Ótima Oportunidade

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Uma Igreja em Crescimento


Vovó Anna apertou a mão de seu neto, Roman, e usou a mão livre para ajudar a manter o equilíbrio enquanto andavam pela estrada escorregadia por causa da chuva. Ela andava o mais rapidamente que podia, com suas pernas cansadas. 

Finalmente, alcançaram a esquina e entraram em um pátio enlameado. Ouviram pessoas no andar principal cantando com alegria, porém, a vovó estava triste, pois estavam atrasados.

O ritmo do coração desacelerou enquanto, com o neto, se dirigiu até a porta, onde havia um grupo de crianças em pé. Isso indicava que os assentos dentro da igreja-casa estavam ocupados. Ficaram na porta por alguns minutos e, em seguida, ela se virou a fim de voltar para casa. Ela e Roman perderiam o culto. Não havia vagas. “Amanhã”, pensou, “tentaremos novamente.”

Ótimo problema
Vovó Anna é uma romani – cigana – que vive no sudoeste da Bulgária. A cidade tem grande população de ciganos e, há vários anos, alguns ciganos se tornaram adventistas.

Eles participavam dos cultos com a congregação búlgara e compartilhavam as descobertas do amor de Deus com outros membros da comunidade cigana. O número de membros romani cresceu e eles expressaram o desejo de formar sua própria congregação.Com a ajuda da Missão, alugaram o primeiro andar de um prédio e o reformaram para servir como igreja.
A congregação romani continuou crescendo e hoje tem mais de 70 membros. Essa quantidade de pessoas já lotaria qualquer casa, mas o número de visitantes supera o número de membros. Os assentos são disputados como prêmio a cada culto. Hoje, cerca de 160 pessoas, entre membros e amigos, buscam a bênção de Deus e adoram aos sábados e quase todos os dias durante a semana.

Atualmente, a casa está em reformas, para dar espaço para os fiéis. As cadeiras ficam enfileiradas com espaço que mal cabe os pés. Quando a igreja fica lotada, mais cadeiras são adicionadas no estreito corredor. Quando o clima permite, as crianças se reúnem no pátio, para que os adultos assistam o sermão pelo circuito interno de TV na sala das crianças. Ainda assim, alguns ficam do lado de fora, captando apenas trechos do culto divino através de uma porta ou janela aberta.

Às vezes, os vizinhos do andar de cima reclamam quando são despertados pelos cânticos de louvor às 9h do sábado. No pôr do sol de sexta-feira, os vizinhos se dizem impedidos de ver televisão. Assim, o grupo canta mais suavemente.

Muitas crianças não vão à igreja simplesmente porque não há espaço para elas. Às vezes, elas vão e encontram a sala das crianças cheia de adultos. Assim, são obrigadas a voltar para casa. Os adultos não gostam da situação, pois entendem que as crianças são importantes para a família de Deus.

A congregação romani está ansiosa para compartilhar sua fé com seus companheiros ciganos. Todos desejam um local maior para receber as pessoas. Mas não ganham muito dinheiro trabalhando como costureiras, garis e na construção civil. Outros não têm emprego devido à economia frágil. Por isso, só conseguem pagar o aluguel do prédio que agora ocupam.
Incansável interesse
“Os romani formam uma comunidade muito unida”, diz o pastor Stefan. “Quando eles aceitam Jesus, compartilham a fé com outros e o número de pessoas que decidem vir à igreja explode literalmente.” “Muitos visitantes vêm para adorar conosco. Mesmo quando os membros disponibilizam os assentos, a igreja fica lotada,” acrescenta. “Se tivéssemos uma igreja, a quantidade de membros cresceria e teríamos espaço para todos.”

“Gostaríamos de fazer reuniões evangelísticas, mas simplesmente não temos espaço para acomodar as pessoas”, diz ele. “Por enquanto, temos de nos concentrar naqueles que estão chegando.”

A igreja organizou pequenos grupos que se reúnem no sábado à tarde para estudar a Bíblia e alcançar a comunidade. “Gostaríamos de ter dois cultos, mas os ciganos são tão empenhados em estar na igreja que ficariam para o segundo culto, mesmo que fosse exatamente como o primeiro”.

“As pessoas não desistem,” o pastor Stefan continua. “Essas pessoas não se cansam de conhecer a Palavra de Deus. Sempre que há um culto, elas vêm. No inverno tivemos cultos todas as noites da semana.”

Essa comunidade de irmãos é apenas uma das dezenas de comunidades ciganas na Bulgária. Eles enchem as igrejas e, muitas vezes, ficam do lado de fora para ouvir a Palavra de Deus. Neste décimo terceiro sábado, poderemos ajudar no crescimento da igreja na Bulgária. Parte da oferta ajudará a construir uma igreja para a comunidade  cigana da cidade. Antecipamos nossos agradecimentos por ajudar a obra de Deus nesse terreno fértil de Sua vinha.
Resumo missionário
• Os romani, um grupo de ciganos, estão em toda a Europa, na América do Norte e do Sul. Formam uma comunidade muito unida e falam sua própria língua, chamada romani, que inclui vários dialetos.
• Os ciganos já foram seminômades, mas agora se instalaram em comunidades dentro ou perto das cidades. Eles mantêm uma cultura unida. Uma vez que um romani se torna cristão, as barreiras de separação se rompem e muitos o seguem.
• Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir uma igreja para o povo romani na cidade de Blagoevgrad, Bulgária.
Fonte: Lição da Escola Sabatina

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Os Meninos da Aldeia

Christof tem 13 anos, mora com os pais e dois irmãos em uma área rural no centro de Portugal. Eles se mudaram para uma nova casa há alguns anos e os pais são seus professores em casa.

Viver no campo representou uma experiência nova para Christof e seus irmãos. Eles aprenderam a trabalhar na agricultura, semear, cultivar e ver crescer o próprio alimento. Também aprenderam a criar galinhas e dirigir um trator por terrenos rochosos.

Certo dia, Christof viu seu vizinho idoso, Antônio Lopez, pastoreando cabras. Christof ficou intrigado com as cabras e desejou criar algumas. Porém, não sabendo muito sobre cabras, procurou se informar.

Christof ajudou a cuidar das cabras de Antônio e recebia dele conselhos, sempre que precisava de ajuda no cuidado do pequeno e próspero rebanho. Eles falavam sobre cabras todos os dias e logo se tornaram amigos íntimos.

Além das cabras
Certo dia, Christof perguntou a Antônio: “Você acredita em Deus?” “Sim”, respondeu o senhor idoso. “Acho que sim.”

Ao notar que Antônio não sabia ler, Christof se ofereceu para levar sua Bíblia e ler.

“Isso seria bom”, concordou Antônio. A partir daquele dia, sempre que Christof visitava Antônio, levava a Bíblia e lia para o amigo.

“Qual é sua religião?”, Antônio perguntou certo dia. “Somos adventistas do sétimo dia”, respondeu o menino. “Observamos o sábado como dia especial de adoração a Deus.”

“Oh, eu conheço o sábado!”, disse Antônio. “Minha avó me falou sobre isso quando eu era criança.” Christof ficou surpreso e satisfeito. Desde que a família havia se mudado para Portugal, ele não tinha encontrado ninguém que tivesse ouvido sobre os adventistas nem sobre o sábado.Mais tarde, ele contou aos pais o que Antônio tinha falado.

Certo dia, Christof convidou o amigo para ir à igreja com sua família. Mas a igreja ficava longe, a estrada era irregular e distante, era uma viagem muito difícil para um idoso. Então, aos domingos, Christof e a família o visitavam para estudar a Bíblia. Às vezes, o pastor também participava das visitas.

Em pouco tempo, toda a aldeia ficou sabendo que Christof estava lendo a Bíblia para Antônio. Marie-Elise, vizinha de Antônio, também não sabia ler e desejou que Christof lesse a Bíblia para ela. De fato, a maioria dos moradores antigos não sabia ler e desejou que o menino lesse a Bíblia para eles.

Quando Christof não estava fazendo tarefa escolar, ajudando em casa, cuidando das cabras, lendo para Antônio ou Marie-Elise, aproveitava o tempo conhecendo outros vizinhos e fazendo novos amigos. A maioria das pessoas que vive na comunidade é idosa. Christof e os irmãos são as únicas crianças. Os aldeões passaram a amar aquelas crianças cheias de energia, educadas e atenciosas, que se ofereciam para ajudar a trabalhar no jardim, cuidar dos animais ou fazer outras tarefas que os idosos já não conseguem. Christof e seus irmãos se tornaram os netos da aldeia.

Compartilhando a Palavra
A família de Christof queria fazer mais do que apenas ler a Bíblia para os moradores.
Então planejou realizar uma série de estudos bíblicos, durante uma semana. Todos na aldeia compareceram. Após aquela semana de estudos, a família e, às vezes, o pastor realizavam reuniões semanais em uma das residências da vila.

As pessoas dos vilarejos vizinhos ouviram falar das reuniões e também quiseram ouvir a mensagem. O irmão de Antônio, que vive do outro lado da montanha, convidou a família de Christof para ir à sua aldeia. Atualmente, três pequenos vilarejos têm pequenos grupos que se reúnem regularmente para estudar a Bíblia e aprender do amor de Deus. 

Alguns moradores começaram a guardar o sábado. O amor de Deus se espalha nas montanhas do centro de Portugal. Embora a maioria das pessoas nessa região se oponha a novas ideias e novas religiões, muitos aceitam a mensagem do amor de Deus; uma mensagem que começou com um menino, um idoso e algumas cabras.

Resumo missionário
• Portugal é um país situado no sudoeste da Espanha, na Península Ibérica, e tem o litoral banhado pelo Oceano Atlântico. Sua capital e maior cidade é Lisboa.

• A língua oficial é o português, que também é falado no Brasil e dois países da África, bem como várias ilhas dos oceanos Atlântico, Pacífico e pequenas concentrações asiáticas.

• Os portugueses refletem uma diversidade de culturas. Nas últimas décadas,  imigrantes da África, Brasil e Ásia, deram ao país um caráter ainda mais multicultural.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (3° Trimestre 2013)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Compartlhando Talentos

Isabel segurou o telefone com força junto ao ouvido, a fim de que pudesse ouvir melhor. Do outro lado da linha estava seu ex-chefe, gerente de um banco em uma pequena ilha na costa ocidental da África. “Tenho uma amiga, Cleria, que está muito doente. Ela precisa de um lugar para ficar enquanto recebe cuidados médicos em Portugal”, informava o ex-chefe. “Você pode ajudá-la?”
“Farei o que puder”, respondeu Isabel.

O bancário informou sobre a chegada de Cleria e Isabel prometeu buscá-la no aeroporto. Isabel desligou o telefone e olhou a pequena sala de estar. O humilde lar em que ela, o marido e cinco filhos viviam já estava cheio de pessoas, mas ficou feliz porque os filhos estavam dispostos a dividir a cama com os irmãos. Então, tratou de limpar o quarto dos meninos para dar espaço à hóspede.

Poucos dias depois, Isabel recebeu Cleria e a levou ao hospital. A respiração difícil da nova amiga era evidente, mesmo quando estava em meio ao barulho do tráfego do meio-dia. “Logo chegaremos ao hospital”, dizia Isabel, enquanto Cleria, cansada, assentia.

Horas mais tarde, Isabel pagou o tratamento e os medicamentos de Cleria. Em seguida, foram para casa e ali indicou o quarto em que a visitante devia descansar. Enquanto Isabel preparava o jantar, as filhas arrumavam a mesa e os filhos organizavam o local para dormir na sala de estar. Todos trabalhavam em silêncio para não perturbar a hóspede.

Após o jantar, Isabel convidou Cleria a juntar-se à família para o culto da noite. Isabel explicou que ali todos estudavam a Bíblia, faziam os cultos do início e fim do dia e frequentavam a igreja aos sábados. Agradecida por ter uma casa para ficar, com prazer, Cleria participou do culto.

Outro Espírito
Cleria permaneceu com a família de Isabel durante seis semanas. Então, contou que tinha parentes em Portugal, os quais queriam hospedá-la para que experimentasse um tratamento com um curandeiro tradicional. “Eles acham que os medicamentos não estão funcionando”, disse baixinho. “Insistem que eu fique por uma semana para que possam explorar outros tratamentos.”

“Outros tratamentos?”, Isabel perguntou incomodada. Ela sabia que não podia forçar Cleria a ficar com ela, mas sabia que os curandeiros tradicionais africanos eram feiticeiros... Infelizmente, Isabel teve que dizer adeus a Cleria.

Uma semana depois, Cleria voltou. “Como estão os tratamentos?”, perguntou Isabel. “O Espírito presente em sua casa não permite que os curandeiros me tratem”, respondeu Cleria. Isabel sentiu calafrio na espinha. “Então”, pensou, “Cleria está se tratando com um feiticeiro.” “O espírito na minha casa é o Espírito Santo”, Isabel disse com firmeza. “Ele não permite que os espíritos malignos habitem onde Ele habita.”

“Tenho que voltar para a casa do meu parente”, Cleria disse, “não me sinto à vontade
com o Espírito daqui.” Isabel suspirou e ajudou a amiga a empacotar as coisas. “Vamos orar por você enquanto estiver fora”, disse. Isabel e a família colocaram Cleria nas mãos de Deus, pedindo que Ele a protegesse dos maus espíritos e que ela aceitasse a cura de Jesus, o grande Médico.

Legado permanente
Algumas semanas mais tarde, Cleria voltou para a casa de Isabel. Ela continuou os tratamentos no hospital e participou do culto familiar até que seu visto expirou e ela teve que voltar para casa. Cleria aceitou a Bíblia e alguns livros que Isabel lhe ofereceu. Ela prometeu lê-los.

Poucos meses depois, Cleria escreveu que havia aceitado Jesus como Salvador e estava se preparando para o batismo. Ela usava os livros em um pequeno grupo de estudos que se reunia na casa dela. Depois, informou que seu filho havia se tornado adventista.

Um ano depois, Isabel soube da morte de Cleria. “Suas últimas palavras para a família foram: ‘Sejam fiéis a Deus’”, diz Isabel.
“Estou feliz por que compartilhamos nossa casa com ela; assim pude ensinar o amor de Deus e orar em favor dela. Nossas orações foram respondidas. Agora, aguardamos o momento em que nos encontraremos no Céu.”

Os dons
Isabel usa o dom da hospitalidade para levar outros a Jesus. Outros membros de sua pequena congregação, perto de Lisboa, Portugal, compartilham seus dons de ensino, evangelismo e línguas para conduzir as pessoas ao Salvador. Esses dons ajudam no crescimento da congregação que se reúne em um pequeno salão alugado.

Esse ministério na comunidade também cresce e eles precisam de espaço para se organizar e servir com eficiência à comunidade.

Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir um centro comunitário e igreja, de modo que a congregação tenha um local permanente e possa ministrar mais efetivamente. Agradecemos as doações.

Resumo missionário
• Isabel é membro de uma igreja composta quase inteiramente de imigrantes. Eles dirigem um centro comunitário, distribuindo alimentos, roupas e utensílios domésticos para os mais necessitados. Cada pacote de comida doado inclui um folheto ou um livro para incentivar o destinatário a conhecer Jesus.

• Um centro comunitário maior, incluindo uma igreja, ajudará a comunidade adventista a servir melhor aos seus vizinhos imigrantes. Parte da nossa oferta do décimo terceiro sábado ajudará a concretizar esse projeto.

Fonte: Lição da Escola Sabatina (3° Trimestre 2013)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A Imigrante Obstinada

Elena bateu com força na porta da igreja. Quando os dedos ficaram feridos, começou a usar o punho. A frustração crescia em seu coração. “Fiz todo esse trajeto desde Paris para o culto e a igreja está fechada!”, pensou. Deu um passo para trás e procurou uma placa que identificasse a igreja, mas nada encontrou. O prédio estava em más condições. Talvez o endereço não fosse aquele.

Vagarosamente, Elena retomou o caminho para o metrô e voltou para o apartamento que dividia com os parentes. “Quem sabe na próxima semana eles voltarão de onde quer que tenham ido”, disse para si mesma.

Mistério da Igreja Vazia
Elena havia se mudado, havia pouco tempo, para Paris, por causa do emprego do marido. De volta ao apartamento, conferiu na internet o endereço da igreja e viu que tudo estava certo. No sábado seguinte, ela fez o mesmo trajeto por ônibus e metrô até o mesmo prédio. Mais uma vez, bateu na porta e não obteve resposta. Frustrada e irritada, murmurou para si: “Não acredito nisso! O que fiz de errado?”

Voltou ao terminal e esperou o ônibus seguinte. Depois pegou o metrô em direção ao centro de Paris. Embora estivesse chateada por não haver encontrado ninguém na igreja, seu temperamento russo a ajudou a ficar mais determinada a encontrar uma igreja adventista na cidade. Afinal, essa foi a única instituição religiosa que já tinha frequentado e ansiava pelo companheirismo e calor que ela e o marido encontraram na pequena congregação quando estavam em Portugal.

Elena caminhou pela praça, cruzando com empresários, compradores e casais. Sentia saudade do marido, cujo emprego o mantinha em outra cidade na França. O desapontamento brotou em seu coração. Ela pensava no pastor Agosto, primo de seu marido, que foi o primeiro a convidar o casal para visitar a igreja. A princípio recusaram. Depois, decidiram aceitar o convite por cortesia. Mas em pouco tempo já se sentiam parte do pequeno grupo de irmãos.

“Você Não Pode Entrar”
De repente, Elena parou. Uma placa chamou-lhe a atenção. Nela estava escrito: “Igreja Adventista do Sétimo Dia”. A alegria borbulhou em seu coração e ela percebeu que o prédio aparentemente empresarial era, na verdade, uma igreja.  Subiu as escadas correndo e empurrou a porta. Um homem abriu a porta um pouco e falou algo em francês. Ela não era fluente nesse idioma, mas pelo gesto, entendeu que a entrada não era permitida.

Elena franziu a testa. Como poderia aquele homem dizer que ela não podia entrar? Elena esticou os olhos para observar o interior da igreja. Pessoas carregavam jarros com água e toalhas. Ela ficou confusa; percebeu que havia africanos. Seu marido era africano e ela se considerava parte da família. Tudo que ela queria era estar com a família, mesmo que não entendesse o que falavam. Aborrecida e triste, Elena se afastou da porta e desceu a escada. Tomou o metrô e foi para casa.

Finalmente, Uma Igreja
Consultado por Elena, o pastor Agosto ouviu calmamente e prometeu verificar o que havia acontecido. Então, telefonou e disse que a primeira igreja estava fechada e a segunda estava celebrando a Santa Ceia. “Provavelmente, por motivos de segurança, eles têm um limite para o número de pessoas no salão,” disse. Em seguida, o pastor Agosto deu o número de uma igreja de fala portuguesa em Paris. “Ligue para lá e os irmãos receberão você”, ele sugeriu.

Elena ligou para o pastor e imediatamente foi convidada para visitar a igreja no sábado seguinte. Ela foi bem recebida e escolheu um lugar para sentar-se. Finalmente, estava sentindo-se em casa! Descanso, paz, integração. Começou a estudar a Bíblia e compartilhar o que aprendia com o marido. Ele viajava até Paris para acompanhá-la aos cultos. Em pouco tempo estavam preparados para o batismo.

Elena e o marido voltaram para Portugal e continuaram a frequentar a pequena igreja acolhedora perto da casa em que moram. Nessa pequena igreja eles foram batizados. “Naquele tempo de solidão, percebi que precisava de Deus,” ela diz. Por causa do emprego do marido, o casal fica separado durante algum tempo, mas ela encontra conforto em Deus e se mantém ocupada nas atividades da igreja. Na verdade, ela é uma forasteira vivendo na mais absoluta paz.

A pequena congregação cresceu e já não cabe no salão alugado. Eles precisam mudar para um prédio maior, um lugar exclusivo, para o qual não precisem pagar aluguel. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir uma igreja de imigrantes.

Resumo Missionário
• Lisboa, capital de Portugal, tem uma população superior a meio milhão de pessoas.
• Grande número de imigrantes, a maioria africana, reside na região de Lisboa. Durante a crise econômica, muitos deles lutam para encontrar trabalho para poder sustentar a família.
• Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir um centro comunitário que incluirá uma igreja.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (3° Trimestre 2013)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

“Tive Fome... Você Me Alimentou”

Maria Santos, de Portugal, sorriu e cumprimentou a pequena multidão de imigrantes que se reuniam em frente à igreja adventista. Ela abriu a porta e os convidou a entrar. Em seguida, subiu correndo as escadas para abrir as salas que serviam como centro de serviços comunitários da igreja.

Uma van parou na entrada e dois homens descarregaram pão e verduras doados por um mercado e uma mercearia. O homem levou o alimento pelas escadas, até onde duas mulheres faziam a seleção dos produtos.

O centro de serviço comunitário ocupa duas salinhas e o pátio de entrada da igreja. Em uma das salas estão as prateleiras que cedem sob o peso dos enlatados de frutas e verduras, massa e leite em pó. Dois freezers abrigam alimentos congelados e uma geladeira guarda iogurte. Pendurados perto do teto estão casacos, suéteres e outros agasalhos. O inverno está se aproximando. Perto do corredor, alimentos perecíveis ocupam as mesas. Eles precisam ser distribuídos no mesmo dia, ou estragam antes de ser usados.

Fome e Frio
Impedida de andar depressa por causa da artrite, uma senhora sobe vagarosamente as escadas. Ela sorri para a recepcionista que a convida a sentar e conversar enquanto Maria preenche as sacolas dela. “Como está o neto”, a recepcionista pergunta, “e seu marido?” “O Toninho está bem”, a mulher responde. “Mas meu marido está incomodado por causa do frio. Posso levar um suéter para ele?”, ela pergunta, olhando as roupas na sala próxima.

A mulher escolhe um suéter do tamanho apropriado ao marido. Em seguida, alguém a ajuda a descer as escadas. Lá embaixo, ela esperará o retorno da van na qual irá para casa. As três sacolas estão pesadas e a caminhada é longa.

Um homem se aproxima e fala em tom baixo e tímido. Ele não costuma ir ao centro buscar alimento, mas a esposa está doente e ambos estão passando fome. A senhora empacota rapidamente alguns alimentos, olha o paletó surrado e pergunta se ele precisa de um suéter ou um casaco. “Não tenho casaco”, responde, envergonhado. Então, escolhem um casaco quente, ele aceita, agradece à senhora e começa a descer as escadas.

A fila cresce e diminui com o passar das horas. Antes do fim do dia, dezenas de famílias são ajudadas, a maioria composta de imigrantes que sobreviverão por mais uma semana.

O esposo de Ana* tinha emprego, mas o salário era muito baixo para prover as necessidades de uma família de quatro pessoas. Eles foram forçados a se mudar para a casa da avó de Ana, que tem apenas um cômodo. Eles vêm em busca de alimento para ajudar no orçamento familiar. Maria coloca um livro ou revista em cada sacola, incentivando-os a confiar em Deus. Ana gosta tanto do alimento físico quanto do espiritual.

Gertrudes é viúva e mora em uma pequena casa perto da igreja. Sua pensão não cobre as necessidades mensais. Quando ela foi à igreja pedindo ajuda, fez amizade com as senhoras. “Sempre conversamos sobre Deus”, diz Maria. O pastor conheceu Gertrudes e a visitou em casa. Ofereceu estudo bíblico e ela aceitou, gostou do curso e começou a frequentar a igreja. Gertrudes foi batizada e hoje é feliz em sua nova família em Cristo.

Muitas Mãos
Maria não trabalha sozinha. Muitos a ajudam, incluindo alguns não adventistas que acreditam na missão da igreja. Depois de alguns meses, uma senhora voluntária começou a frequentar a igreja. Outra participa do curso de culinária.

Quando o centro é aberto, o pastor lá está, conversando com as pessoas, oferecendo incentivo e ajuda espiritual. 

“Muitos vêm ao centro à procura de alimento, mas também precisam de alimento espiritual”, Maria diz.
 Ela e sua equipe trabalham arduamente para atender as necessidades físicas e espirituais. “Esta é a obra de Deus. Precisamos de instalações mais adequadas para ajudar mais pessoas. Oramos por um novo centro comunitário que será muito útil para as pessoas nas comunidades que servimos.” Maria seleciona alguma literatura e livros infantis para as crianças. “Lembro-me do que Jesus diz: ‘Tive fome, e Me deste de comer’.” 

Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir um centro comunitário maior e uma igreja nessa comunidade de imigrantes perto de Lisboa, Portugal. Agradecemos por ajudar a igreja a ser as mãos e o coração de Deus para as pessoas dessa comunidade.

*Pseudônimo

Resumo Missionário
• Os imigrantes são maioria em várias comunidades perto de Lisboa, Portugal. Em uma economia decrescente, essas pessoas descobrem a dificuldade de sustentar a família. Mas estão abertas para ouvir o evangelho de Cristo.
• A igreja em Portugal apoia os centros de serviços comunitários nesses locais. Eles abrem as portas para o evangelismo e levam os famintos até Jesus.
• A construção de uma sede para esse centro comunitário e uma igreja no coração dessa região irão ajudar para que muitos encontrem alimento físico e espiritual, além de novos amigos em Cristo.

Fonte: Lição da Escola Sabatina (3° Trimestre 2013)

Reviravolta

Josef era um adolescente problemático. Seu pai insistia para que ele e o irmão fossem à igreja. Ele ia contra a vontade e gostava de deixar isso bem claro. Não prestava atenção e, algumas vezes, discutia com os membros.

Fora da igreja, por qualquer motivo se irritava com as pessoas e, na rua, se envolvia em brigas com gente desconhecida. Há dois anos, a igreja promoveu um acampamento jovem e todos esperavam que Josef e o irmão fossem. Porém, ele deixou bem claro que não queria ir, embora desejasse conhecer alguma garota. Ele tinha dificuldade de falar com garotas, mas queria fazer amizade com elas. Por isso, acabou decidindo participar.

No acampamento, havia três cultos diários. O pastor falava sobre pessoas que conheceram Deus e foram transformadas. Josef não admitia, mas essas histórias o impressionavam. Ele chegava a perguntar a si mesmo se, caso desse uma chance a Deus, a dificuldade para se aproximar das garotas acabaria. Frustrado, Josef saiu do culto e foi ao banheiro.
 
Ali, trancou a porta e orou. Pediu perdão a Deus por todos os problemas causados e suplicou ajuda Surpreendeu-se de que tivesse tomado essa atitude, mas repentinamente, sentiu-se inundado pelo perdão divino e chorou.

Na tarde seguinte, enquanto caminhava pela praia, aproximou-se de uma garota a quem conhecia de vista. Nunca havia conversado com ela, mas quando percebeu, estavam conversando havia quatro horas!

Os amigos reconheceram que algo o estava transformando, algo muito importante. Josef não entrou em muitos detalhes, mas sabia que Deus havia respondido à oração. Ele tinha transformado sua vida

Espalhando o Amor
Ao voltar do acampamento, Josef não queria perder o que encontrou com Deus. Por isso, continuou orando e lendo a Bíblia. Quando encontrava pessoas com quem havia brigado, as tratava de maneira diferente: sorria e as cumprimentava. Mas Deus o levou a um passo adiante e o incentivou a falar que as amava. E ele assim o fez. Pediu perdão a Deus pelo que havia feito a elas e decidiu pedir perdão às pessoas magoadas. A princípio, elas não acreditavam, mas ao perceber a verdadeira transformação, passaram a aceitar o pedido de perdão.

Josef pediu desculpas aos professores pelo seu desrespeito em sala de aulas e também pediu perdão a seus colegas, amigos, irmãos e pais. Todos perceberam que ele estava diferente. 

Certo dia, dois adolescentes furiosos da cidade o ameaçaram. Em outros tempos, ele teria sucumbido à provocação. Mas, Josef sorriu e disse: “Vocês pensam que são perdedores, mas aos olhos de Deus, vocês são especiais.” Os garotos ficaram impressionados! Por isso, Josef continuou falando. Ele os convidou para o programa de jovens da igreja. Um deles aceitou o convite.

Alcançando Corações
Josef, o irmão e mais dois garotos organizam cultos para os jovens da igreja. Convidam amigos através do Facebook e de outras redes sociais. Eles planejam os cultos pensando nos jovens de sua idade e nos desafios que eles enfrentam.

A igreja tinha pouco mais de 25 membros e a maioria deles é idosa. Mas graças a Deus e às orações, hoje a igreja tem 70 membros e a maioria é jovem. Alguns se aproximam para falar de seus problemas com as famílias, vícios em drogas e até pensamentos suicidas.Josef tenta aconselhar quanto pode. Logo ele, que sempre precisou de aconselhamento! 

Ao se aproximar o período de provas, ele teve que interromper os aconselhamentos e as pregações. Os exames determinariam não apenas a formatura, mas o ingresso na Universidade. Josef nunca foi bom aluno, mas estava decidido a ser. Com a ajuda de Deus, faria o melhor para honrar Seu nome. Então, graduou-se e dedicou a vida para servir a Deus. “Vejo o poder de Deus que transforma vidas. Senti esse poder na minha vida. Quero compartilhá-lo com todos”, ele diz. 

O seminário frequentado por Josef, localizado na República Tcheca, iniciou as atividades graças às ofertas arrecadadas no décimo terceiro sábado anos atrás. Por isso, ele agradece as ofertas e as orações. Elas estão sendo muito úteis.

Resumo Missionário
• Durante a época do comunismo, os jovens adventistas se encontravam secretamente para estudar a Palavra de Deus e se preparar para o ministério. Eles não tinham oportunidade de frequentar um seminário e obter esse preparo.
• Há alguns anos, parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudou a comprar um terreno e fundar um Seminário Adventista na República Tcheca. Desde então, o seminário cresce e treina jovens, experientes pastores e obreiros bíblicos para um trabalho eficaz para Deus naquele país. Obrigado pelas doações que permitem que o amor de Deus seja propagado.

Fonte: Lição da Escola Sabatina (3° Trimestre 2013)

terça-feira, 16 de julho de 2013

A Rota da Felicidade

À semelhança de muitos jovens tchecos, Jana cresceu em uma família que não tinha raízes religiosas nem orientações espirituais. Na adolescência, ela frequentava danceterias com as amigas e, mais tarde, elas começaram a participar de festas Techno. Chegaram até a experimentar drogas, mas mentiam para que seus pais não se preocupassem.

Jana se formou no Ensino Médio e foi fazer faculdade em outra cidade. Lá, conheceu três colegas cristãs. Uma delas era adventista. As garotas ficaram amigas e Jana se perguntava por que elas pareciam tão felizes. Não fumavam, não bebiam nem frequentavam danceterias. E pareciam desfrutar a vida. 

Alena, a garota adventista, era especial para Jana, pois alguma coisa nela cativou sua admiração. Ela se perguntava se a amiga podia ser feliz sem drogas e álcool. Jana parou de frequentar discotecas e baladas, mas foi difícil parar de fumar e beber. Embora seu estilo de vida fosse um pouco diferente do estilo das amigas cristãs, Jana se sentia à vontade com elas, por isso continuaram sendo grandes amigas. Elas compartilhavam a fé, Jana ouvia, mas não estava preparada para mudar tão radicalmente de vida.

Novo Capítulo
O período de estudos, naquela localidade, terminou. Jana e Alena decidiram continuar os estudos em outra cidade da República Tcheca e decidiram dividir o apartamento. Em Brno [Bârnou], Alena começou a frequentar o programa dos jovens, chamado INRI Road. Convidou Jana para ir e lhe garantiu que não se tratava de uma igreja tradicional. 

Jana foi ao programa e ficou impressionada. Ela gostou de cantar e do ambiente caloroso. Assim, decidiu fazer parte do grupo. Fez vários amigos e começou a participar das atividades: jogos noturnos, cultos de oração, debates bíblicos. Tudo para ficar ao lado desses cristãos. 

Jana passava muito tempo com Alena e seus novos amigos da INRI Road. Quando Alena a convidou para estudar a Bíblia, ela aceitou. O cristianismo era algo novo para ela, por isso, foi necessário começar desde o princípio.

Um ano depois, Jana percebeu que deveria tomar uma importante decisão. Ela queria entregar o coração a Jesus, mas amava seu namorado e não desejava romper o relacionamento. Então, convidou-o para frequentar os programas do INRI Road e ele começou a participar dos eventos esportivos, embora não quisesse envolvimento com o cristianismo.

Jana relutou muito entre o novo amor por Deus e o amor pelo namorado. Depois de muita oração e pranto, escolheu Jesus.

Resistência Inesperada
Além de terminar o relacionamento, Jana abandonou o fumo e o álcool. Mas, para sua surpresa, seus pais não aceitaram sua decisão de se tornar cristã. Eles cresceram ateus e era difícil para eles entender que a filha desejasse ser cristã. Não conheciam os adventistas e receavam que fosse alguma seita.

Jana ficou firme, foi batizada, continua frequentando o INRI Road e se tornou líder em um dos grupos de oração. Ela também liderou um grupo de debates chamado Face to Face [Face a Face], que convidava empresários cristãos ou líderes comunitários e entrevistava sobre maneiras de se ter uma vida cristã em um mundo secular. Esse foi um grupo destinado aos alunos não cristãos.

Lentamente, os pais de Jana aceitaram sua rotina cristã. Eles perguntam sobre as atividades da igreja. Recentemente, Jana e a mãe conversaram sobre sua vida antes e depois do cristianismo. Hoje, a mãe dela concorda que a vida cristã está muito melhor.
“INRI Road foi um divisor de águas na minha vida, uma reviravolta dos meus conceitos”, diz ela. “Provavelmente não entraria em uma igreja tradicional, mas INRI Road não é tradicional. Essa igreja atende às necessidades dos jovens, muitos dos quais, como eu, nunca ouviram falar de Cristo.”

“Os amigos que fiz, nos momentos descontraídos e espirituais, fizeram um grande impacto na vida. Percebi que os jovens podem ser felizes sem drogas e sem álcool. Eu pensava que essas coisas traziam felicidade, mas hoje sei que essa felicidade é passageira. Cristo é o caminho único para a verdadeira felicidade.”

Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a expandir o INRI Road por toda a República Tcheca e Eslováquia para que milhares de jovens possam experimentar a beleza, o amor e a maravilha do nosso Salvador.

Resumo Missionário
• O INRI Road foi criado com o objetivo de resgatar jovens adventistas e mantê-los na igreja durante os anos vulneráveis da universidade e alcançar os jovens não adventistas, muitos dos quais raramente ou nunca entraram em uma igreja adventista.
• Por meio de cultos descontraídos, debates, estudos, eventos esportivos, grupos de oração e retiros de fins de semana, a liderança do INRI Road procura fazer amigos para Jesus pelo evangelismo da amizade.
• Nos seis anos de existência do INRI Road, centenas de jovens vieram à igreja. Muitos desses estão voltando e fortalecem seu relacionamento com Deus.

FONTE: Lição da Escola Sabatina (3° Trimestre 2013)