seguiu o conselho do pastor e confessou seu pecado para a igreja e para as pessoas a quem prejudicara. Ele pediu para aqueles que havia prejudicado que o perdoassem. Então ele pediu ao pastor o batismo.


Remindo o tempo

Daniel ofereceu a vida a Deus para levar esperança aonde, uma vez, ele havia levado a morte.

– Se for Sua vontade, Deus, estou disposto a trabalhar entre as pessoas que persegui – ele orou.

Hoje, sua espada é a Bíblia, e seu escudo é a fé em Deus. Ele trabalha como pioneiro da Missão Global, plantando uma igreja entre seu próprio povo em uma região não muito longe de onde vivia. Nos primeiros seis meses de trabalho, sete pessoas foram batizadas e mais 20 estão se preparando para o batismo.

Suas ofertas missionárias viajarão até as mais escuras selvas e as maiores cidades para conduzir pessoas a Jesus. Obrigado por fazer a diferença na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo através de suas ofertas missionárias.

* Daniel Batuah vive e trabalha para Deus em um vilarejo perto de Pontianak, Kalimantan, na costa ocidental de Bornéu.


Notícias missionárias

– O povo Dayak vive por toda a ilha de Bornéu. Antes de sua conversão ao cristianismo ou islamismo, os Dayaks eram conhecidos por suas práticas de canibalismo e animismo, incluindo a adoração dos ancestrais e espíritos.
– Em Kalimantan, a parte indonésia da ilha de Bornéu, a Igreja Adventista tem cerca de 8 mil membros, ou seja, um adventista para cada 1.600 habitantes. Os pioneiros da Missão Global constituem uma grande força na evangelização dessa região.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (2° Trimestre 2012)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Um Lugar Para Crescer

Amami Oshima é uma ilha localizada no extremo sul do Japão. É conhecida pelo clima tropical agradável e lindas praias. A despeito dos anos de esforços, tem se demonstrado frustante estabelecer a presença adventista no lugar.

Durante 40 anos, colportores-evangelistas têm viajado da vizinha ilha de Okinawa até Amami Oshima para vender livros e falar de Jesus para as pessoas. Mas poucos japoneses aceitaram.


Verdade no rio

No entanto, a senhora Kazuko recebeu bem os colportores. Ela era cristã, mas conhecia pouco sobre a Bíblia. Queria aprender, porém, estava confusa com tantas igrejas diferentes.

Os colportores lhe mostraram alguns livros e revistas que trouxeram. A Sra Kazuko olhou atentamente para os livros; então, levantou-se e pegou um livro da estante, já deformado e com as páginas grudadas.

– Meu filho encontrou esse livro boiando no rio. – Ela disse. – Ele o trouxe para casa e o secou. Eu já li esse livro e acredito que ele apresenta a verdade.

O colportor olhou o livro e sorriu.

– Esse livro é da Igreja Adventista. – Eles disseram.

E mostraram a ela outro exemplar do livro Caminho a Cristo. A Sra Kazuko pediu para estudar a Bíblia e depois de algum tempo foi batizada. Ela se tornou a primeira adventista da ilha.


Desafio do crescimento

A Sra. Kazuko abriu sua casa para a realização dos cultos e algumas pessoas vieram estudar a Bíblia. Reuniões evangelísticas geralmente faziam aumentar o número de membros. Ocasionalmente, o presidente da Missão visitava os membros, mas sem um pastor regular, a maioria dos membros deixou de frequentar a igreja. Algumas vezes a Sra. Kazuko adorava a Deus sozinha.

Um pastor leigo foi enviado para trabalhar durante um ano e outro veio para ficar dois anos. Durante esse tempo, a congregação cresceu um pouco. Alugaram um salão em um prédio em que havia um restaurante e uma padaria. Finalmente, sentiam que estavam realmente em uma igreja. Mas, quando o pastor foi embora, os membros se esforçavam sozinhos e recebiam apenas uma visita ocasional de um dos pastores da Missão. Parecia que a igreja não passaria de oito ou nove membros.

Em 2005, o Pastor Lee e sua família foram chamados da Coreia para liderar a igreja em Amami Oshima como parte do Movimento Missionário Pioneiro, um programa promovido pela Divisão do Pacífico Norte-Asiático.


O novo começo

Pastor Lee e sua família passaram o ano aprendendo o idioma e a cultura japonesa. Perceberam quão diferente era a cultura japonesa da coreana.

– Os japoneses são muito reservados, – o pastor Lee diz. – Eles mantêm suas crenças para si mesmos e hesitam em invadir a privacidade de seus vizinhos, mesmo que seja para testemunhar do amor de Deus.

Os membros da igreja também foram cautelosos com ele e sua família.

– Ouvimos que os coreanos são trabalhadores e que esperam que outros também sejam esforçados. – Um membro comentou. – Não queremos ser forçados a fazer algo que não nos sentimos confortáveis.

O pastor e sua esposa começaram a demonstrar amor aos membros de várias maneiras. Frequentemente, visitavam cada membro e o tratava como amigo.

– Fazemos todo o possível para demonstrar aos membros que os amamos e que estamos aqui para servi-los em Cristo. – O pastor Lee diz. – Oferecemos cursos de culinária, ensinamos coreano e como fazer massagem. Cada dia oramos individualmente por todos os membros.

Com o tempo, suas orações e esforços começaram a dar resultados. Alguns membros antigos voltaram para a igreja e os membros atuais começaram a convidar seus familiares e amigos para frequentar os programas da igreja. Os membros começaram a perceber que é uma bênção partilhar a fé e amar as pessoas com quem entram em contato, como fez Jesus.

Durante os cinco anos em que o pastor e a Sra. Lee serviram a igreja de Amami Oshima, quinze novas pessoas foram batizadas, e duas pessoas que haviam abandonado a igreja retornaram. Atualmente a igreja tem cerca de 30 membros e muitos outros estão se preparando para o batismo. Não parece muito, mas no Japão quinze membros é algo incomum.


Um novo sonho

Os membros da igreja continuam se reunindo no salão acima da padaria. Mas agora eles têm um novo sonho. Sonham com uma nova igreja no primeiro piso para que todos que desejam possam entrar. A irmã Kazuko, que ajudou a começar a igreja em sua casa, não pode caminhar nem subir as escadas. Ela ficaria muito feliz se pudesse participar dos cultos com essa crescente congregação em sua nova igreja.

Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará os irmãos da igreja de Amami Oshima a conseguir um local de fácil acesso em que as pessoas aprendam que Jesus pode fazer diferença em sua vida.


Notícias missionárias

– O Japão é um dos países mais difíceis de alcançar pessoas para Cristo. A cultura desencoraja as pessoas de se aproximarem das outras para testemunhar de sua fé.
– Cada ano uma família pastoral serve como missionário voluntário ou plantador de igrejas em outro país dentro da Divisão do Pacífico Norte-Asiático. O casal pastoral serve aquele campo por cinco anos. Muitos voluntários têm alcançado sucesso significativo, abrindo novas congregações e fortalecendo as já existentes.
– Parte da oferta do décimo terceiro sábado, no dia 31 de março, ajudará na aquisição de uma igreja onde os irmãos de Amami Oshima possam adorar a Deus e trazer seus amigos para aprender mais sobre Jesus.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (1° Trimestre de 2012) p.78,79

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Lágrimas de Binderya


– Abra! É a polícia!

A ordem repentina assustou Binderya, que correu para junto do pai.

– O que há de errado? – Ela perguntou.

O pai tocou carinhosamente em sua cabeça e sussurrou:

– Vá para sua mãe.

Em seguida, o pai se dirigiu rapidamente até a porta.

Binderya agarrava a saia da mãe, enquanto o pai abria a porta e conversava com os policiais. Um dos policiais pegou o pai pelo braço e insistiu que ele saisse. O pai olhou para a esposa e filha antes que o policial o apressasse a sair.

– A polícia acha que o papai roubou a vaca que ele trouxe para casa ontem. – A mãe sussurrou.
– Mas papai não roubou a vaca, disse Binderya chorando. – Ele nunca faria isso.

Chegou a hora de dormir e seu pai não tinha voltado para casa. Binderya olhou o livro de histórias bíblicas que sua amiga lhe dera. O pai e ela sempre liam juntos. Mas, naquela noite não teve história, pois o pai continuava preso.

Será que nunca mais verei meu pai? Binderya pensou ao deitar na cama dura. Virou para a parede e piscava enquanto as lágrimas caiam de seus olhos, até que adormeceu.

Deus responde a oração do pai

No dia seguinte, o pai voltou para casa.

– Eu não sabia quanto tempo iria ficar na cadeia. – Ele disse – Senti falta de ler a Bíblia com você e me lembrei de quando Jesus ensinou seus amigos a orar. Ajoelhei e orei para que a polícia descobrisse a verdade e eu pudesse voltar para casa. De manhã, a polícia me libertou, dizendo que as pessoas que tinham dado queixa do roubo da vaca, na verdade a tinham vendido no mercado. Sei que Deus ouviu minha oração.

Naquela noite, Binderya e o pai leram outra história bíblica. A família não sabia quase nada sobre Jesus nem sobre Deus até começarem a ler as histórias bíblicas. Agora o pai estava convencido de que são histórias verdadeiras. Afinal, Deus não respondeu sua oração na cadeia?

Dois convites

A família de Binderya se mudou para outra cidade na Mongólia e ela conheceu uma nova amiga chamada Anojin.

– Você gostaria de assistir um programa especial na minha igreja? – Anojin perguntou. – Haverá muito cântico e música.

A mãe de Binderya permitiu que ela fosse e Binderya gostou muito do programa. Ela também começou a frequentar a Escola Sabatina com Anojin. Lá, ela aprendeu novos cânticos e mais histórias bíblicas. Tentou ensinar os cânticos e as histórias para a mãe, mas ela nem sempre conseguia lembrar os detalhes. A mãe sabia que Binderya gostava muito de ir à Escola Sabatina com a amiga.

Quando o pai voltou de uma viagem de trabalho, Binderya contou sobre a Escola Sabatina.

– Você acha que posso ir com você? – ele perguntou com um largo sorriso.
– Oh, sim! – Binderya respondeu.

A partir daquela semana, o pai foi à igreja com Binderya. Mas a mãe não quis ir. Binderya sabia que sua mãe tinha problema na audição e por isso, ela tinha vergonha de estar com as pessoas. Binderya e o pai convidavam a mãe para participar do momento da história em casa, e ela participava.

Algumas pessoas da igreja visitaram a mãe e a convidaram para ir aos cultos com a família. Mas, ela não queria ir. Ela temia que as pessoas da igreja não a aceitassem.

A doença que salvou

De repente, o pai ficou muito doente. Os médicos não tinham certeza se ele iria sobreviver. Binderya orou para que o pai melhorasse. 

– Também preciso orar pelo meu esposo, – a mãe disse. – Posso ir à igreja para aprender a orar?

Binderya abraçou fortemente a mãe.

– Oh, sim! – ela disse.

No sábado Binderya e a mãe foram à igreja juntas. Os membros deram cordiais boas-vindas à mãe de Binderya e demonstraram muito amor. Oraram com ela e também oraram pelo pai durante o culto.

Com o tempo o pai se restabeleceu e se uniu à família para adorar a Deus na igreja. Poucos meses depois, Binderya assistiu o batismo dos pais.

Quando a primeira Escola Adventista da Mongólia começou a funcionar no prédio da igreja, a mãe se ofereceu para limpar a igreja em troca dos estudos da filha. Binderya ajuda a mãe a limpar a igreja depois das aulas. Enquanto limpa pensa como é agradecida porque Jesus é o Rei na vida de sua família.

– Sou grata por minha amiga ter me convidado para ir à igreja – ela diz – Agora papai e eu convidamos muitas pessoas para irem à igreja. Até agora nenhum amigo aceitou o convite, mas confio que um dia eles aceitarão.

Binderya, uma garota de dez anos de idade, está aprendendo a ser líder na escola. Um dia ela será líder na igreja. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará na construção de um centro de treinamento para jovens, assim, a juventude da Igreja na Mongólia poderá ser treinada para a liderança futura. Obrigada por ajudar, com suas ofertas missionárias, o crescimento da igreja na Mongólia.

Notícias missionárias

– A maioria das pessoas da Mongólia segue o budismo ou não tem religião. Os budistas não adoram os deuses, mas sempre se inclinam e oram diante da imagem de Buda no templo. Eles acreditam que precisam realizar boas obras para quando morrer, reencarnarem em situação melhor.
– A igreja precisa treinar os jovens para se tornar líderes. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará na construção de um centro de treinamento para jovens no terreno do acampamento da igreja no interior da Mongólia.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (Jan -2012-p 52,53)