Ótima Oportunidade

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Um Lugar Para Crescer

Amami Oshima é uma ilha localizada no extremo sul do Japão. É conhecida pelo clima tropical agradável e lindas praias. A despeito dos anos de esforços, tem se demonstrado frustante estabelecer a presença adventista no lugar.

Durante 40 anos, colportores-evangelistas têm viajado da vizinha ilha de Okinawa até Amami Oshima para vender livros e falar de Jesus para as pessoas. Mas poucos japoneses aceitaram.


Verdade no rio

No entanto, a senhora Kazuko recebeu bem os colportores. Ela era cristã, mas conhecia pouco sobre a Bíblia. Queria aprender, porém, estava confusa com tantas igrejas diferentes.

Os colportores lhe mostraram alguns livros e revistas que trouxeram. A Sra Kazuko olhou atentamente para os livros; então, levantou-se e pegou um livro da estante, já deformado e com as páginas grudadas.

– Meu filho encontrou esse livro boiando no rio. – Ela disse. – Ele o trouxe para casa e o secou. Eu já li esse livro e acredito que ele apresenta a verdade.

O colportor olhou o livro e sorriu.

– Esse livro é da Igreja Adventista. – Eles disseram.

E mostraram a ela outro exemplar do livro Caminho a Cristo. A Sra Kazuko pediu para estudar a Bíblia e depois de algum tempo foi batizada. Ela se tornou a primeira adventista da ilha.


Desafio do crescimento

A Sra. Kazuko abriu sua casa para a realização dos cultos e algumas pessoas vieram estudar a Bíblia. Reuniões evangelísticas geralmente faziam aumentar o número de membros. Ocasionalmente, o presidente da Missão visitava os membros, mas sem um pastor regular, a maioria dos membros deixou de frequentar a igreja. Algumas vezes a Sra. Kazuko adorava a Deus sozinha.

Um pastor leigo foi enviado para trabalhar durante um ano e outro veio para ficar dois anos. Durante esse tempo, a congregação cresceu um pouco. Alugaram um salão em um prédio em que havia um restaurante e uma padaria. Finalmente, sentiam que estavam realmente em uma igreja. Mas, quando o pastor foi embora, os membros se esforçavam sozinhos e recebiam apenas uma visita ocasional de um dos pastores da Missão. Parecia que a igreja não passaria de oito ou nove membros.

Em 2005, o Pastor Lee e sua família foram chamados da Coreia para liderar a igreja em Amami Oshima como parte do Movimento Missionário Pioneiro, um programa promovido pela Divisão do Pacífico Norte-Asiático.


O novo começo

Pastor Lee e sua família passaram o ano aprendendo o idioma e a cultura japonesa. Perceberam quão diferente era a cultura japonesa da coreana.

– Os japoneses são muito reservados, – o pastor Lee diz. – Eles mantêm suas crenças para si mesmos e hesitam em invadir a privacidade de seus vizinhos, mesmo que seja para testemunhar do amor de Deus.

Os membros da igreja também foram cautelosos com ele e sua família.

– Ouvimos que os coreanos são trabalhadores e que esperam que outros também sejam esforçados. – Um membro comentou. – Não queremos ser forçados a fazer algo que não nos sentimos confortáveis.

O pastor e sua esposa começaram a demonstrar amor aos membros de várias maneiras. Frequentemente, visitavam cada membro e o tratava como amigo.

– Fazemos todo o possível para demonstrar aos membros que os amamos e que estamos aqui para servi-los em Cristo. – O pastor Lee diz. – Oferecemos cursos de culinária, ensinamos coreano e como fazer massagem. Cada dia oramos individualmente por todos os membros.

Com o tempo, suas orações e esforços começaram a dar resultados. Alguns membros antigos voltaram para a igreja e os membros atuais começaram a convidar seus familiares e amigos para frequentar os programas da igreja. Os membros começaram a perceber que é uma bênção partilhar a fé e amar as pessoas com quem entram em contato, como fez Jesus.

Durante os cinco anos em que o pastor e a Sra. Lee serviram a igreja de Amami Oshima, quinze novas pessoas foram batizadas, e duas pessoas que haviam abandonado a igreja retornaram. Atualmente a igreja tem cerca de 30 membros e muitos outros estão se preparando para o batismo. Não parece muito, mas no Japão quinze membros é algo incomum.


Um novo sonho

Os membros da igreja continuam se reunindo no salão acima da padaria. Mas agora eles têm um novo sonho. Sonham com uma nova igreja no primeiro piso para que todos que desejam possam entrar. A irmã Kazuko, que ajudou a começar a igreja em sua casa, não pode caminhar nem subir as escadas. Ela ficaria muito feliz se pudesse participar dos cultos com essa crescente congregação em sua nova igreja.

Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará os irmãos da igreja de Amami Oshima a conseguir um local de fácil acesso em que as pessoas aprendam que Jesus pode fazer diferença em sua vida.


Notícias missionárias

– O Japão é um dos países mais difíceis de alcançar pessoas para Cristo. A cultura desencoraja as pessoas de se aproximarem das outras para testemunhar de sua fé.
– Cada ano uma família pastoral serve como missionário voluntário ou plantador de igrejas em outro país dentro da Divisão do Pacífico Norte-Asiático. O casal pastoral serve aquele campo por cinco anos. Muitos voluntários têm alcançado sucesso significativo, abrindo novas congregações e fortalecendo as já existentes.
– Parte da oferta do décimo terceiro sábado, no dia 31 de março, ajudará na aquisição de uma igreja onde os irmãos de Amami Oshima possam adorar a Deus e trazer seus amigos para aprender mais sobre Jesus.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (1° Trimestre de 2012) p.78,79

domingo, 29 de janeiro de 2012

Voltando a Ser Criança

Parece que Kikue não consegue parar de sorrir.

- Estou tão feliz! - Ela diz. - Tenho noventa e quatro anos de idade, mas me sinto como criança novamente. Descobri o sentido da vida, e é maravilhoso!

Uma Vida Solitária
Kikue vive na ilha de Amami Oshima no sul do Japão. A vida nem sempre foi feliz para kikue. Seu casamento foi problemático. O marido morreu há oito anos e, desde então, ela mora sozinha. Muitos amigos morreram e seus filhos moram longe. Ela se sentia solitária.

Kikue adorava seus ancestrais e orava para eles anualmente nos dias santos. Porém isso era para ela mais um costume do que uma religião. Não lhe trazia paz de espirito.

Dois colportores da cidade vizinha, Okinawa, a visitaram. Ela já havia tido contato com eles havia vários anos e tinha comprado alguns livros. Eles eram tão agradáveis que ela esperava com ansiedade a volta deles.

- Gosto muito quando eles oram por mim antes de se despedir - ela diz.

Sentindo o Amor
- Como já havia feito antes, eles me convidaram para visitar uma pequena igreja adventista na cidade. mas eu sempre recusava. receava que as pessoas não me aceitassem e não aguentaria se me rejeitassem novamente. Ainda não tinha certeza de que devia ir, mas os dois homens gentis me dissera:

- As pessoas vão amar você! Vamos juntos à igreja. Você verá por si mesma que todos a amam.
- Então vamos! - ela disse.

Kikue foi com os colportores à igreja que se reunia no segundo andar de uma padaria no centro da pequena cidade. Ela estava nervosa ao entrar na igreja, temendo que as pessoas a ignorassem  ou rejeitassem.

Eles me acolheram como se fosse um membro da família - ela disse - e me amaram desde o inicio. Eu precisava de amigos que tornassem minha vida mais significativa, e essas pessoas queridas preencheram o vazio do meu coração. senti o amor imediatamente.

Kikue ainda não conhecia muito sobre as crenças dos adventistas, mas sabia que tinha encontrado um porto seguro. Ela apreciou  o amor que sentiu, um amor que é difícil encontrar na sociedade japonesa, onde as pessoas não se aproxima umas das outras. Ela percebeu que tinha encontrado o povo de Deus e Sua vontade para a vida dela. Pouco a pouco, aprendeu quem é Jesus e quanto Ele a ama. Ela estudou a  Palavra de Deus com o pastor coreano e sua esposa, que até recentemente liderava a congregação e trabalhava arduamente para ensinar, através do exemplo, como amar. No ano passado, aos 94 anos, kikue foi batizada no mar, tornando-se a mais nova e a mais idosa dos membros da igreja adventista de Amami Oshima.

Perdoando e Sendo Perdoada 
- Meu casamento não foi fácil e meu esposo não foi fiel a mim. Algumas vezes as lembranças me deixavam depressiva e com insônia. Mas Deus jogou minha raiva e tristeza para longe. Perdoei meu esposo porque Deus me perdoou. e agora tenho paz no coração. Gostaria Jesus enquanto meu marido vivia. Talvez, ele também tivesse conhecido Jesus.

Hoje , a igreja e os membros são a vida de Kikue. Ela tem uma nova família que a ama e se importa com ela. Uma das formas que ela demonstra gratidão é preparar os pratos mais deliciosos nos jantares da igreja.

- Sinto-me segura na igreja e cheia de alegria quando os membros me cumprimentam e visitam minha casa durante a semana - ela diz

A igreja em Amami é pequena, mas está crescendo. Há alguns anos, só havia oito membros. atualmente, mais de 40 membros e muitas visitas tentam se acomodar em uma sala no andar superior que chamam de igreja.

- Tenho 95 anos, sou o membro mais idoso da igreja Amami - Kikue acrescenta. - Mas me sinto jovem. Talvez porque sou bebê em Cristo.

As pessoas que conhecem Kikue há mais anos notam que ela mudou. Parece mais jovem e feliz.

- eu concordo que encontrei o segredo da juventude e da felicidade. É Jesus! Convido meus amigos para aprender mais sobre Ele, mas eles se mostram indecisos. Tento ser paciente. Afinal de contas, demorei 20 anos para encontrar o povo de Deus.

A pequena igreja em Amami , Japão, pode crescer mais rapidamente se for encontrado um local mais acessível. As escadas são o desafio para os membros mais idosos e alguns não podem frequentar, por ser muito difícil subir. Neste trimestre, parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a encontrar um local mais apropriado e acessível para adorar nessa igreja em crescimento no sul do Japão. Obrigado por sua oferta para que outras pessoas possam encontrar a Jesus.

Resumo Missionário
O Japão é um país localizado numa ilha na costa leste da Península Coreana. A maior cidade do mundo, Tókio, está no Japão. É uma cidade moderna com muitos prédios altos.
Cerca de 35 milhões de pessoas vivem na área metropolitana de Tókio
Os japoneses são profundamente tradicionais e se sentem obrigados a celebrar os festivais religiosos antigos, incluindo adoração aos ancestrais. Mas não são muito ligados à religião. Somente quatro pessoas em cada 100 habitantes são cristãs. Há apenas um adventista para cada 8.300 habitantes.

Fonte: Lição da Escola Sabatina (jan-fev-mar 2012) p.65-66
Imagem: luzdaserra.com