Ótima Oportunidade

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domingo, 27 de janeiro de 2013

A Fé Vibrante De Um Garoto

Vahid, garoto de dez anos de idade, ergueu o olhar e viu a irmã caminhando em sua direção. Admirava o uniforme elegante dela: saia verde, blusa branca e lenço amarelo brilhante. Ele se levantou e correu para ela. 

“Quando poderei participar dos Desbravadores e vestir um uniforme como o seu?”, ele disse.
“Você tem idade suficiente para se tornar um desbravador”, ela disse sorrindo. “Vamos comigo no próximo sábado.” 

A família de Vahid não frequentava a igreja, mas a tia levou a irmã dele para a Escola Sabatina. Logo Vahid cresceu e quis acompanhá-la. No sábado, a tia o levou à classe das crianças, onde ele aprendeu cânticos, ouviu histórias da Bíblia e decorou um texto bíblico. Depois do culto, saiu correndo para comer em casa e se preparar para a reunião dos desbravadores. Em pouco tempo, ganhou o direito de usar o lenço amarelo brilhante dos desbravadores.

Encontrando Maneiras de Testemunhar
Vahid percebeu rapidamente que ser desbravador era mais do que vestir um uniforme. Ele memorizou vários textos bíblicos, estudou a lei e o voto dos desbravadores. Aprendeu a ser um bom cidadão e partilhar sua fé com os outros. “Vamos fazer o culto em família!”, ele disse à sua irmã. Ela concordou, mas era tímida para liderar. “Eu dirijo!”, Vahid se ofereceu.Naquela noite, Vahid perguntou a seus pais se poderia fazer um pequeno culto em família todas as noites. 

A mãe concordou, mas o pai não ficou interessado. Depois do jantar, Vahid reuniu a família, leu um versículo da Bíblia, explicou seu significado e orou. Em pouco tempo, todos se reuniam à noite para o culto familiar. 

Vahid lia a Bíblia e a Lição da Escola Sabatina todas as manhãs, antes de ir à escola, preparando-se para o culto familiar da noite. Ele se sentia muito bem liderando o culto familiar. 

A confiança de Vahid cresceu e quando o professor pediu que ele dirigisse a classe na aula de religião duas vezes por semana, ele concordou. Alguns dos rapazes brincavam, chamando-o de “menino-pregador”. Mas Vahid apenas sorria e dava de ombro. Outros colegas admiravam a disposição dele para dirigir a classe. 

Vahid descobriu que gostava de cantar. Então, convidou alguns de seus amigos para formar um grupo vocal. Ele ensinou-lhes os cânticos que tinha aprendido na igreja e, às vezes, cantavam durante a reunião de capela na escola. Cinco meninos começaram a frequentar a igreja com ele. 

Estimulado pelo sucesso, Vahid formou um grupo vocal de meninos da vizinhança. No começo, os meninos cantavam apenas para se divertir. Mas logo foram convidados para cantar na igreja e nas casas das pessoas.  

“Se nós podemos cantar, podemos fazer mais”, disseram eles. O grupo se denominou “Soul Seekers” (Alcançando Pessoas) e procurou maneiras de levar outros a Jesus. Eles visitavam os membros afastados da igreja e pessoas doentes, cantando e oferecendo estudos bíblicos.

Da Tragédia ao Triunfo
Então, o pai de Vahid adoeceu gravemente. Sofria de insuficiência renal e precisava de um transplante. Mas  a família não tinha dinheiro para mandá-lo para as Filipinas, o país mais próximo onde ele poderia receber tratamento adequado.

Vahid ficou muito preocupado. Sem um milagre, seu pai morreria. Como a família poderia sobreviver sem ele? 

O pai de Vahid não podia trabalhar e, com o tempo livre, começou a ler a Bíblia. Anteriormente, ele havia se recusado a participar do culto familiar, mas então, ele passou a aceitar as orações com alegria. Quando estava debilitado demais para se juntar à família, os familiares oravam ao redor da cama dele. Certo dia, ele pediu a Vahid que convidasse os “Soul Seekers” para cantar e orar por ele. Com alegria, os meninos aceitaram o convite.

O tio de Vahid conseguiu que o pai fosse fazer um tratamento nas Filipinas. Vahid viu nisso um raio de esperança. Mas quando os testes mostraram insuficiência renal grave, a esperança de um transplante parecia remota. Mas os membros da família e da igreja continuaram orando por ele. 

Então, uma boa notícia chegou das Filipinas. Um segundo teste mostrou que a função renal do pai estava melhorando. “Deus está me curando,” o pai disse. Sua família se alegrou. Os médicos estavam céticos, mas os testes posteriores mostraram melhoria contínua. Com o tempo, os rins começaram a funcionar em nível quase normal.

O pai voltou para casa e, quando se sentiu forte o suficiente, começou a frequentar a igreja com a família. Pediu a Vahid e seus amigos que estudassem a Bíblia com ele. A mãe também participou dos estudos bíblicos e, um dia, anunciaram ao filho que queriam se unir à Igreja Adventista.

Hoje a família completa se reúne para os cultos, unidos na fé e gratos a Deus por ter curado o corpo e o espírito do pai. Vahid está emocionado porque ele e seus amigos desempenharam papel importante ao conduzir seus pais a Deus.

Nossas ofertas missionárias ajudarão a atingir milhares de pessoas em Papua-Nova Guiné e em todo o Pacífico Sul com a mensagem do amor de Deus. Sua ajuda será muito apreciada! 

Resumo Missionário
• Papua-Nova Guiné é um dos países com maior diversidade cultural do planeta. O terreno acidentado e montanhoso isolou um grupo de pessoas durante séculos. Os moradores desenvolveram seus próprios dialetos e, muitas vezes, não conseguem entender seus vizinhos mais próximos.
• As crianças que vivem em muitas dessas aldeias são a primeira geração a frequentar a escola para aprender a ler e escrever. O projeto infantil do décimo terceiro sábado ajudará a comprar 15 mil Bíblias para as crianças compartilharem com seus pais. Famílias inteiras poderão ser levadas a Deus através de uma Bíblia colocada nos lares.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (1° Trimestre 2013)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Testemunho Infantil

Ingrid, uma garotinha de sete anos, ajoelhou-se com a mãe e a irmã no chão de cimento de sua pequena sala de estar. Elas pediram que Deus as abençoasse e também abençoasse as pessoas que estavam estudando a Bíblia com elas. Ingrid orou especialmente por seu pai, Teodoro, pedindo que Deus o ajudasse a aprender a amá-Lo, parar de beber, fumar e usar drogas. Ingrid amava o pai, mas odiava o que as drogas e o álcool faziam com ele.

Mal terminaram a oração, a porta se abriu e o Sr. Teodoro entrou bêbado novamente. Mas, quando viu sua esposa e filhas orando, parou.

“Pai, venha orar conosco”, convidou Ingrid.

As filhas eram o ponto fraco de Teodoro e, às vezes, ele conseguia participar do culto familiar. Outras vezes, adormecia no sofá.

Após o culto, Ingrid se aproximou do pai e ajeitou os cabelos na testa dele. “Pai, Deus o ama. Ele quer que você tenha uma vida melhor. Por favor, pare de beber e usar drogas. Elas fazem mal à saúde.”

Os olhos vermelhos de Teodoro se encheram de lágrimas. Ele sabia que seus maus hábitos estavam destruindo a felicidade da família, mas se sentia impotente para se libertar dos vícios.

Muitas vezes roubava para comprar álcool e drogas. Havia sido preso duas vezes e sabia que por sorte não mais estava na prisão. Ele se sentia mal, pois a esposa tinha que trabalhar para sustentar a família e criar os filhos, enquanto ele saía para beber. Mas não importava o quanto ele tentasse, não conseguia mudar.

Criança de Fé
Desde os cinco anos, Ingrid acompanhava a mãe e a ouvia apresentar as verdades da Bíblia às pessoas. Aos sete anos, partilhava a fé com os amigos e estudava a Bíblia utilizando guias de estudos bíblicos para crianças. Ao mesmo tempo, dirigia um pequeno grupo infantil e outros estudos bíblicos individuais que, eventualmente, resultaram em 14 amigos pedindo o batismo. Mas sua maior responsabilidade era partilhar o amor de Deus com o pai.

Algumas noites, Teodoro voltava para casa e encontrava a esposa e filha dando estudos bíblicos para alguém. Ele não se importava, mas não dava ouvidos. Às vezes, quando não encontrava ninguém em casa, ia até a igreja e gritava para elas saírem. Era uma situação embaraçosa para a família, mas Ingrid nunca perdeu a esperança de que seu pai seria atraído para Jesus.

“Por favor, pai, vamos à igreja conosco”, Ingrid pedia. “Venha conosco e ouça a mensagem de Deus.”

Teodoro não conseguia dizer não. Às vezes ele participava de cultos especiais, sentia a presença de Deus na igreja e via quão feliz sua família estava em ter uma fé. Ele desejava ter fé, alegria e ter um relacionamento com Jesus. Mas a tentação era mais forte do que ele e, quando os amigos o chamavam para beber, não conseguia dizer “não”.

Os membros da família e a igreja apoiaram Teodoro enquanto ele travava sua batalha contra os vícios. Finalmente, juntou-se ao grupo de estudo bíblico da esposa e filha e sentiu o poder de Deus fortalecê-lo. Ele entregou a vida a Cristo e reivindicou a vitória sobre as substâncias que o aprisionaram durante anos.

Partilhando a F é
Antes de aceitar a Cristo, Teodoro não sabia ler nem escrever. Ingrid o ajudou a aprender a ler, através da leitura da Bíblia. Quando era tentado a desanimar, os dois oravam pedindo sabedoria. Ingrid ensinou o pai a dar estudos bíblicos e ele provou ser excelente aluno.

Teodoro é uma nova pessoa. Ele começou um novo negócio e compartilha sua paixão por Cristo com clientes e amigos em cada chance que tem. Muitas vezes, os clientes entram na loja e o encontram com uma Bíblia aberta em cima do balcão. No ano passado, Teodoro conduziu 32 pessoas a Cristo, e gosta de dizer aos outros que sua garotinha o levou a Jesus.

A mãe de Ingrid também continua dando estudos bíblicos. A família está unida no objetivo de testemunhar do amor de Deus. Atualmente, Ingrid tem 13 anos e continua liderando a reunião do pequeno grupo que inclui 15 crianças e adolescentes. Ela estuda com eles e os encoraja a participar fielmente na Escola Sabatina e na igreja.

Ingrid agradece a Deus por usá-la para conduzir seu pai a Cristo. Muitos dos antigos amigos dele estão presos ou morreram. O velho Teodoro também morreu, e em seu lugar Deus criou um Teodoro novo que ajudou a criar duas novas congregações de crentes e é o primeiro ancião da igreja. Ele é a prova de que com Deus tudo é possível.

Resumo Missionário
• Ingrid dirige um pequeno grupo para crianças e adolescentes em sua vizinhança. Seus pais lideram um pequeno grupo em casa para os adultos. Esses pequenos grupos cresceram e formaram três congregações na cidade.
• Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir igrejas para as congregações que não têm um local grande o suficiente para se reunir.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (4° Trimestre 2012)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Seguidor Relutante

David olhou o cartaz das reuniões evangelísticas e observou o endereço no fim do anúncio. Seu rosto ficou vermelho e ele apertou os punhos. Será que era um engano, erro de impressão? Ou seus pais estavam permitindo que aquelas reuniões fossem realizadas em sua casa? Imediatamente, rasgou o cartaz em pedacinhos e saiu. Não seria forçado a assistir às reuniões em sua própria casa.

Filho Desobediente David e sua família não eram religiosos. Aos doze anos, ele já fumava e consumia bebidas alcoólicas. A última coisa que ele queria era ser obrigado a participar de um culto religioso. Então, ficou fora de casa naquela noite até a reunião acabar. Depois, entrou sorrateiramente. A mãe o olhou severamente e disse: “Você não devia ter rasgado o cartaz nem faltado à reunião.” Tentando manter autoridade, David respondeu: “Eu não quis assistir à programação.” Os dois começaram a discutir e logo ele percebeu que não mais devia se ausentar.
 
Na noite seguinte, ele se dirigiu preguiçosamente para o canto da sala de estar, enquanto a mãe recebia os vizinhos à porta. David ficou surpreso ao ver muitos jovens chegando. Eles pareciam felizes por estar ali. Relutantemente, David os seguiu até o outro cômodo onde os jovens dirigiam sua própria programação. O líder havia planejado apresentar música e atividades para as crianças. Em pouco tempo, David deixou de lado seu descontentamento e gostou da programação. “Foi divertido”, disse posteriormente à mãe.

Durante o restante da semana, de bom grado, David participou da programação.

Aprendendo a Liderar
Terminado o período das reuniões evangelísticas em casa, o grupo passou a se reunir na igreja adventista. E David o acompanhou. Quando o orador falou sobre o batismo de Jesus, David sentiu que devia seguir o exemplo do Mestre. Ele e o primo começaram a frequentar a classe bíblica, preparando-se para o batismo. À medida que aumentava seu amor por Deus, ele se esquecia da bebida e do fumo.

A família de David não o acompanhou na decisão de seguir a Cristo. Mas o primo, que tinha sido seu companheiro na vida mundana, também decidiu aceitar Jesus.

David compartilha a fé com a família, os colegas de escola e até nas ruas. As pessoas começaram a chamá-lo de “pastor”. Quando a igreja planejou outra série evangelística, David e o primo pediram para realizar em sua casa as reuniões preparatórias da campanha evangelística.

Agora, em vez de tentar escapar das reuniões, David foi o anfitrião. Sua mãe frequentou as reuniões e, enquanto ouvia David falar sobre Deus e sobre sua fé, ela entregou a vida a Deus.

No ano seguinte, David organizou outra reunião em casa. Dessa vez, três primos entregaram a vida a Deus.
David se sentiu chamado por Deus para ser pastor. Por isso, planejou estudar Teologia na Universidade Adventista de Zurcher, quando terminasse o Ensino Médio. Mas ele não tinha dinheiro para custear os estudos.

Colocando Deus à Prova
“Creia que Deus proverá sua mensalidade”, seu primo o incentivou.

Diante disso, David decidiu se matricular, embora não soubesse como pagar os estudos. Porém, logo pôde observar, maravilhado, como Deus suscitava pessoas que o ajudavam a pagar as mensalidades. Embora passasse por dificuldades financeiras, Deus providenciou o suficiente para custear seus estudos.
 
Durante o segundo ano de faculdade, David começou a pastorear uma pequena igreja no vilarejo vizinho. Depois do culto sabático, ele visitava as famílias compartilhando o amor de Deus.

As mulheres na igreja organizaram uma campanha evangelística e convidaram David para ser o orador. Muitas pessoas responderam, aceitando Jesus como Salvador e Senhor. Entre elas, estava uma adolescente cujos pais não gostaram da decisão dela. No dia do batismo dessa garota, eles expressaram muita ira. Mas ela permaneceu firme e, agora, é membro ativo da igreja.
 
David continua falando de Jesus em todos os lugares para os quais é convidado a pregar. Muitos respondem, entregando a vida a Cristo e pedindo o batismo. “Deus tem confirmado meu chamado pastoral”, David afirma, acrescentando: “E a Universidade Adventista de Zurcher fez com que esse chamado se tornasse realidade me oferecendo uma educação de qualidade.”

Apelo
A Universidade Adventista de Zurcher está crescendo rapidamente e, com o crescimento, crescem os desafios. A escola precisa construir um novo prédio para salas de aula, escritório e laboratório de informática, cumprindo assim as exigências do governo. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a terminar esse prédio e permitirá que a Universidade cresça e atenda as necessidades do povo em Madagascar e em toda a região do Oceano Índico. Agradecemos seu apoio em 29 de setembro.

Resumo Missionário
– Mais de 20 milhões de pessoas vivem em Madagascar, e cerca de 127 mil são adventistas do sétimo dia, ou seja, um adventista para cada 157 habitantes. A Igreja Adventista tem mais de 650 templos.
– A igreja possui muitas escolas e uma universidade. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará na construção de um prédio de salas de aulas na Escola Adventista de Mahajanga, no leste de Madagascar e um prédio na Universidade Adventista de Zurcher.
 
FONTE: Liçao da Escola Sabatina (3° Trimestre 2012)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Ex-Canibal

Indonésia

(Esta história foi publicada originalmente em 2002).


O canibalismo não está morto. A prática de matar e devorar inimigos, às vezes apresenta sua face horrenda, ainda hoje, mesmo entre os que parecem ser pessoas pacíficas.

Daniel é um Dayak, o principal grupo tribal na ilha de Bornéu, na Indonésia. Ele foi batizado quando criança, mas o cristianismo não o transformou. Muitas vezes, ele gastava seu salário com bebida alcoólica. Certo dia, depois de ter bebido muito, Daniel começou a discutir com a esposa. Ele pegou a Bíblia e desafiou Deus e ela, dizendo:
– Se a Bíblia é realmente a Palavra de Deus, então que Ele me mostre o caminho certo, e eu vou segui-Lo.


Um velho amigo

Vários dias depois, Daniel encontrou Jaki, um velho amigo. Os dois homens haviam sido membros de uma gangue, mas Jaki estava mudado. Quando Daniel lhe ofereceu um pouco de vinho, Jaki pediu água.

– O que aconteceu com você? – Daniel perguntou.

Jaki explicou que tinha aceitado Jesus como seu Salvador pessoal e desafiou Daniel:

– Se você realmente quer seguir a Deus, então venha comigo à igreja adventista. Daniel ficou surpreso, porque as palavras de Jaki eram as mesmas que ele tinha usado para desafiar a Deus havia apenas alguns dias.

Daniel começou a frequentar a igreja com Jaki. Ele convidou a esposa para ir com ele, mas ela recusou.

– Quero permanecer na minha igreja – ela disse.

Entretanto, depois de um tempo, a esposa de Daniel concordou em ir à igreja com ele.


Guerra

Poucos meses depois, a guerra irrompeu entre os Dayaks e os Madureses, outra tribo que vive na área. Ao longo dos anos as tribos tinham experimentado combates esporádicos e feito vários acordos. Mas a guerra começou novamente.

No início, Daniel protegeu alguns Madureses em sua casa para que não fossem mortos. Mas, quando seu tio foi morto, ele ficou irado! Expulsou as pessoas que estava protegendo em sua casa e se juntou aos homens Dayak que estavam se preparando para lutar contra os Madureses.

Mas antes que os guerreiros Dayak fossem à luta, eles visitavam a casa dos espíritos dos ancestrais para pedir conselhos. Eles deveriam ir para a guerra? A resposta dos espíritos foi: “Lutem!” Seguros, Daniel e os outros guerreiros pegaram suas facas primitivas e escudos de madeira e se prepararam para lutar contra seus inimigos.

Durante três semanas os guerreiros Dayaks lutaram sob a influência dos espíritos. Eles não comeram nada, a não ser a carne de seus inimigos.


Um homem diferente

Quando a guerra terminou, Daniel voltou para casa. Ele não era mais o homem amável que sua família conheceu. Estava sempre inquieto, e muitas vezes seus olhos estavam vidrados. A esposa de Daniel percebeu que ele estava possuído por um demônio, e temia que os espíritos o tivessem possuído para matar estranhos e se voltasse contra ela e os filhos. Ela orou para que Deus livrasse seu marido dos espíritos demoníacos e trouxesse paz à sua casa.

Daniel sabia que algo estava errado. O peso de seus atos o colocava para baixo. Ele sentiu que tinha sido amaldiçoado por Deus. Sua esposa pediu que ele fosse à igreja, e ele tentou. Mas não sentia paz no coração. Dia e noite, ele lutava com a culpa. Daniel se perguntava se Deus algum dia o perdoaria pelo que tinha feito.

– O Céu não é mais para mim – ele lamentou.

O pastor o visitou e ouviu a confissão de Daniel.

– Você deve confessar para a igreja e para Deus – ele disse.
– Pastor, peço a Deus muitas vezes que me perdoe. Mas o peso em meu coração aumenta. Quero me sentir perdoado – Daniel disse.

Daniel seguiu o conselho do pastor e confessou seu pecado para a igreja e para as pessoas a quem prejudicara. Ele pediu para aqueles que havia prejudicado que o perdoassem. Então ele pediu ao pastor o batismo.


Remindo o tempo

Daniel ofereceu a vida a Deus para levar esperança aonde, uma vez, ele havia levado a morte.

– Se for Sua vontade, Deus, estou disposto a trabalhar entre as pessoas que persegui – ele orou.

Hoje, sua espada é a Bíblia, e seu escudo é a fé em Deus. Ele trabalha como pioneiro da Missão Global, plantando uma igreja entre seu próprio povo em uma região não muito longe de onde vivia. Nos primeiros seis meses de trabalho, sete pessoas foram batizadas e mais 20 estão se preparando para o batismo.

Suas ofertas missionárias viajarão até as mais escuras selvas e as maiores cidades para conduzir pessoas a Jesus. Obrigado por fazer a diferença na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo através de suas ofertas missionárias.

* Daniel Batuah vive e trabalha para Deus em um vilarejo perto de Pontianak, Kalimantan, na costa ocidental de Bornéu.


Notícias missionárias

– O povo Dayak vive por toda a ilha de Bornéu. Antes de sua conversão ao cristianismo ou islamismo, os Dayaks eram conhecidos por suas práticas de canibalismo e animismo, incluindo a adoração dos ancestrais e espíritos.
– Em Kalimantan, a parte indonésia da ilha de Bornéu, a Igreja Adventista tem cerca de 8 mil membros, ou seja, um adventista para cada 1.600 habitantes. Os pioneiros da Missão Global constituem uma grande força na evangelização dessa região.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (2° Trimestre 2012)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Um Lugar Para Crescer

Amami Oshima é uma ilha localizada no extremo sul do Japão. É conhecida pelo clima tropical agradável e lindas praias. A despeito dos anos de esforços, tem se demonstrado frustante estabelecer a presença adventista no lugar.

Durante 40 anos, colportores-evangelistas têm viajado da vizinha ilha de Okinawa até Amami Oshima para vender livros e falar de Jesus para as pessoas. Mas poucos japoneses aceitaram.


Verdade no rio

No entanto, a senhora Kazuko recebeu bem os colportores. Ela era cristã, mas conhecia pouco sobre a Bíblia. Queria aprender, porém, estava confusa com tantas igrejas diferentes.

Os colportores lhe mostraram alguns livros e revistas que trouxeram. A Sra Kazuko olhou atentamente para os livros; então, levantou-se e pegou um livro da estante, já deformado e com as páginas grudadas.

– Meu filho encontrou esse livro boiando no rio. – Ela disse. – Ele o trouxe para casa e o secou. Eu já li esse livro e acredito que ele apresenta a verdade.

O colportor olhou o livro e sorriu.

– Esse livro é da Igreja Adventista. – Eles disseram.

E mostraram a ela outro exemplar do livro Caminho a Cristo. A Sra Kazuko pediu para estudar a Bíblia e depois de algum tempo foi batizada. Ela se tornou a primeira adventista da ilha.


Desafio do crescimento

A Sra. Kazuko abriu sua casa para a realização dos cultos e algumas pessoas vieram estudar a Bíblia. Reuniões evangelísticas geralmente faziam aumentar o número de membros. Ocasionalmente, o presidente da Missão visitava os membros, mas sem um pastor regular, a maioria dos membros deixou de frequentar a igreja. Algumas vezes a Sra. Kazuko adorava a Deus sozinha.

Um pastor leigo foi enviado para trabalhar durante um ano e outro veio para ficar dois anos. Durante esse tempo, a congregação cresceu um pouco. Alugaram um salão em um prédio em que havia um restaurante e uma padaria. Finalmente, sentiam que estavam realmente em uma igreja. Mas, quando o pastor foi embora, os membros se esforçavam sozinhos e recebiam apenas uma visita ocasional de um dos pastores da Missão. Parecia que a igreja não passaria de oito ou nove membros.

Em 2005, o Pastor Lee e sua família foram chamados da Coreia para liderar a igreja em Amami Oshima como parte do Movimento Missionário Pioneiro, um programa promovido pela Divisão do Pacífico Norte-Asiático.


O novo começo

Pastor Lee e sua família passaram o ano aprendendo o idioma e a cultura japonesa. Perceberam quão diferente era a cultura japonesa da coreana.

– Os japoneses são muito reservados, – o pastor Lee diz. – Eles mantêm suas crenças para si mesmos e hesitam em invadir a privacidade de seus vizinhos, mesmo que seja para testemunhar do amor de Deus.

Os membros da igreja também foram cautelosos com ele e sua família.

– Ouvimos que os coreanos são trabalhadores e que esperam que outros também sejam esforçados. – Um membro comentou. – Não queremos ser forçados a fazer algo que não nos sentimos confortáveis.

O pastor e sua esposa começaram a demonstrar amor aos membros de várias maneiras. Frequentemente, visitavam cada membro e o tratava como amigo.

– Fazemos todo o possível para demonstrar aos membros que os amamos e que estamos aqui para servi-los em Cristo. – O pastor Lee diz. – Oferecemos cursos de culinária, ensinamos coreano e como fazer massagem. Cada dia oramos individualmente por todos os membros.

Com o tempo, suas orações e esforços começaram a dar resultados. Alguns membros antigos voltaram para a igreja e os membros atuais começaram a convidar seus familiares e amigos para frequentar os programas da igreja. Os membros começaram a perceber que é uma bênção partilhar a fé e amar as pessoas com quem entram em contato, como fez Jesus.

Durante os cinco anos em que o pastor e a Sra. Lee serviram a igreja de Amami Oshima, quinze novas pessoas foram batizadas, e duas pessoas que haviam abandonado a igreja retornaram. Atualmente a igreja tem cerca de 30 membros e muitos outros estão se preparando para o batismo. Não parece muito, mas no Japão quinze membros é algo incomum.


Um novo sonho

Os membros da igreja continuam se reunindo no salão acima da padaria. Mas agora eles têm um novo sonho. Sonham com uma nova igreja no primeiro piso para que todos que desejam possam entrar. A irmã Kazuko, que ajudou a começar a igreja em sua casa, não pode caminhar nem subir as escadas. Ela ficaria muito feliz se pudesse participar dos cultos com essa crescente congregação em sua nova igreja.

Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará os irmãos da igreja de Amami Oshima a conseguir um local de fácil acesso em que as pessoas aprendam que Jesus pode fazer diferença em sua vida.


Notícias missionárias

– O Japão é um dos países mais difíceis de alcançar pessoas para Cristo. A cultura desencoraja as pessoas de se aproximarem das outras para testemunhar de sua fé.
– Cada ano uma família pastoral serve como missionário voluntário ou plantador de igrejas em outro país dentro da Divisão do Pacífico Norte-Asiático. O casal pastoral serve aquele campo por cinco anos. Muitos voluntários têm alcançado sucesso significativo, abrindo novas congregações e fortalecendo as já existentes.
– Parte da oferta do décimo terceiro sábado, no dia 31 de março, ajudará na aquisição de uma igreja onde os irmãos de Amami Oshima possam adorar a Deus e trazer seus amigos para aprender mais sobre Jesus.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (1° Trimestre de 2012) p.78,79

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Lágrimas de Binderya


– Abra! É a polícia!

A ordem repentina assustou Binderya, que correu para junto do pai.

– O que há de errado? – Ela perguntou.

O pai tocou carinhosamente em sua cabeça e sussurrou:

– Vá para sua mãe.

Em seguida, o pai se dirigiu rapidamente até a porta.

Binderya agarrava a saia da mãe, enquanto o pai abria a porta e conversava com os policiais. Um dos policiais pegou o pai pelo braço e insistiu que ele saisse. O pai olhou para a esposa e filha antes que o policial o apressasse a sair.

– A polícia acha que o papai roubou a vaca que ele trouxe para casa ontem. – A mãe sussurrou.
– Mas papai não roubou a vaca, disse Binderya chorando. – Ele nunca faria isso.

Chegou a hora de dormir e seu pai não tinha voltado para casa. Binderya olhou o livro de histórias bíblicas que sua amiga lhe dera. O pai e ela sempre liam juntos. Mas, naquela noite não teve história, pois o pai continuava preso.

Será que nunca mais verei meu pai? Binderya pensou ao deitar na cama dura. Virou para a parede e piscava enquanto as lágrimas caiam de seus olhos, até que adormeceu.

Deus responde a oração do pai

No dia seguinte, o pai voltou para casa.

– Eu não sabia quanto tempo iria ficar na cadeia. – Ele disse – Senti falta de ler a Bíblia com você e me lembrei de quando Jesus ensinou seus amigos a orar. Ajoelhei e orei para que a polícia descobrisse a verdade e eu pudesse voltar para casa. De manhã, a polícia me libertou, dizendo que as pessoas que tinham dado queixa do roubo da vaca, na verdade a tinham vendido no mercado. Sei que Deus ouviu minha oração.

Naquela noite, Binderya e o pai leram outra história bíblica. A família não sabia quase nada sobre Jesus nem sobre Deus até começarem a ler as histórias bíblicas. Agora o pai estava convencido de que são histórias verdadeiras. Afinal, Deus não respondeu sua oração na cadeia?

Dois convites

A família de Binderya se mudou para outra cidade na Mongólia e ela conheceu uma nova amiga chamada Anojin.

– Você gostaria de assistir um programa especial na minha igreja? – Anojin perguntou. – Haverá muito cântico e música.

A mãe de Binderya permitiu que ela fosse e Binderya gostou muito do programa. Ela também começou a frequentar a Escola Sabatina com Anojin. Lá, ela aprendeu novos cânticos e mais histórias bíblicas. Tentou ensinar os cânticos e as histórias para a mãe, mas ela nem sempre conseguia lembrar os detalhes. A mãe sabia que Binderya gostava muito de ir à Escola Sabatina com a amiga.

Quando o pai voltou de uma viagem de trabalho, Binderya contou sobre a Escola Sabatina.

– Você acha que posso ir com você? – ele perguntou com um largo sorriso.
– Oh, sim! – Binderya respondeu.

A partir daquela semana, o pai foi à igreja com Binderya. Mas a mãe não quis ir. Binderya sabia que sua mãe tinha problema na audição e por isso, ela tinha vergonha de estar com as pessoas. Binderya e o pai convidavam a mãe para participar do momento da história em casa, e ela participava.

Algumas pessoas da igreja visitaram a mãe e a convidaram para ir aos cultos com a família. Mas, ela não queria ir. Ela temia que as pessoas da igreja não a aceitassem.

A doença que salvou

De repente, o pai ficou muito doente. Os médicos não tinham certeza se ele iria sobreviver. Binderya orou para que o pai melhorasse. 

– Também preciso orar pelo meu esposo, – a mãe disse. – Posso ir à igreja para aprender a orar?

Binderya abraçou fortemente a mãe.

– Oh, sim! – ela disse.

No sábado Binderya e a mãe foram à igreja juntas. Os membros deram cordiais boas-vindas à mãe de Binderya e demonstraram muito amor. Oraram com ela e também oraram pelo pai durante o culto.

Com o tempo o pai se restabeleceu e se uniu à família para adorar a Deus na igreja. Poucos meses depois, Binderya assistiu o batismo dos pais.

Quando a primeira Escola Adventista da Mongólia começou a funcionar no prédio da igreja, a mãe se ofereceu para limpar a igreja em troca dos estudos da filha. Binderya ajuda a mãe a limpar a igreja depois das aulas. Enquanto limpa pensa como é agradecida porque Jesus é o Rei na vida de sua família.

– Sou grata por minha amiga ter me convidado para ir à igreja – ela diz – Agora papai e eu convidamos muitas pessoas para irem à igreja. Até agora nenhum amigo aceitou o convite, mas confio que um dia eles aceitarão.

Binderya, uma garota de dez anos de idade, está aprendendo a ser líder na escola. Um dia ela será líder na igreja. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará na construção de um centro de treinamento para jovens, assim, a juventude da Igreja na Mongólia poderá ser treinada para a liderança futura. Obrigada por ajudar, com suas ofertas missionárias, o crescimento da igreja na Mongólia.

Notícias missionárias

– A maioria das pessoas da Mongólia segue o budismo ou não tem religião. Os budistas não adoram os deuses, mas sempre se inclinam e oram diante da imagem de Buda no templo. Eles acreditam que precisam realizar boas obras para quando morrer, reencarnarem em situação melhor.
– A igreja precisa treinar os jovens para se tornar líderes. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará na construção de um centro de treinamento para jovens no terreno do acampamento da igreja no interior da Mongólia.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (Jan -2012-p 52,53)